segunda-feira, 30 de setembro de 2013

E por que não?

Se já temos o médico & o monstro, se agora teremos a cleopátra do Paraíba do Sul, por que não chamarmos logo o napoleão da lapa?

O PT e Carla Machado...ou, o PT virou a casa da mãe joana?

Uma das maiores vitórias do espectro ideológico conservador nas últimas 03 décadas, desde que Margareth Tatcher e Ronald Reagan assumiram, respectivamente, o poder da Inglaterra e nos EEUU, foi a transformação dos sistema políticos de representação em indústrias de marketing, erigidas sobre estamentos jurídicos que confinaram a luta política dentro dos limites de tribunais, e em alguns casos, dentro das estações policiais...

Este processo bem elaborado permite que, em boa parte do planeta, ainda que mudanças circunstanciais, porém importantes, aconteçam na gestão dos orçamentos público-estatais, seja a agenda conservadora uma constante ameaça a necessária alternância de poder que a Democracia impõe...

Neste sentido, devemos resistir as críticas superficiais a suposta filiação (ainda não consumada) da ex-prefeita de SJB aos quadros do PT daquela cidade...Afastemos o moralismo infértil...

Não haveria nada demais nesta aproximação política de uma ex-prefeita, costurada dentro  de uma estratégia do candidato favorito ao governo do Estado, Lindbergh Farias, se tudo não se resumisse a apenas...ISTO...

É verdade, pelo que dissemos há pouco, que nem o candidato, nem a ex-prefeita são culpados pela descaracterização de partidos e do debate ideológico dentro da vida política brasileira, e quiçá, mundial.

Mas por outro lado, é desanimador assistir a coisa ser tocada com tamanha superficialidade, ou como gostam os analistas, apenas pelo viés quantitativo, ou seja, quem soma, quem perde, quem divide, quem multiplica...

Olhando apenas por este prisma a filiação da ex-prefeita é sempre bem-vinda...

Mas o problema é este: só olhar por este prisma!

Aos que sugerirem um raso comentário de que os governos petistas, na busca por ampla e forte coalizão, já sinalizam há tempos uma frouxidão conceitual, eu digo: Não misturem governo com partido! São coisas que estão ligadas, mas são instâncias diferentes...

E mesmo que aceitemos tal comentário, é bom lembrar: erros não justificam outros erros...

O partido deveria ser o espaço onde os militantes podem (e DEVEM) discordar de governos onde este partido seja até majoritário...É isto que oxigena governos...e PARTIDOS!!!!

O partido, também, deve ser o espaço onde, ainda que reconhecido o papel das lideranças, estas não sejam a última ou única palavra...

Trazer a ex-prefeita é concordar com seu legado político, na medida que é impensável(e desnecessário) querer lhe impor um mea culpa por sua biografia política...

E o PT de SJB, e de outras paragens, parece concordar, por exemplo, com a condução da ex-prefeita no desastre do Império X, onde foi responsável pela rendição incondicional do poder público (e REGULADOR) aos pés do capital especulador!!!

Não seria exagero dizer que em cada palmo de terra salgada do Açu há as pegadas da ex-prefeita...Quando estas pegadas somem, é porque foi carregada no colo pelo Imperador X (me desculpem os católicos pela imagem emprestada)...

Assim como é assustador que sua filiação não tenha alimentado nenhum debate sobre métodos draconianos, como mandar espancar desafetos...

Afinal, fica a pergunta: além de controlar a máquina de propaganda, cevar órgãos de mídia corporativa, e realimentar os esquemas de controle do poder, qual é o grande feito político-administrativo da ex-prefeita que some ao PT de SJB...?

Bom, eu só entendo tamanha complacência se concordamos que no caso do PT de SJB, um quase nada político, qualquer coisa sirva mesmo!!!

Mais ou menos como o "casamento" de um certo médico com o PT de Campos dos Goytacazes...

O total desconhecimento do papel da Polícia, do debate, da luta de classes e do sindicalismo!

Não há dúvidas, para quem lê este blog, que o professor Marcos Pedlowski sempre foi um aliado tático na luta local por uma comunicação social que desafiasse os estamentos conservadores, e que sua capacidade analítica, somada a sua relativa coragem, nos fornecesse ingredientes para situá-lo no campo da ação progressista.

Não revejo, ao menos por enquanto, esta classificação...No entanto, como aprendizado para este blogueiro, está claro que os blocos políticos, por mais diminutos que pareçam, e ainda que nem se considerem como tais (blocos), detêm um caráter de heterogeneidade aguda.

Se na luta contra o Império X este blog quase sempre esteve junto ao blog do professor, é certo que em outras esferas do debate político, a diferença é clara.

Eu não quero acreditar que um cientista, um pesquisador laureado, professor de uma das mais importantes Universidades do Brasil, porque não dizer, do mundo, possa cometer tantos erros em um simples texto, tudo em nome da demarcação de um espaço político, ou pior, da sobrevivência política de uma ideia, que ele julga crucial na conjuntura política atual.

O texto está aqui.

Eu não creio que uma suposta "materialidade" possa encerrar debate algum, que fique claro...

Não sou cientista social, mas creio não ser preciso sê-lo para entender que a noção empiricista possa subjugar tudo mais em volta, como professa o professor.

Também não me iludo com o papel da Polícia em qualquer sociedade! Por razões óbvias, esta é uma das contradições que tento resolver TODOS os dias, pois sei que as instituições policiais, seja aqui, ou em Londres, vão, via de regra, agir em defesa das classes de controlam o Estado.

Foi assim também nas experiências ditas "socialistas", e seria deste modo até se Trotsky houvesse triunfado sobre Stálin.

O problema conceitual grave para mim é reproduzir na luta de classes o mesmo ranço violento da Polícia, e o que é pior: sem direção política ou mandato algum para fazê-lo...Sim, goste-se ou não, governadores são mandatários eleitos, cujas instituições atendem a sua autoridade, atributo indispensável da representatividade.

Por mais trágico que pareça, a Polícia detêm um monopólio para agir em defesa do Estado...É esta condição que nos permite, inclusive, apurar e punir os excessos cometidos...Já grupos fascistas mascarados não!!!!

