domingo, 4 de agosto de 2013

O papa franciscano e o culto à pobreza!

Depois da overdose de exposição papal no PIG, que veio a calhar a principal empresa, a globo, em meio as denúncias de sonegação e crimes fiscais e de lavagem de  dinheiro, cabe uma análise deste blog sobre o novo ditador da igreja católica.

Sim, amigos, a igreja católica e seu estado, o vaticano, é um sistema político teocrático e absolutista, desde sua fundação, por mais que os seguidores do carpinteiro bastardo gostem de denegrir outros Estados teocráticos, como Arábia Saudita, Irã, Afeganistão e etc.

Também como outros estados teocráticos, o vaticano já torturou, queimou e matou gente em nome da fé, inclusive em outras nações, sendo que apenas modernamente, o estado vaticano deixou de ter este poder.

Bom, voltando ao tema principal, vamos ao novo herói da igreja do carpinteiro bastardo, o papa argentino.

Muita gente boa, e inclusive alguns blogueiros progressistas, engoliu o discurso do papa como um sinal de que a igreja vai começar a se voltar as causas dos mais pobres e desvalidos.

Eu não questiono a fé alheia...cada um acredita no que quiser.

Mas os fatos não autorizam, a não ser os fieis, a crença de que a igreja do papa argentino construirá um discurso que condene as desigualdades e a concentração de riqueza.

A verdade é que em um mundo onde os eixos de poder hegemônico começam a se deslocar, e as estruturas capitalistas se desmoronam, é papel da igreja elaborar um conjunto de simbologias que possibilitem o reerguimento do sistema produtivo que mais combina com a igreja católica: o capitalismo.

E se é cediço que capitalismo e democracia nem sempre combinam, o perigo aumenta quando misturamos capitalismo e igreja, pois esta última é avessa a qualquer noção democrática!

Não é á toa que todas as experiências ditatoriais capitalistas mantiveram-se às custas do apoio institucional da igreja da carpinteiro bastardo: seja hitler, mussolini, imelda marcos, fulgêncio batista, os generais-assassinos-brasileiros, e os generais-assassinos-argentinos, estes últimos, íntimos do novo papa.

Desde seu começo, a igreja católica sempre funcionou como a mola propulsora que movimentava as esferas de poder baseadas em concentração e exploração do homem pelo homem, e não seria incorreto dizer que a espada dos impérios colonialistas do século XV não alcançariam tantas terras sem a cruz da igreja católica.

É esta base acumulativa que culminou na revolução industrial e na feroz submissão do homem pelo capital.

Sendo assim, só tolos imaginariam que no seio desta igreja poderia vingar posições teóricas destinadas a combater a mecânica capitalista.

Hoje, ao redor do planeta, com a disseminação da certeza de que os mercados e os fluxos financeiros não conseguirão equalizar as enormes disparidades que dão causa, é a igreja que (re)lançará, bem a tempo, a renovada teologia da pobreza.

Muito longe de propor uma ampla discussão sobre as causa da pobreza, o papa é apresentado, não por acaso, e não sem sua anuência, como um estoico, um espartano, um franciscano que despreza os luxos e confortos modernos, apelando para o sentido humanista da existência.

Tudo isto seria ótimo se o mundo não estivesse dividido ainda entre os pouquíssimos quem têm muito, e outros muitíssimos que detêm tão pouco.

Por todas as nações, e principalmente no Brasil, quando o debate político começa a desvendar que as elites e setores médios não podem continuar a ser os privilegiados pelos orçamentos públicos, e que o mínimo que se pode exigir para termos alguma paz social é a re-divisão isonômica (aos desiguais na forma de sua desigualdade) dos recursos econômicos e públicos, vem o papa para dizer a classe média e as elites que a igreja está pronta para santificar a pobreza!!!! 

E claro, a convencer os pobres que é mais fácil um camelo passar por uma agulha que um rico adentrar o reino dos céus...rsrs...

Porém, como já dissemos, na Democracia, aos tolos é dado o direito de exercer sua tolice.

O problema é que os tolos católicos e outros fundamentalistas não acreditam na Democracia, a não ser aquela que repita seus dogmas, com massacre dos descrentes...

É nossa tarefa diuturna vigiar e afastar a Democracia destes supersticiosos-selvagens! Sempre!

Um comentário:

Anônimo disse...

Nos anos da ditadura argentina, o novo Papa Francisco, que então atendia pelo nome de Jorge Mario Bergoglio, teria dado o sinal verde para a prisão e torturas em companheiros de sua congregação, a Companhia de Jesus.

Na última década, sinais mais claros das possíveis participações do novo Papa na ditadura começaram a aparecer na imprensa argentina.

Mas foi em 2005, quando o jornalista Horacio Verbitsky acusou o então arcebispo de ter contribuído para a detenção, em 1976, de dois sacerdotes que trabalhavam sob seu comando na Companhia de Jesus, que as suspeitas ganharam força.

As denúncias iniciais da participação do Papa na ditadura foram feitas por Emilio Mignone, em seu livro “Igreja e ditadura”, de 1986, quando Bergoglio não era conhecido fora do mundo eclesiástico. Mignone exemplificou a “sinistra cumplicidade” com os militares numa operação militar em que desapareceram quatro catequistas e dois de seus maridos. Segundo o livro do fundador do Centro de Estudos Legais e Sociais, sua filha, Mónica Candelaria Mignone, e a presidente das Mães da Praça de Maio, Martha Ocampo de Vázquez, nunca mais foram encontradas.

Outro episódio, em que o novo Papa foi obrigado a prestar esclarecimento para a Justiça, diz respeito ao desaparecimento da bebê Ana de la Cuadra nas mãos dos militares.

Bergoglio foi chamado a testemunhar quando era arcebispo de Buenos Aires, a pedido da Promotoria do país e da organização Avós da Praça de Maio - formada pelas avós de crianças sequestradas pela ditadura -, mas ele pediu para dar sua declaração por escrito.

A promotoria apresentou à Justiça cartas enviadas a Bergoglio pelo avô de Ana, nas quais ele pedia ajuda para encontrar a neta e a filha, Elena - que desapareceu quando estava grávida de 5 meses.

Com base nessas cartas, Estela, irmã de Elena, acusa o novo Papa de mentir ao dizer que apenas nos últimos 10 anos começou a tomar conhecimento sobre o sequestro de bebês por militares argentinos e de não fazer tudo o que estava a seu alcance para colaborar com os julgamentos sobre os abusos da ditadura.

Nas sedes das Mães e Avós da Praça de Maio, entre outras ONGs locais, seus representantes receberam com surpresa e estupor o nome do novo Papa.

Para este setor da sociedade argentina, acompanhado nas redes sociais por dirigentes de esquerda, a escolha de Bergoglio foi difícil de digerir.

- Até hoje, a Igreja continua sem colaborar com as investigações da Justiça. Bergoglio nunca quis abrir os arquivos da Conferência Episcopal.