quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pobre mer(d)al! É a política, estúpido!

Transcrevemos o relato "preocupado" do blogueiro Miro, direto do seu blog. Seria o caso de organizarmos uma campanha de "solidariedade" ou uma novena em desagravo ao deprimido "colonista"?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Merval Pereira vai cortar o pulso


Merval Pereira, "calunista" da Globo, ainda vai cortar o pulso. A sorte é que ele é "imortal", segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL). No sábado (3), ele confessou certa decepção com Marina Silva e a sua Rede, que não expulsou sumariamente o dirigente Pedro Piccolo Contesini, flagrado participando na depredação do Itamaraty, em 20 de junho. Já nesta terça-feira (6), o jornalista mostrou-se muito preocupado com o futuro do PSDB, abatido pelas recentes e graves denúncias do propinoduto em São Paulo. É tocante o sofrimento do Merval Pereira!

Ele desabafa: "A denúncia de formação de um cartel nas licitações de obras do metrô em São Paulo desde a gestão do governador Mario Covas colocou na agenda eleitoral um obstáculo importante para o PSDB. Os principais caciques do partido estão sendo atingidos pelas denúncias, que cobririam os governos Covas, Alckmin e José Serra... A denúncia de cartel partiu da multinacional alemã Siemens, que teria apresentado provas às autoridades do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), num acordo de leniência que preservaria a empresa de punições". 

Apesar das provas já apresentadas, o "calunista" global ainda se mostra incrédulo. Ele torce para que tudo seja apenas uma armação da blogosfera e que as denúncias não atinjam o governador Geraldo Alckmin. E lamenta: "O pior dos mundos para a democracia seria ficar provado o que os petistas chapas-brancas já dão como certo nos blogs e noticiários oficiais: que o esquema seria uma espécie de irrigação permanente de dinheiro ilegal para as campanhas eleitorais dos tucanos desde o governo Covas". Mesmo assim, Merval Pereira está atormentado:

"A reação do PSDB paulista, de acusar o Cade de estar atuando como 'polícia política' do governo petista, fazendo vazamentos seletivos do processo para prejudicá-lo, é comum a todos os partidos denunciados, que costumam posar de vítimas para acusar adversários de perseguição política. É evidente que as investigações contra os governos do PSDB são prejudiciais ao partido, assim como o processo do mensalão prejudica o PT. Não há dúvidas de que os vazamentos são ataques perversos, pois não dão a ideia de um quadro geral e jogam a suspeita sem que seja possível uma defesa coerente". Abatido, o "imortal" pode até cortar o pulso!

12 comentários:

Anônimo disse...

HÉLIO FERNANDES

O programa da TV Cultura Roda Viva nunca entrou no meu roteiro ou na minha programação do fim de noite. Anteontem, quebrei essa rotina, queria conhecer os líderes do Mídia Ninja, Pedro Torturra e Pablo Capilé. Não sabia como eles eram, nem física nem mentalmente.

Nos primeiros 40 minutos, Pablo Capilé me assombrou. Falou sem parar por duas vezes. A primeira, 9 minutos, a segunda, outros 12. Massacrou a todos. Há muito tempo não via alguém pensar em tal PROFUNDIDADE e expor com tal VELOCIDADE.

Nos dois monólogos, sem hesitação, voz firme e segura, nenhuma parada sequer para respirar ou beber água. Os entrevistadores (?) desnorteados e desencontrados, acompanhavam a sua fala magistral, não tiravam os olhos dele. E quando parou, e cabia a eles perguntarem, desfilaram uma quantidade de tolices, bobagens, coisas sem importância. Nada que merecesse resposta.

Oitenta por cento dos participantes não sabiam o que perguntar, incluindo o dirigente do programa (já demitido), chato, monótono, cansativo, que tentava confundi-los. E quase todos procuravam engasgar os dirigentes do Mídia Ninja, com dois tipos de evolução. – 1 – Como vocês vivem, com que recursos? 2 – Qual a ideologia de vocês?

Para minha sorte de repórter, Capilé retomou a palavra, inundou a todos em casa e até no exterior. Nos 12 minutos da segunda fala, foi sendo acompanhado por “postagem” no twitter, facebook e outras formas de tecnologia.