A Polícia será violenta, classista, segregadora, e até homicida? Por certo, estranho seria se fosse ao contrário em uma sociedade onde cada uma destas premissas é celebrada na mais elementar relação cotidiana até nas supremas cortes, passando agora, de forma inédita, pelo discurso moralista da ultra-esquerda, que colocado em uma perspectiva histórica, nada mais é que um fascismo de coloração diferente...portanto, também extremamente violento e anti-democrático...

Ou seja: Sociedade violenta, Polícia idem...

Eu não li muito de Marx, apenas o essencial, mas desde garoto (e isto já vai muito tempo) aprendi que os limites economicistas da luta sindical impõem uma grave contradição na tentativa de fazer sindicatos como aríetes da luta política partidária, e que estas tentativas (de usar sindicato como partido), não raro, terminam por funcionar como justificativa do recrudescimento do aparato repressor, que por sua vez, afasta mais e mais os trabalhadores que não são sindicalistas profissionais...o que por derradeiro, enfraquece a luta pelos direitos econômicos dos trabalhadores, e que dilui ainda mais, pela frustração, sua percepção mais ampla sobre a luta de classes e a necessidade de mobilização em partidos de esquerda...

Em suma: um tiro no pé...

Eu só posso lamentar pelo que leio no blog do professor...




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O dataPrado informa:

O instituto de pesquisa mais isento do país, braço científico do veículo do Insígne Hariovaldo Almeida Prado traz as últimas sondagens dos humores populares.

Finalmente, este populacho enxergou a luz:

dataprado-set13

Leia mais na fonte, aqui...

Led Zeppelin - Celebration Day.



Foi nesta semana de surpresas esperadas, quando este blogueiro completou menos um ano nesta contagem regressiva, que ganhei o presente um dos melhores presentes que poderia...Este combo DVD, CD do Led Zeppelin, chamado Celebration Day, show antológico realizado em Londres, onde estava à bateria o único que poderia estar ali...Jason Bonham, filho do lendário John...

Compartilho com vocês, para quem gosta, divirta-se.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O IV Reich?

Se mantiver seu mandato até 2017, o que parece inevitável, a chanceler alemã Angela Merkel, desbancará outra notória conservadora, Margaret Tatcher, que ficou à frente do governo por 11 anos ininterruptos na Inglaterra...


O engraçado disto tudo é que, não por acaso, se tratam de duas mandatárias que se enquadram no espectro ideológico de direita, e também não por coincidência, não ouvimos nenhum sussurro de que ambas estariam a usurpar a Democracia de seus países com tamanha longevidade no poder...

Claro, os midiotas de sempre dirão que se tratam de outras culturas, outros sistemas de governo, outros processos políticos, e blá, blá, blá...mas afinal a pergunta é uma só: pode um povo, ou a maioria de um povo decidir manter no poder o mandatário de sua escolha?

Na cabeça dos midiotas a resposta é: PODE, desde que não sejam progressistas...E assim, Merkel pode, mas Chavez não podia.

Ah, e o papo de que alemães estão acima de qualquer suspeita, é bom refrescar a memória: Helmut Kohl, o outro conservador que ficou no poder por vários anos, considerado "pai da reunificação", foi defenestrado do cargo por um escândalo envolvendo seu partido (Democracia-Cristã) na captação de recursos para bancar as eleições, e por fim, recentemente, a participação alemã da Siemens no tucanoduto do Metrô SP não autoriza bons julgamentos sobre o caráter desta gente.

domingo, 22 de setembro de 2013

A escolha de Sofia, ou a escolha de um sofisma?



Bom, dentre as três "legendas" escolhidas pelo nobre Professor Pedlowski, como suas referências ideológico-partidárias, a única que possui representação parlamentar e que está à frente da gestão de algum ente de governo é o piçol...

Os outros dois não conseguem mostrar aos sofridos e abandonados pelo PT a "luz" da "verdadeira esquerda"...Se bem que o piçol também não é lá estas coisas neste quesito de representatividade...

Ahhh, bom....dirão o professor e seus companheiros que a população ainda não está "preparada" para tamanha "verdade", tal é o controle ideológico que as classes menos favorecidas sofrem por aquelas que são hegemônicas...Eles se auto-intitulam "vanguardas"...sei, sei, sei....

Hu-hum, pode ser...

Mas como a única opção partidária que detém alguma densidade é o piçol, vamos avaliar como se comporta uma das opções do professor...

E fica a dúvida: Se o PT, com toda sua história, conflitos e contradições, com a tarefa de governar cidades, estados e um país, é acusado de "traição", o que dizer de partidecos que mal saíram das fraldas políticas, e na primeira oportunidade já abraçam o "capeta"? 

Se para governar Macapá, ou para manter um simples mandato, os vestais já se vendem a primeira oferta, o que dizer quando a missão for muito maior????

Será que a janidra rocha nos responde?

Estão aí as imagens recentes de como se comportam os "vestais da esquerda", arghhh:






Agora sobre o "drama", que por encanto, agora não é mais drama, vamos nos socorrer nas próprias palavras do interlocutor para que possamos nos situar (ou não???):

"(...)Essa discussão toda sobre o "Mais Médicos" me toca de perto por vários motivos.  Sendo de uma família de trabalhadores, tive um pai que morreu num hospital público. Também tive uma mãe que morreu dentro de uma ambulância tentando ir para um hospital público.  Os dois casos eram bastante complicados, e não considero que os servidores que os atenderam tiveram qualquer parcela de culpa nas suas respectivas mortes(...)".

Réplica: Se esta não é uma linguagem destinada a causar comoção, por favor, "corta ni mim e chama o percival". É como o personagem Calvin mostrado aí embaixo, a cada contrariedade, ele altera a regra do jogo, cuja única regra certa é que o jogo sempre mudará....Quanto a pergunta feita pelo nobre professor em relação a sua mãe, eu não seria leviano a ponto de respondê-la, porque o fato é irrepetível, ou seja, como cientista, e subordinado ao rigor que exige a academia, o professor,antes de qualquer outro, deveria saber que só poderíamos levantar tal hipótese com todos os elementos envolvidos submetidos às mesmas condições...logo...fazer a pergunta, per si, já revela tamanha desonestidade intelectual...Mas o fato é que hoje em dia, como é público e notório, as condições gerais de atendimento a saúde estão muito melhor que há dez ou vinte anos...

Pedlowski, os debates assimétricos e as regras do jogo!

