domingo, 8 de setembro de 2013

À procura de um cadáver...!

Depois de várias tentativas de definir o caráter das manifestações que convulsionaram as principais cidades brasileiras no mês de junho/julho deste ano, vai ficando claro, na medida que o fervor vai esfarelando, o teor verdadeiramente anti-democrático e fascista dos movimentos que passaram a reivindicar a autoria dos protestos!

Não se trata de questionar a agenda dos manifestantes, desde julho até hoje, ainda que a maioria dos pontos da pauta(?) consagrassem temas caros a classe mé(r)dia, ou no jargão paulista, "os coxinhas", e que foram contrabandeados pela mídia nacional como forma de desgastar o governo federal.

Em uma Democracia, vale até a expressão de ressentimento que explodiu nas ruas, e que alguns grupos souberam canalizar (como o partido do ministério público), enquanto outros acabaram decepcionados pela impossibilidade de transferir a queda de popularidade da presidenta Dilma para o minguado capital político da oposição, que definha cada vez mais!

É preciso dizer que a repulsa a serviços públicos de péssima qualidade é uma demanda correta, embora pesquisas revelem que a maioria das pessoas presentes nas passeatas fossem de classe média e alta, ou seja, os verdadeiros usuários destes serviços não estiveram lá para apresentar suas reclamações e impressões sobre o assunto!

Soa meio estranho, por exemplo, que os "coxinhas" reclamem dos hospitais do SUS, quando são os planos de saúde que seus papais e mamães contratam um dos sorvedouros de dinheiro dos Orçamentos Públicos, através de subsídios e deduções fiscais! Em suma: é a saúde privada dos "coxinhas" que inviabiliza o atendimento aos pobres!

Quem desejar pode acreditar que este pessoal (os "coxinhas")estivesse nas ruas em solidariedade aos percalços dos mais pobres...pode ser...Eu confesso não ser tão otimista!

Ainda mais quando assisto a postura dos "Black Bobocas", elevados a categoria do ridículo pleno, esperneando pelas ruas, depredando e vandalizando pessoas e patrimônio público, em número que vai minguando cada vez mais, na proporção inversa da violência que oferecem como triste espetáculo de incivilidade...Na expressão batida, seriam cômicos, senão fossem trágicos!

O episódio desde 7 de setembro é mais uma página deste estranho roteiro, onde os "atores" não parecem inclinados a mudar o final infeliz que está escrito.

Desde o começo, como tantos outros, tentei dissociar os grupos mais extremistas do resto dos manifestantes...

Estava errado...não é possível!

O que permanece hoje nas ruas é a essência do movimento que ocupou as ruas há cerca de dois meses atrás, e só não foi potencializado em um golpe porque as forças conservadoras e golpistas não estavam preparadas para intervir, pois foram pegas de surpresa, assim como o governo federal e seus aliados...

A oportunidade passou, mas os setores mais violentos continuam estimulados e em atividade, aparentemente isolados, mas colocados de forma a esticar os limites até o momento que alguma reação repressiva desajeitada pelas forças policiais lhes deem o que tem desejado para exacerbar os ânimos: um cadáver, um mártir!

Chegou a hora dos governos cortarem o mal pela raiz...caso contrário, pode ser tarde demais.


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