segunda-feira, 5 de agosto de 2013

cabral: o mais novo peru de natal!

Quem morre de véspera, ensina a sabedoria popular, é peru!

E o que dizer da anunciada renúncia do ex-governador cabral?

Crônica da morte anunciada...Sabem as raposas da política que para autoridade em final de mandato, até o cafezinho chega frio!

Após este suicídio político, nem café restará ao ex-governador, ou será aquele do tipo 4 F (frio, fraco, com formiga no fundo).

Aos apressados, é bom dizer: Não é apenas o vandalismo das ruas que provocou o cataclisma na administração estadual. Afirmar isto é simplismo de principiante.

O blog, por várias vezes, e nestas aquiaqui, aqui, e aqui, já analisou e fez pilhéria sobre as chances do atual ex-governador fazer seu sucessor.

Não nos arrogamos como oráculos e/ou adivinhos, como fazem alguns proxenetas da comunicação local e nacional, mas o fato é que um pouco de bom senso e alguma experiência podem ser úteis na avaliação dos cenários políticos.

Falamos da inabilidade do ex-governador, falamos da falácia das UPP, falamos do perigo de empenhar bilhões de reais do Orçamento (justamente quando poderíamos recuperar toda a malha de serviços públicos) para agradar e subvencionar empresários amigos, etc, etc, etc.

Como sempre, chamaram-me de louco, radical, bla, bla, bla...

Desde sempre, qualquer observador com dois neurônios visualizaria o desastre, porque o ex-governo cabral é oco, a despeito dos grandes investimentos, e da gigantesca ajuda que recebeu, principalmente, do governo Lula.

Este blog sempre destacou a psique-du-role do ex-governador como sendo um tipo estranho de autoritarismo, um tipo mimado de playboy com pretensões pseudointelectuais, misturadas com o descompromisso dândi, um tipo específico que circula entre Leblon e Ipanema, adoradores do babaca do joão gilberto, cultuadores de modelos femininos inspirados na vagabunda helô pinheiro (aquela que posou nua com a filha vagabunda, ticiane pinheiro).

Um perfil destes custa caro, muito caro...E não há nada demais em gostar de coisas classe AAA+! O problema é a ostentação, o guardanapo...

 Está aí agora o PMDB do ex-governador, como dissemos antes: Vai ter que implorar uma vaguinha na chapa de Lindbergh, e fazer todo o caminho de volta para convencer o PT a lhe carregar como um enorme e pesado fardo.

Vai ser um longo caminho, o tempo é curto, as pontes foram dinamitadas e ainda trazem na bagagem o corpo do ex-chefe!

Da arquibancada, daqui a pouco, assistiremos os ratos da mídia, que sugaram (e sugarão) o ex-governador (e o orçamento de publicidade) até a medula, abandonarem a caravela do cabral...

2 comentários:

Anônimo disse...

Com a entrada de Crivela e Dorneles na campanha, e com Pezão assumindo de vez o governo estadual até a eleição, não acha que ele teria mais chances?

douglas da mata disse...

E quem disse que Crivela abandonará a base aliada e o governo federal para atuar ao lado do ex-governador?

Dorneles muito menos, pois oportunista como é, não embarca em navio afundando, a não ser que seja por muitos motivo$$$.

Não gosto de vaticinar sentenças definitivas em política, pela razão óbvia que não existem, mas neste caso, a chance de pesão(peso grande) se eleger é 2 ou 3%.

Tenho a impressão que se assumir o governo, o quadro piora, porque vai ter que administrar uma gestão em final de linha, cheia de aliados debandando ou cobrando mais alto a fatura da permanência (sem que permaneçam de fato).

O papel que pesão terá que desempenhar vai lhe dar menos condições de fazer campanha.

Bom, esta é minha rasa opinião.