Qualquer teórico de botequim sabe que a luta política, e a construção teórica se fazem situando-as em algum limite discursivo: tanto o nosso, mas principalmente o do outro...

Já disse Bordieu que o discurso não nos pertence, pois é o ouvido, e não a fala, que fixa este discurso...

Assim, é infantil tentar nos descolarmos dos rótulos que nossos interlocutores nos colocam, a não ser que pretendamos o monólogo, o isolamento...

De todo modo, nesta busca entre referências, é preciso definir uma instância de legitimação de nosso discurso, e há várias formas de fazê-lo...

Do ponto de vista "teórico", alguns dirão que o governo do PT não pode ser considerado "de esquerda"...Porém, sabemos que tais  referências"teóricas" não são as únicas formas de reconhecermos a realidade, até porque, cada um utiliza a referência que melhor lhe convém...

Então, como escapar a esta armadilha? É preciso recorrer aos fatos, que não raro influenciam a teoria, e vice-versa, em relação de causa e efeito...Uma correção necessária: 
governos não se confundem com partidos, a não ser na cartilha do espectro ideológico onde se encontra o ilustre professor...
Bom, dito isto, é preciso dizer: Como definir, dentro da conjuntura e da estrutura política brasileira (e mundial), um governo que catapultou 40 milhões de pessoas da mais ignóbil miséria a uma vida minimamente digna, triplicou o salário mínimo real, aumentou a renda do trabalho, quintuplicou os investimentos sociais, diminuiu em quase 5 pontos percentuais o total de juros pagos aos rentistas, aumentou vagas um universidades públicas, escolas técnicas, criou programas de habitação, mantém o emprego em 5% aproximados, o que eleva o poder de barganha dos trabalhadores frente ao capital?

De certo não é um governo pré-revolucionário, mas com certeza, a honestidade intelectual não nos permitiria dizer que se trata de um governo "de centro", ou "social-democrata"...

No teatro das disputas políticas globais nos dias atuais, pelo tratamento que recebe dos setores conservadores (e ironicamente, dos ultra-esquerda), não há dúvidas que se trata de um governo de esquerda...Não a esquerda do tipo que delira, mas a esquerda possível...

Mais engraçado é assistir o ilustre professor Marcos Pedlowski tentar fugir, como o diabo foge da cruz, de qualquer enquadramento político-ideológico...Óbvio, como bom debatedor que é, sabe que a inércia de pedra, solta ao vento, sempre é melhor que a inércia das vidraças...porém, a manobra soa farsesca...e é.

E assim, segue ele receitando para os outros (rótulos) o que rejeita para si...

Eu nem vou responder a sentimentalização do drama pessoal dos familiares do professor, utilizado de forma inacreditável (para não dizer inaceitável), para debater um tema tão sério...Eu fico a imaginar que com o salário que recebe hoje(de forma muito justa), poderia o professor providenciar um tratamento mais digno à sua mãe, a não ser que a deixasse morrer apenas para alardear uma posição que lhe é cara...

O texto ficou parecendo um destes programas do datena ou marcelo resende, só que com verniz acadêmico...

Também tenho os meus dramas pessoais no campo da saúde pública, que me ceifou a vida de um ente querido (filho), mas não creio que este seja o local e nem a situação correta para tratar deste assunto...

Já que Calvin foi o instrumento utilizado pelo professor, e estando este cartoon entre os meus prediletos, vai aqui um que pesquei no site Crítica Constitucional, e trata sobre "regra do jogo", naquele caso utilizado para um texto sobre o stf, mas que se encaixa perfeitamente no modus operandi da ultra-esquerda(que aliás, não por coincidência, se parecem cada vez mais):

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A ultra-esquerda e o sindicato dos carrascos!

Ler representantes do pensamento delirante da ultra-esquerda nacional, defendendo o direito de uma das categorias mais abastadas do país a manter seus privilégios, como você pode ler aqui, e neste trecho em especial:

"(...)E para os médicos o que isso traz? Primeiro, o adeus ao sonho de ter pela carreira uma ascensão ainda maior. Segundo, o abandono daquelas especialidades que são vistas como mais trabalhosas e menos rentáveis. Terceiro, o reconhecimento desagradável de que estão se tornando cada vez mais simples trabalhadores, destinados a um tipo de estresse ocupacional que não lhes foi ensinado nos bancos escolares.(...)"
Quem se der ao trabalho de ler o texto do ilustre Professor Pedlowski, sem saber quem assina, imaginará que está diante de algum articulista da mídia golpista ou das fileiras do Instituto Millenium...

Então é aterradora a visão de se tornar "simples trabalhadores"????

Mas então que sociedade igualitária, onde as diferenças de classe, de atribuições e recompensas estejam cada vez menos distantes é esta que o professor professa?

O que o professor não enxerga, ou não quer enxergar, é que o fato dos médicos serem oriundos das classes mais abastadas das sociedades, é relação de causa e efeito que perpetua, ao redor do mundo, mas com agudeza sem igual neste país, um sistema de privilégios e castas, onde o exercício da medicina se tornou um lucrativo negócio, não sem o conluio subserviente da categoria médica, ora adulada por sonhos de "grandeza" (que o professor chama de "ascensão"), ora por favores e mimos da indústria farmacêutica, ora pela sedução e aliciamento da ultra-especialização que alimenta a indústria de equipamentos e diagnósticos.

Recentemente, com os efeitos da globalização e das crises cíclicas, Vossas Majestades, os "dôtores" foram chamados a pagar parte da conta, e claro, agora lembraram de dividir esta conta com os Erários municipais, estaduais e federal, tudo sob o chantagista  e hipócrita argumento da "preocupação" com a saúde pública...

Acredite quem quiser, principalmente, quando nesta celeuma desfocada do programa Mais Médicos (que o governo em MOMENTO ALGUM disse que seria a solução das políticas públicas de saúde do país, como os desonestos intelectuais apregoam), nenhum sindicato médico, nenhum conselho ou associação de classe veio a público para cessar ou contradizer as manifestações de racismo, exclusivismo, preconceito e ignorância sobre saúde pública...

Não era de se esperar outra coisa em uma categoria formada apenas por gente de classe A e B, e 95% branca, onde os pobres são um traço estatístico... 

Só no socialismo de ascensão do professor que integrantes da classe A estarão solidários com as demandas e pleitos dos mais pobres....