Até do exterior vinham comunicações, como por exemplo Bernardo Mello Franco, correspondente da Folha na Inglaterra. De Nova York, muitas, o programa “bateu” audiência inédita.

Nessa segunda aparição, quebrando o silêncio generoso para não humilhar ninguém, Capilé exibiu um repertório de dados e informações, sufocando a bancada, fatos que não podiam ser assimilados ou respondidos.

Puxa, foi cerebralmente de uma ponta a outra do país, desfilando dados, números, como funciona o Mídia Ninja, e isso, segundo ele, com 10 anos de existência.

Lógico, não garanto que tudo era irrefutável, mas ninguém contestou uma linha. Se não era verdade, é impossível “inventar” daquela maneira e com a profusão de dados que desfilava.

Os que estavam na bancada, tentavam se defender usando 4 ou 5 minutos para não pensar nada e 1 minuto para “construir” a pergunta. Quem não sabe pensar não sabe redigir, seja de forma falada ou escrita.

A partir daí, o programa se arrastou, ganhava alguma vitalidade com Pedro Torturra, mas eles evitavam ocupar o mesmo espaço ou o mesmo tempo. No finalzinho, mais sabedoria da Pablo Capilé. Terminado o programa, os entrevistadores, estáticos, naufragaram em terra seca. E sabiam disso.

O Roda Viva, que pretendia destruir o Mídia Ninja, saiu da mesmice habitual, para consagrá-los. Acho que eles, como este repórter, não sabiam nada sobre o Ninja, que surpresa estonteante.

Tirando Capilé e Torturra, quem tirou nota 10 no programa foi Paulo Caruso. Desenhos maravilhosos. E que texto. “Gozava” todos os participantes, de forma irreverente, num traço magnífico. Mas com contexto admirável, crítico, elegante, sem exagero. Puxa, Paulo, que sucesso, o Millôr iria adorar.

HÉLIO FERNANDES

Anônimo disse...

1994: COVAS GOVERNADOR, FHC PRESIDENTE

Os médicos, amigos de Covas, fizeram apelos, “não se jogue numa nova campanha eleitoral”. Não adiantou, foi candidato e se elegeu (isso é importante), com Alckmin na vice, que repetiria em 1998.

Covas teve agravamento da saúde, mas não na dimensão terrível que atingiria em 1999, e principalmente em 2000, quando não foi uma só vez ao Palácio Bandeirantes. Alckmin governou, não por delegação, e sim circunstância e emergência.

Foi exatamente nesse 2000 que houve a licitação para trem e metrô, com a Siemens coordenando e organizando o cartel. Agora, com a própria Siemens vindo a público denunciar tudo, a AUTORIZAÇÃO QUE RECEBEU DO GOVERNO, localizando os fatos em 2000, é impossível tirar Alckmin da jogada.

Alckmin, aí praticando desrespeito à Constituição, disputa a terceira eleição seguida, em 2002. Duas para vice e essa última para governador, tomou posse quase com a morte de Covas.

A doença de Covas (inicialmente infarto) foi se agravando, permitindo que agora joguem a culpa do cartel da Siemens na conta dele, que não tem nada a ver.

Serra também não tem nada com isso. No auge desses fatos, 2002, candidato a presidente. Derrotado, em 2004 se elegeu prefeito, em 2006, governador, tomando posse em 2007. Não sei por que afirmam, “Serra tem um ano de participação”.

Que houve cartel, nenhuma dúvida, é a própria Siemens que denuncia e confirma o fato.A investigação mostrará os fatos, com a “colaboração” da própria empresa c-a-r-t-e-l-i-z-a-d-o-r-a.

Não é necessário nem CPI. Basta uma Comissão que convide ou convoque o jornalista Janio de Freitas para depor. Ele sabe tudo sobre licitação, concorrência.

Antes desse cartel, Janio de Freitas soube previamente do resultado de uma concorrência, de quem ia ganhar. Publicou nos “classificados” da Folha, acertou inteiramente.

Mesmo que Covas, doentíssimo (morreria logo) continuasse indo ao Bandeirantes, Alckmin não saía de lá, como vice, desde 1994. Não sabia de nada?

Anônimo disse...

Merval é um cretino. Mas ele torce para o PSDB assim como você para o PT. Nada demais nisso não fosse pelo dinheiro que ele ganha com isso. E você não...

douglas da mata disse...

