terça-feira, 6 de agosto de 2013

Outras planícies!

Mc Donald: sanduíche de gente explorada!


Esta lista aí em cima foi elaborada a partir de denúncias de trabalhadores da rede de franquias no Brasil. Mas como o próprio negócio, ela é internacional.

O jornal The Independent traz em sua página eletrônica o anuncio que a rede de lanchonetes da Inglaterra admitiu que 90% dos seus funcionários trabalha sob regime precário, ou seja, sem qualquer direito, nem garantia, incluída aí a falta de uma remuneração definida e mínima.

82.000 trabalhadores estão sob um regime chamado  zero-hour week, onde não há remuneração dos períodos não trabalhados, mas o empregado tem que se manter disponível para quando for chamado ao seu posto.

O modelo, permitido para que algumas pessoas pudessem auferir alguma renda em horários flexíveis, tornou-se símbolo de precarização das relações de trabalho no setor, dentre tantas outras irregularidades já conhecidas, como as da lista aí de cima.


Caridade, pero no mucho!

Já o The Guardian traz uma matéria interessante. Números de uma pesquisa revelaram que o número de executivos de 14 das instituições de caridade internacionais que ganham salários de seis dígitos (acima de 100 mil libras/ano ) cresceu 60%.

Os que ganham mais de 60 mil libras/ano aumentou 16%, e chegou a 192 executivos.

11 destes executivos ganham mais que o primeiro-ministro, David Cameron.

De fato, e como diz o texto, o órgão fiscalizador britânico não tem impedir tais pagamentos, mas fica o dilema moral, onde estas entidades enfrentam  uma crise aguda, como o resto daquele país europeu, e uma casta de executivos parece se beneficiar da desgraça alheia.

As entidades afirmam, dentre outras coisas, que os altos salários buscam atrair os melhores gestores!

Ah, então 'tá...

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