Depois somos nós os conservadores, ou neo-alguma coisa...rsrsr

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Ler as incongruências deste pessoal é saborosamente divertido...Mais ou menos como imaginar que em algum período pré-revolucionário qualquer, na iminência da ruptura desejada, o poder instituído estivesse a sobrecarregar os carrascos que decepam as cabeças dos revoltosos, com o intuito de frear-lhes os ânimos  insurrecionais...

Diante do aumento de trabalho, e da manutenção dos soldos, os carrascos entram em greve, e decidem filiar-se a um sindicato, e uma vez sindicalizados, manifestam o desejo de falar a assembleia dos revoltosos...

E aí?

O que fazer?

Com certeza, os "jênios" da ultra-esquerda defenderiam o direito dos carrascos de aumentarem seus soldos, contra a precarização do trabalho, etc, e tal...Ainda que isto custasse suas cabeças (ocas, por óbvio)....

Leitura de domingo...

Eis nossa sugestão para esta calorenta manhã da Primavera que debuta:

O STF não leu Cesare Beccaria, de Miguel do Rosário, em O Cafezinho.

Para encerrar o tema...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

As viúvas das urnas!



As camisas pretas do fascio global!

Se colocarem uma máscara, viram blackbobocas!

Em uma Democracia, todos têm direito a opinião, só não têm direito a hipocrisia!!!

Artistas não raro utilizam sua persona publicae para dar propulsão a suas opiniões pessoais...É do jogo, mas o problema é depois sair reclamando da aversão que boa parte do público lhe reserva, cobrando-lhe a postura e, lógico, a mistura entre o artista e o cidadão!!!

Olhem a cara de pau de atrizes da gr(ô)bo, fazendo pose sobre a ação 470, enquanto chafurdam na lama de uma empresa acusada de sonegação de bilhões de reais, sem mencionar outros crimes de lesa-Democracia...

Eu fico a imaginar: Será que se algum funcionário da emissora se manifestar publicamente a favor dos acusados, ele terá a mesma acolhida da direção?

Vejam a imagem ridícula:

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Constituição ferida de morte pelo stf, ainda respira...

Não há o que comemorar...

Apenas percebemos que em meio a tanta iniquidade, raciocínios rasos, definições simplistas e mostras de completo desconhecimento, aliado ao mais puro cinismo da mídia e seus midiotas, o juiz celso mello nada mais fez que sua obrigação!

Ou seja, que ambos os lados, governistas e oposição, esta última representada no partido da imprensa golpista, torçam pelo resultado que melhor lhes convêm, é compreensível.

Incompreensível é defender que um julgamento se assemelhe a um tribunal de inquisição, um justiçamento jurídico...

Se há provas, condene-se! Se há ausência ou dúvidas sobre estas, absolva-se...Este é um princípio que não serve a esta ou aquela facção política, mas a cada um de nós, e penso que nem a maior e mais honesta cruzada moral vale a renúncia a qualquer garantia fundamental que lutamos tanto para conquistar...Até porque, estas cruzadas morais sempre vêm recheadas de hipocrisia e seletividade, como já demonstrado...

O stf vai continuar a ser o que é, os juízes dali, em sua esmagadora maioria, continuarão a ser o que são...

Defensores de um sistema jurídico que prende pobre, analfabeto e preto, solta rico, branco e com diploma... e que esteve funcionando à todo vapor durante cada ditadura brasileira, sem que sequer oferecesse o menor obstáculo aos gorilas fardados ou não...

É este stf que negou-nos a verdade ao confirmar a grotesca e vergonhosa lei de "anistia"...

É este stf que mandou soltar daniel dantas, e que está sentado em cima de processos como o valerioduto mineiro, o caso cachoeira-demóstenes-veja, e por aí vai...

Pressa e morosidade, rigor e parcimônia são grandezas manipuladas com rara seletividade pela corte maior...

Então, só resta dizer: o stf fez aquilo que tinha que fazer...A mera discussão sobre a admissibilidade dos embargos foi surreal, haja vista o que o regimento e as decisões da corte já haviam consagrado!!!!

Mas engraçado é ler, ouvir e assistir os idiotas urrando de raiva, quando até ontem celebravam e comemoravam a ação jurídico-fascista daquela corte...

Um caso típico de direito penal do inimigo...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Paulo Moreira Leite e as vitórias possíveis!

Lá do blog O Cafezinho vem o texto do PML:

