domingo, 25 de agosto de 2013

Conselhos e corporações médicas brasileiras: um ataque de histeria!

Quem anda assustado com as reações histéricas das corporações médicas brasileiras deve refletir um pouco mais.

Estes grupos, que de certa forma, representam o pensamento da classe médica, e nunca falarão aos mais pobres, porque estes nunca foram sua preocupação!

As manifestações dos conselhos federais e regionais, sindicatos e sociedades médicas nada têm a ver com a luta por uma saúde púbica de qualidade. 

Os médicos-fascistas e suas falanges brancas gritam para marcar sua posição, e assim prestar contas aos donos da indústria de serviços de medicina, a indústria farmacêutica e a indústria de equipamentos, e claro, aos setores de classe mé(r)dia e elites que sempre desfrutaram dos privilégios no atendimento a suas demandas.

Ou seja, os médicos-fascistas e suas falanges brancas não correm o risco de abalar sua "imagem" junto aos mais pobres, porque os mais pobres já sabem que não podem contar com médicos, a não ser em raros casos de devoção a causa pública.

Que se frise bem: há médicos humanistas, porém poucos!

De certo que os médicos não são os principais culpados da falência do atendimento universal de saúde, mas a sua (im)postura frente a qualquer tentativa de equalização de um dos principais problemas nesta universalização (neste caso, a falta de médicos nos rincões do país), nos deixa a clara sensação que uma parte dos médicos é sócia principal deste sistema injusto e segregador, onde ricos conseguem tratamento e pobres morrem nas filas.

Se considerarmos que 80% dos médicos formados anualmente são filhos das classes A e B, teremos uma boa pista para entendermos o descaso. 
Em nenhum lugar do mundo, muito menos em um país como o nosso, rico preocupa-se com a saúde dos mais pobres!
Em nenhum lugar no mundo, o funil para formação médica é tão classista, isto é: No Brasil, é quase mais fácil um cidadão da classe C, D e E ganhar na loteria que ingressar ou fazer seu filho ingressar em uma faculdade de medicina!!!

O médico brasileiro é uma categoria singular, que deseja reunir os maiores benefícios do liberalismo profissional, e quer também todos os bônus de uma carreira de Estado.

Esta conjunção é impossível, pois imagine um Juiz que possa advogar...é isto que querem os médicos no exercício da medicina!

Por detrás da aparente "preocupação" com a população, e que agora migrou para uma "preocupação" com o regime de trabalho dos médicos cubanos, está um fato: 

A saúde pública (quase sempre mais privada que pública) brasileira sempre foi estruturada em um tripé: médico, hospitalacentrismo e medicamentos, quando, na verdade, deveria ser pensada e executada tendo o paciente mais pobre como início, meio e fim!

Não é um acidente histórico que médicos e advogados sejam chamados de "doutores", onde título acadêmico é tomado por pronome de tratamento...É só olhar nossa justiça e nossa saúde pública para entender o porquê!

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