Comentarista: Não é questão de torcida, ou ser cretino, afinal, todos nós torcemos por algo, e carregamos nossas doses de cretinice.

O problema é a incoerência.

Cada qual pode defender seus pontos de vista sem distorcer, manipular, enfim, escrotizar a realidade.

E mervais, bials, jaboures, e alguns leitores parecem esquecer este pequeno detalhe, e passam a vida a usar sempre dois pesos e duas medidas, acusando nos outros o que imaginam não existir em si próprios.

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Anônimo disse...

ONDE ESTÁ EDUARDO CAMPOS

O governador de Pernambuco sumiu completamente. Dos chamados presidenciáveis, era o que mais aparecia, mais até do que Camila Pitanga nos comerciais da Caixa. Hoje ninguém consegue encontrá-lo, ouvi-lo, vê-lo, em pessoa ou na televisão. Os próprios correligionários, preocupadíssimos.

Alguns, que eram íntimos, explicam: “O governador de Pernambuco levou choques elétricos-eleitorais com as três pesquisas sobre 2014”. Motivo: nas três, a expectativa de sua votação, se confirmada a candidatura, é de 4%. Nas outras duas, ficou em 3%. É para desaparecer mesmo

Anônimo disse...

SERRA-AÉCIO

O ex-governador de Minas, desesperado com o insucesso nas tentativas de seduzir o ex-governador de São Paulo. Sem constrangimento, disse publicamente: “Serra e o PSDB têm história juntos. Essa trincheira é dele, é nossa”.

Mostraram o jornal a Serra, ele riu muito e comentou: “Aécio acertou ao dizer que “o PSDB é uma trincheira minha. Mas não é nossa, examinem o comportamento dele em 2002, quando disputei a Presidência”. Aécio soube, ficou em silêncio.

Anônimo disse...

ALCKMIN-AECIO-SERRA

O Governador de São Paulo não pretende se manifestar no momento, nessa indefinição Serra-Aecio. Motivo: seu projeto é a reeleição estadual agora, e a tentativa presidencial novamente em 2018. Para esse projeto se confirmar, prefere que Aécio não se eleja agora.

Alckmin sabe pouca coisa, mas não tem dúvida: se Aécio vencer a eleição de 2014 (quase impossível), ele é o Serra, com prazo de validade vencido desde “antes”, evidente, se lançará à reeleição em 2018. Se perder agora, disputará a indicação em 2018, Serra não será mais adversário, estará com 76 anos.

Aécio e Alckmin têm praticamente a mesma idade, em 2018, ainda na ativa. E no PSDB, que só tem quadros em SP, não surge ninguém com gabarito presidencial. Dominam o maior Estado da Federação (e lógico, com o mais volumoso eleitorado) desde 1994. E ameaçam com outros quatro anos até 2018. Tudo ameaçado pela incompetência e agora pelo CARTELÃO.

Anônimo disse...

O MENSALÃO DE MINAS E AGORA
O CARTELÃO DE SÃO PAULO:
PÂNICO NA CÚPULA DO PSDB

Tentaram de todas as maneiras agravar e engravidar o PT, com a roupagem do MENSALÃO.

Procuravam obter amenidade e até boa vontade quando chegasse a vez de julgar o ex-governador de Minas. Não tiveram complacência com o companheiro de Minas. Os incólumes, que palavra, de São Paulo, demitiram logo Azeredo da presidência do PSDB.

Agora, a preocupação do PSDB, muito maior do que a PT. A cada dia, os líderes do PSDB se enrolam mais, ficam indefensáveis.

Todos se desmentem, afirmam perguntando, sem a menor credibilidade; “Quem, eu? Em 2000 estava de viagem pela Tanzânia”.

Outro que, em 2000 (com Covas licenciado e assumindo o governo, Alckmin) garante: “Não sabia de nada”.


Denunciada, descoberta, devassada, a Siemens está “entregando” todos, diz, “estamos colaborando”. No contexto, colaborar é o mesmo que confessar.

O CARTELÃO do PSDB envolve bilhões e bilhões. Tudo tem que ser apurado, julgado, desvendado para a comunidade e o povo nas ruas.

Anônimo disse...