Vitória nos embargos não é vitória de Pirro

Enviado por  on 16/09/2013 – 6:46 pm0 comentários
Do blog do Ailton Medeiros.
Quem entregou o ouro antes da hora nunca ajudou a erguer um único tijolo de nossa democracia
Sem mencionar seu nome, este texto de Paulo Moreira Leite é uma resposta a Luis Nassif que em artigo publicado em seu blogue, avaliou como uma vitória de Pirro o acolhimento dos embargos de infringência pelo ministro Celso de Mello.
Paulo ilumina a discussão afirmando que a decisão do ministro não vai alterar o saldo final, por mais duro que seja seu discurso contra os réus. “O problema é saber se terá a companhia de outros cinco votos para garantir a maioria de seis que se obteve no ano passado”, escreve.
Segue abaixo o texto na íntegra cujo título é “Apareceu a turma do quanto pior melhor”.
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog.
A mobilização contra a confirmação dos embargos infringentes, garantia democrática que a Câmara de Deputados fez questão de manter na nossa legislação em 1998, envolve personagens inesperados. Não há nada de novo na mobilização dos conservadores.
A novidade é reparar que essa mobilização contra os infringentes começa a ganhar adesão em fileiras que deveriam ocupar-se da resistência a um ataque a uma garantia que representa a última possibilidade de se corrigir determinados erros da ação penal 470.
O argumento é um típico produto da escola do quanto pior, melhor – no lombo dos outros, de preferência.
Diz-se que o julgamento foi uma tragédia completa e que todo esforço para corrigir uma falha, qualquer que seja, só irá atrapalhar a denuncia – necessária – de que a ação penal foi submetida a um julgamento puramente político.
Este niilismo erudito pode estar inspirado por grandes intenções teóricas e em alta sociologia da sociedade do espetáculo mas, na prática, só facilita o trabalho de quem quer impor uma derrota sem apelação aos condenados. Do ponto de vista político e, na visão de muitas pessoas, seria a prova definitiva de que eles não têm e nunca tiveram argumentos consistentes para contestar a acusação.
É como um cidadão que assiste aos preparativos de um crime na casa do vizinho e nada faz para tentar impedir que seja cometido. Fica de braços cruzados enquanto elabora mentalmente “argumentos excelentes” para fazer uma boa denúncia mais tarde – quando a cena estiver repleta de mortos e feridos.
No tempo em que se lutava contra a ditadura, havia quem dissesse que a denuncia dos direitos humanos não resolveria nada e que a Constituinte seria uma “farsa liberal” pois só iria reforçar ilusões na “democracia burguesa.” Imagine quem adorava estes argumentos.
Os embargos podem sim beneficiar os condenados e é só por isso que Celso de Mello será pressionado e atacado em graus crescentes de agressividade e covardia até quarta-feira. Imagine as pesquisas de opinião que nos aguardam. Os shows. As cascas de banana e armadilhas.
Imagine quantos bons empregos após a aposentadoria serão oferecidos. Quantos poderão ser retirados. Quantos cursos, quantas palestras.
É assim, meus amigos.
O problema é que a lei está ao lado dos condenados e desta vez não será tão fácil impedir que ela gere benefícios reais. O fato de que a Câmara tenha rejeitado uma tentativa do governo Fernando Henrique Cardoso, no tempo em que Gilmar Mendes ocupava-se de assuntos jurídicos na Casa Civil, para eliminar os embargos, reforça seu significado político. Não é uma omissão, uma sobrevivência por engano, um descuido político. É uma decisão.
O empate de 5 a 5 na semana passada, e uma eventual vitória de 6 a 5, nesta quarta-feira, podem trazer uma conquista irreversível, ainda que parcial.
Quem ainda tem curiosidade sobre o caso, desconfia dessas verdades tão grandiosas, dessas unanimidades tão burras, como dizia Nelson Rodrigues, terá a chance de uma reflexão melhor. Os condenados terão um novo discurso, um apoio para discutir a situação de um ponto de vista menos hostil.
Uma nova derrota, acachapante, só irá reforçar o discurso de quem quer usar o julgamento para criminalizar as forças que governam o país desde 2003, com resultados indiscutíveis na distribuição de renda e luta contra a desigualdade.
Há um aspecto moral, ainda. É absurdo deixar as vítimas de uma injustiça tremenda entregues a própria sorte. Se não há razão para otimismos exagerados, é bom olhar as perspectivas com conhecimento de causa.
Vamos ficar no caso mais importante, o crime de formação de quadrilha. Para quem não sabe, vários réus foram condenados com base em indícios tão fracos, tão pouco convincentes, que eles tiveram 4 votos favoráveis no final de 2012.
Mesmo naquele ambiente, sob muita pressão, só precisariam de um voto a mais, apenas um!, para serem absolvidos. O que isso demonstra?
Que ao menos neste caso, a denúncia trouxe falhas imensas e não conseguiu sustentar seu ponto como deveria. Por trás das caretas, dos gritos, das frases indignadas, não havia muita coisa.
Por essa razão cabe à Justiça, com toda humildade, submeter-se a lei que assegura que é preciso, neste caso, oferecer uma segunda chance aos réus. Quem conseguir demonstrar sua inocência, deve ser inocentado deste crime.
Pelas regras dos embargos, os ministros devem pronunciar-se sobre o único pedindo em pauta, que pede redução de penas e absolvição. Não há precedente, num caso deste, em que um ministro eleve a pena que deu anteriormente. Nem lhe cabe transformar uma absolvição em condenação.
Mesmo que Celso de Mello, depois de aprovar os embargos, faça os discursos mais duros contra os réus na hora de julgar os recursos de cada um — e é muito provável que venha a agir assim, por convicção e coerência — isso não fará a menor diferença.
Celso de Mello já votou contra os condenados em 2012. Fazendo o mesmo agora, sua decisão não vai alterar o saldo final. O problema é saber se terá a companhia de outros cinco votos para garantir a maioria de seis que se obteve no ano passado.
Na fase de embargos, cabe a cada ministro aceitar – ou não – os pedidos dos condenados. As chances de uma mudança no placar nem de longe são garantidas mas são possíveis. É só ter 1% de sensibilidade política no cérebro para constatar que, felizmente, não há mais no Supremo um ambiente de alinhamento automático com a acusação.
Os ministros vão votar de acordo com os condenados, depois que os embargos forem aprovados? Votarão contra? Ninguém sabe.
Cada um pode dar seu palpite. A especulação é livre.
Mas quem entregou o ouro antes da hora nunca ajudou a erguer um único tijolo de nossa democracia.
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Os blackbobocas e os tiozinhos em crise de meia-idade.

Existe uma fase na vida em que o homem de meia-idade procura símbolos de rejuvenescimento para aplacar a crua e verdadeira visão de que o tempo chegou, e pouco ou nada daquilo que imaginava fazer para, pretensamente, "mudar" o mundo, se realizou...

Todos, individualmente, em todas as classes sociais, sonharam em mudar os contornos da realidade que os cercavam, e a medida deste desejo, e a repercussão destes desejos em esfera pública tem a ver com um monte de coisas, que vão desde o contexto da História, até a capacidade e possibilidade de articulação destes anseios, funcionando como relação de causa e efeito...

Assim, dizem que delírios sobre a precariedade do tempo sobre as enormes tarefas que se auto-incumbiram, em revelação de megalomania atroz, acometeram Julius Caesar, Napoleão, Hitler, Stalin e outros, que não à toa, a medida que o tempo encurtava, passavam a praticar atos cada vez mais insanos para cumprir aquilo que imaginavam ser seu destino manifesto.

Este desespero também catapulta as vendas de Prozac em meio aos homens ditos "médios"...

Uns buscam a criogenia, outros tiveram seus corpos expostos em caixas de vidro, pintamos o cabelo, vamos às academias, nos unimos a manifestações juvenis-estudantis ou namoramos jovenzinhas...

Mas todos carregam nas suas ações um traço inconfundível: o autoritarismo, que confronta o traço "natural" de tolerância que se espera com o avançar da idade...

É como querer brigar com o fato de que este tempo, esta iniciativa não nos pertence mais...ainda que nos reste observar...

É preciso dizer que este roteiro nunca é linear...é verdade.

Porém, dadas as devidas proporções, é esta estranha mistura que une os grupos fascistas de blackbobocas e alguns de seus apoiadores de meia-idade...

Como garotas recém-saídas da adolescência, os quadrilheiros mascarados exercem para estes senhores uma atração que excita suas lembranças juvenis, e talvez lhes confira um momentâneo elixir contra a inexorável ação do tempo...

Só isto explica tanta paixão!!!

Claro, não há nada demais ter se imaginado como alguém que fosse mudar o mundo, ou que fosse experimentar a tal ruptura revolucionária...

O problema grave é não entender que as possibilidades se esgotaram, ou se tornaram diferentes, e continuar a rezar pela cartilha que aprenderam lá em 1917, associando-se a grupos ou manifestações que tenham a única virtude de embalsamar memórias decadentes...

Só isto explica tão pouco rigor científico, justamente dos cientistas, que deveriam enxergar que estes grupos fascistas, ajuntamentos que não se filiam a nenhuma organização política definida, apenas têm o condão de justificar o aumento desmedido da repressão pelas forças reacionárias que dizem combater...

Não é errado dizer que, violência policial e blackbobocas são fenômenos siameses, que se retroalimentam, fornecendo a setores mais atrasados das estruturas estatais o argumento para endurecimento de ações cada vez mais agudas e restritivas, o que, por sua vez, afasta cada vez mais o manifestante pacífico das ruas e da possibilidade de aumento da organização social contra o sistema...

A imagem mais corriqueira que me vem a cabeça quando vejo gente como eu, um tiozinho, apoiando e se referendando em um bando de molóides como os blackbobocas é aquela famosa cena do senhor de 73 anos abraçado a um poposuda de 19 anos...

Bom, cada um é livre para fazer de si o que quiser...

domingo, 15 de setembro de 2013

"Ministro" CELSO DE MELLO fazendo defesa enfática dos embargos infringentes...



É claro que coerência não é uma característica cara a maioria dos juízes da corte suprema...Mas a título da mais pura ironia, veja o juiz Celso de Mello, sobre quem repousa o "voto de Minerva" na questão dos embargos infringentes, fazendo enfática defesa deste espécie recursal quando do início do julgamento da ação 470...

Para os mais tolos e apressados, é bom dizer: o juiz fez esta defesa, justamente, para negar aos réus que não detinham prerrogativa de foro(os réus sem mandato parlamentar, neste caso) a possibilidade de desmembramento do processo para a instância primária, onde se daria o necessário duplo grau de jurisdição a que estes réus tinham (e têm) direito...

Ou seja, o juiz diz, com todas as pompas e circunstâncias, que são estes embargos um recurso ordinário a decisão do colegiado, e que, portanto, desnecessário seria mandar os réus sem prerrogativa de foro a julgamento em instância inferior, já que os tais embargos funcionariam como a revisão devida...

De fato, ele não foi contrariado por seus pares, que como ele, defendiam um julgamento único, sem desmembramento...Claro, a tese "da quadrilha", e o modo "fatiado" do julgamento só teria o desfecho desejado com todos os réus reunidos...

Agora, como tudo que foi decidido neste "julgamento de fachada", pretendem os torquemadas de toga mudar, novamente, aquilo que eles mesmos garantiram antes que fariam...

Os outros cinco nefastos já sabemos que desmentiram aquilo que concordaram antes...Resta este daí...

De todo modo, como disse Luis Nassif em seu blog no dia de hoje, os embargos infringentes servirão a muito pouca coisa em um julgamento cujo resultado já estava definido bem antes de começar...

Mas de todo modo, estes episódios nos ensinam muita coisa, e com certeza vão trazer repercussões "interessantes" para o funcionamento e escolha dos juízes das cortes superiores daqui por diante...Tudo, é claro, sem açodamentos e no seu tempo certo...

Os blackbobocas e Trotsky!

Seguem os apoiadores dos batcoxinhas a misturar movimentos sindicais e manifestações organizadas de setores da sociedade civil, de caráter economicista ou anticapitalista, com a histeria destrutiva dos merdinhas encapuzados, os revoltados das praças de alimentação dos shoppings...

Dias deste eu fiz uma alusão a "desmiolice" desta gente a León Trotsky...Faço o mea culpa, e trago para vocês o que dizia o revolucionário russo sobre este tipo de ação desastrada e contrarrevolucionária, através de um texto do blog Viomundo...

Aproveito para dizer e repetir: os setores progressistas têm o dever de caçar, calar e varrer do mapa estes fascistas, acabando com qualquer possibilidade de que se manifestem...Não há tolerância para os intolerantes...

Gilberto Maringoni: Black Blocs, cobrir o rosto é o de menos

publicado em 15 de setembro de 2013 às 16:22


Black Blocs concentrados em frente à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/ABr
por Gilberto Maringoni
A esquerda não pode, em hipótese alguma, ser condescendente com as ações dos Black Blocs.
Assim como é imperativa a condenação da violência policial, deve-se igualmente negar qualquer aprovação a táticas individualistas, desagregadoras e isolacionistas de grupelhos que se valem de manifestações para desatar sua bílis colérica sobre orelhões, lixeiras e vitrines de lojas.
Qual o programa dito radical dos Black Blocs?
Nenhum, pois os Black Blocs não são radicais. Fazem ações epidérmicas, levianas e superficiais.
Radical quer dizer ir à raiz das questões. Qual a radicalidade de se juntar meia dúzia de garotos hidrófobos e depredar a fachada de um banco? Em que isso penaliza o sistema financeiro?
Baixar em um ponto as taxas de juros é algo muito mais eficiente e danoso à especulação do que as travessuras de meninos e meninas pretensamente rebeldes que cobrem os rostos para parecerem malvados ou misteriosos.
Aliás, qual a finalidade de máscaras e rostos ocultos, além do desejo infantil de um dia ser Batman, Zorro ou National Kid e sair por aí saltando sobre prédios e vivendo aventuras espetaculares? De se ter uma identidade secreta, na qual de dia enfrenta-se uma vidinha besta e à noite, na calada, devolve-se anonimamente à sociedade o mal que se esconde nos corações humanos, como dizia o Sombra em voz gutural?
O pior é que as peripécias dos blocos de blaques isolam os protestos da população que a eles poderia aderir e reduz o ímpeto das mobilizações à idéia de baderna pura e simples. Que acaba sendo complementar à violência policial. Ambas se justificam e se explicam.
Trotsky tem um texto admirável chamado “Porque os marxistas se opõem ao terrorismo individual”, escrito em 1911 e que está no link do pé da página. Ali, o revolucionário russo opõe a consequente manifestação coletiva a ações estrepitosas de poucos indivíduos tomados de fúria aleatória.
O seguinte trecho tem a precisão de um compasso:
Para nós o terror individual é inadmissível precisamente porque apequena o papel das massas em sua própria consciência, as faz aceitar sua impotência e volta seus olhos e esperanças para o grande vingador e libertador que algum dia virá cumprir sua missão.
E mais adiante, completa:
Nos opomos aos atentados terroristas porque a vingança individual não nos satisfaz.
Os Black Blocs têm uma ação deletéria. Acabam justificando a violência policial para um grande número de potenciais participantes de mobilizações de protesto. Exacerbam o reacionarismo existente na sociedade e transformam movimentos sociais em sinônimo de vandalismo. Animam pit bulls existentes nos aparelhos de segurança, como o boçal que atende pelo nome de capitão Bruno, da tropa de choque de Brasília.
Os Black Blocs não organizam nada, não querem nada.
E podem fazer com que manifestações maciças virem nada.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O impagável Hariovaldo...