Entenda o caso do cartel em licitações do Metrô e trens em SP e no DF

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga uma denúncia de formação de cartel para licitações do Metrô de São Paulo e do Distrito Federal e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Segundo reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” publicada no dia 2, a empresa alemã Siemens, que faria parte do suposto esquema, entregou ao Cade documentos em que afirma que o governo de São Paulo sabia e deu aval à formação de um cartel que envolveria 18 empresas. Além da Siemens, seriam ainda participantes subsidiárias da francesa Alstom, da canadense Bombardier, da espanhola CAF e da japonesa Mitsui.

O que é cartel?

É um acordo ilegal entre empresas concorrentes para elevar os preços de seus produtos e serviços e obter maiores lucros.

O que a Siemens disse ao Cade, segundo o jornal ‘Folha de S.Paulo’?

Em documentos entregues a autoridades brasileiras, a multinacional alemã Siemens diz que:

1- Participou de um acordo entre empresas para fraudar licitações de trens e metrô.

2- O governo de São Paulo soube e deu aval ao cartel, que, segundo a empresa, funcionou de 2000 a 2007, nos governos Covas, Alckmin e Serra, do PSDB.

Quais são os contratos suspeitos, de acordo com o jornal ‘O Estado de S.Paulo’?

1 – Trens e equipamentos para o Trecho 1 da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo.
Contrato: agosto de 2000
Valor: R$ 404 milhões

2 – Trens e equipamentos para expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo.
Contrato: maio de 2005
Valor: R$ 143,6 milhões

3 – Manutenção de trens séries S2000, S2100 e S3000 da CPTM. Contrato: entre 2001 e 2002
Valor: R$ 88 milhões (S2000), R$ 154,6 milhões (S2100), R$ 33 milhões (S3000).

4 – Modernização da Linha 12-Safira da CPTM em São Paulo.
Contrato: novembro de 2004
Valor: R$ 276 milhões

5 – Manutenção do Metrô do Distrito Federal.
Contrato: maio de 2007
Valor: R$ 77 milhões

EXEMPLOS DE ACORDOS

A ‘Folha’ diz que documentos entregues pela Siemens ao governo ilustram dois casos de cartel:

1- Linha 5 do Metrô de SP

- Diário de executivos da Siemens diz que empresas se reuniram para definir as parcelas de cada uma no projeto.

- Os relatos indicam que houve a opção pela formação de um grande consórcio, que depois viria a contratar empresas “derrotadas” na licitação.

2- Manutenção de trens da CPTM

- Segundo a denúncia, a Siemens fez acordo com as empresas Alstom (França), Bombardier (Canadá) e CAF (Espanha) para que cada uma ganhasse a licitação de manutenção de um tipo de trem.

- O jornal diz que, após desavenças, o acordo final entre as empresas determinou que a Siemens ganhasse a concorrência para os trens S3000, e um consórcio de Alstom e CAF levasse o pacote dos trens S2100, subcontratando Bombardier, Temoinsa e Mitsui como fornecedoras.

Anônimo disse...

Acordo ilegal entre empresas concorrentes para elevar o preço de seus produtos e serviços e obter maiores lucros existem em 99% das licitações do país, seja o governante de que partido for. A famosa carta marcada é praxe em todos os governos. O jabá também, em TODOS os governos.

Anônimo disse...

Ooooooooohhhhh, que surpresa! Isso acontece mesmo? Só no governo do PSDB. Que partido corrupto meu Deus!

douglas da mata disse...

Engraçado, o que antes foi tomado como um dos motivos para destroçar os pilares da República, condenar presidentes, encarcerar este ou aquele, horas, meses de reportagens e comoção nacional, linchamento midiático, etc e tal, agora se transformou em fato normal e corriqueiro.

Realmente, o cinismo é uma grandeza imensurável.

Idiotas, este blog sempre comentou sobre a impropriedade do assédio do capital sobre os processos democráticos, DE QUAISQUER GOVERNOS, e ainda sobre a relação promíscua de mídia e estes governos (TODOS).

O que estamos a esperar aqui são os comentários com o mesmo furor quando estes casos se aplicavam ao PT!

Pelo jeito, não teremos...pois que agora virou coisa "normal".


Ou seja, é a mesma moralidade, agora imoralidade, de sinal único, se direção única!

Bando de cretinos!