Uma das melhores maneiras de enfrentar os urros da hipocrisia média é o humor...Nisto, Hariovaldo Almeida Prado é insuperável...É tão bom que periga os midiotas aderirem, achando que ele fala sério...

STF vende-se tragicamente ao comunismo de Dirceu

13 de setembro de 2013
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De nada adiantou a bravura de Barbosa, o bolchevismo de Lewandowski venceu.
De nada adiantou a bravura de Barbosa, o bolchevismo de Lewandowski venceu.
O 12 de setembro de 2.013 é um dia fúnebre para o poder judiciário dos Estados Unidos do Brazil. Nesta data, que vai ficar para a história como o dia em que a Suprema Corte sucumbiu ao comunismo, aceitando jogar para a eternidade o fim do julgamento do maior escândalo de corrupção da história da humanidade, os doutos ministros viraram as costas para os homens bons votando pela aceitação dos embargos marxistas.
Dirceu, a raposa, quando, em 2005, desviou dinheiro público para as Ilhas Cayman, por meio do mensalão, sabia da possibilidade de que um dia Bob Jef viesse a caguetá-lo, reservou 350 milhões de dólares para comprar o egrégio tribunal quando da provável condenação. Cinco dos ministros mantiveram a coerência e disseram não ao marxismo petralha, mas outros seis magistrados de araque, demonstrando nefasta fraqueza de caráter, aceitaram a propina de Dirceu e disseram sim ao canto da sereia vermelha.
Quando, no ano passado (2012), começava a surgir uma parca luz no fim do túnel, um raio fugaz de esperança na aurora boreal da honrradez jurídica da Terra de Vera Cruz, todos nós, homens de bem, animamo-nos e chegamos a brindar a boa nova, apesar das ínfimas penas aplicadas aos criminosos da quadrilha comanda por Lula. Era de se esperar no mínimo prisão perpétua para toda a gang de malfeitores. O tribunal, ao invés de avançar rumo à modernidade dos ensinamentos cristãos trancafiando os larápios a sete chaves e abrindo um belo precedente para uma futura condenação de Lula, dá um passo atrás rumo ao atraso trotskista.
Mas deixe estar… o campeão moral da futura copa do mundo de 2014 em Honduras, Aécio Neves, há de virar o jogo e arrancar a ferro e fogo o poder das mãos atéias de Dilma, a búlgara insubmissa, pondo finalmente os mensaleiros na cadeia, quiçá cadeira elétrica ou paredão. Esta esperança no mineiro do bem faz com eu controle minha desolação e desista do suicídio.

Amarildo e blackbobocas: A má-fé seletiva ou a seletividade da má-fé?

Eu concordo...

A polícia, o Estado brasileiro, a sociedade, as universidades, as ciência sociais, a cidade, enfim, tudo tem, no mundo capitalista, um viés seletivo e segregador, que busca nos contrabandear a noção que é mais quem vale mais...

O problema é que para, supostamente, combater esta lógica, os ultra-esquerdalhas se valham de expedientes que combatem ou dizem combater...

Se os criminosos que sumiram com Amarildo houvessem marcado pelas redes sociais o dia, a hora e o local do sumiço, mostrassem o capuz que iriam usar para esconder as identidades, as armas, o cativeiro, enfim, se tornassem públicas suas estratégias e identidades, como o fim deliberado de promover sua ação, e ainda assim, a polícia se mantivesse inerte, eu diria: Ultraje, crime, desumanidade!!!

Agora, pretender comparar dois crimes totalmente distintos, com modus operandi e repercussões diferentes, tentando "desculpar" um dos crimes (a quadrilha de vândalos do feicebuquistão) pela dificuldade da polícia em desvendar o outro (sumiço de uma pessoa) não é, me desculpem, ignorância, é má-fé mesmo!

Amarildo e blackbobocas: Uma triste realidade, comemorada pela ultra-esquerdalha...

Uma das maiores dificuldades que sempre enfrentei após ingressar na Polícia Civil, sendo um militante de esquerda, além das óbvias contradições pessoais sobre as quais não cabem citações, é a miopia de boa parte da esquerda no enfrentamento das questões relativas a segurança pública, polícia, criminalidade e enfim, a estrutura normativa do Estado brasileiro nas questões criminais ou de conflitos sociais.

Hoje, defrontei-me com mais um momento de decepção, aqui...

Claro que o dissenso com o professor Marcos Pedlowski é quase sempre inevitável, e ainda bem...

Mas neste caso, acima de qualquer sentimento corporativo que tento guardar lá nas últimas gavetas do armário da minha incoerência, é fato que o simplismo, a retórica comum e vulgar me deixam, além de perplexo, triste...

A decepção sempre é maior de quem se espera mais...é fato.

Desde 1988, quando raiou a Constituição Brasileira, nosso sistema jurídico-criminal é pontuado por graves contradições, que já nomeamos aqui de esquizofrenia institucional...e que definimos mais ou menos assim:

Temos um sistema jurídico protetor de uma série de direitos individuais, conflitando com um estamento jurídico conservador, patrimonialista, que valora com mais ênfase os bens jurídicos totalmente opostos a noção garantista...Este estamento está, por sua vez, inserido em uma cadeia sócio-política-econômica igualmente patrimonialista, exclusivista e vertical...As duas realidades se relacionam como causa e efeito, e tanto o sistema jurídico existe para legitimar as diferenças e injustiças sociais, econômicas e políticas, quanto o contrário, tais diferenças são normatizadas nos regulamentos jurídicos.

O caso mais clássico é a chamada "guerra às drogas", e não cabe maiores detalhamentos neste texto, mas via de regra, imaginamos ser impossível aplicar leis draconianas sobre uma escolha individual (usar ou não drogas), montadas sobre um sistema altamente repressor e segregador, e ao mesmo tempo promover os direitos e liberdades da pessoa humana.

Paradoxo semelhante se dá com aborto...

Em suma, dizemos que você é soberano frente ao Estado, desde que não lesione interesse de terceiros (coletividade), e criminalizamos sua escolha...em metáfora já usada aqui, vendemos carros e proibimos a venda de combustível...

Estas decisões políticas do Estado brasileiro, e da sociedade brasileira, assumem contornos mais dramáticos quando enxergamos que a vida no Brasil vale menos que um automóvel ou um aparelho de telefone celular, pois há muito mais ladrões presos que homicidas, ou pior, os crimes contra o patrimônio detêm uma taxa de resolução exponencialmente maior que os crimes contra a vida... 

Dentro desta nossa tragédia cotidiana, a dos homicídios dolosos, temos outra tragédia ainda mais aguda: A seletividade da eficiência e da punição do Estado, com um corte de classe e de cor já bem definidos, cuja repetição é exaustiva, mas necessária: Ser preto, e ser preto e pobre significa uma probabilidade de morte por arma de fogo 4 vezes maior de que a de um branco e pobre...Se for branco e rico, nem dá para calcular direito, tamanha é a distância...

E por fim, dentro desta aberração, temos outra, de sinal inverso: Quanto mais rica for a vítima, maior a chance de que seu algoz seja preso!

Diante de todo este quadro, o que fez a esquerda, tanto aquela que chegou ao poder, quanto aquela diz que a esquerda não chegou ao poder, porque são eles a "verdadeira esquerda"?

Nada...absolutamente nada!

Os estamentos normativos estão intactos, e sequer sofreram a menor fissura por alguma pressão dos chamados "verdadeiros esquerdistas" ou os "falsos"...O máximo que conseguem é diagnosticar as ações organizadas de grupos secundários dentro do Estado, como milícias, fazendo um "oba-oba" típico, portando-se como "vingadores solitários", esperando que toda a comoção causada lhes sirva de algum capital social e político para tirar-lhes do ostracismo, como aconteceu com um deputado estadual do piçol, recentemente... 

Quando confrontados com os "limites" da sua estratégia, saem a "chorar e pedir arrego", clamando pela proteção coletiva para suas escolhas pessoais...

Qual o debate sobre o papel da polícia que consiga ultrapassar o lugar comum, já batido e rebatido da "denúncia" da violência e corrupção policial, seu "despreparo", etc?

Nada...absolutamente nada!

O máximo que conseguem é um avanço na sociologização do crime e da violência, o que não é pouco, mas é quase nada para dar respostas a demanda inadiável de definir o papel, o valor, enfim a finalidade do aparato policial brasileiro, que se resume a responder: polícia para quê e para quem...

Neste sentido, muito me entristece ler a posição do ilustre professor Pedlowski em seu blog, desfiando a mais chula provocação ao aparato policial, especificamente a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, e sua chefa, Martha Rocha (que, em verdade, na maioria das vezes a merece)...

Não é a provocação em si que nos deixa cabisbaixos, mas o seu sentido de revelar a total ignorância por parte de quem deveria saber algo sobre o assunto...

No país que eu gostaria de viver, como policial inclusive, não há espaço para "sumiços" de "amarildos", que nos mostram que a nossa leniência em dar respostas às abduções estatais que aconteceram na ditadura e a reincidência destes episódios nos dias atuais não é mera coincidência...

Nossa comissão da verdade não é urgente apenas para dizer o passado, mas para alterar o presente...disto ninguém deve duvidar.

Porém, neste país também não há espaço para tratar com reverência e coroar com "liberdade" os atos de vandalismo, formação de bando armado, uso de explosivos, lesão corporal, etc, só porque se trata de filhos da classe mé(r)dia bem nascida e que se acha "politicamente instruída", condição que lhes confere "imunidade"...

Assistir ao professor Pedlowski comemorar a soltura de marginais do andar de cima da sociedade é aterrador, porque é este sistema que traga "amarildos"...

Se os jovens que estavam presos fossem de outra classe social, com certeza ficariam presos um bom tempo, ou teriam "sumido antes"...

Assim foi feito quando jovens mascarados passaram a queimar ônibus, danificar patrimônio, etc no entorno nas comunidades pobres, no Rio, SP, e Florianópolis...alguém ouviu alguma repercussão sobre a situação deles, se estão presos, soltos, mortos?

Ahh, mas dirão os ultra-esquerdalhas que agora os bob cuspes do feicebuquistão têm uma "causa"!!!! 

Eu não sei bem qual é esta "causa"(até porque, pelo jeito, nem eles sabem bem qual é), mas tenho para mim que a violência coletiva contra o Estado, quando dirigida para fins "políticos", e que não tenham uma direção bem definida, tem uma repercussão muito mais grave que a violência coletiva contra o Estado que se movimente por solidariedade criminal comum... A História nos revela isto com tristes resultados...

No entanto, para tornar este país mais justo, não podemos reivindicar que a barbárie, hoje tratamento dedicado aos mais pobres, se estenda de cima a baixo, mas tampouco a impunidade, privilégio do blackbobocas e outros pit-boys zona sul, seja universal...

Assim, comemorar a liberdade dos "batcoxinhas" é como jogar mais uma pá de terra em cima da vala clandestina onde Amarildo deve estar enterrado, ou mais um pneu dentro do microondas onde foi incinerado.

Olhando o sentimento de júbilo frente a impunidade que urge de gente como o Dr Marcos e seus aliados, eu digo: Não sei onde está o Amarildo, mas respondo com outra pergunta: Quem serão os "os novos amarildos", e quando sumirão?