sábado, 27 de julho de 2013

são pedro, o x-9 da igreja do carpinteiro bastardo?

A mitologia católica reserva a são pedro duas funções: é ele que guarda as chaves do paraíso, dizendo quem entra e quem desce (ao inferno), e como função subsidiária, é pedro quem regula o clima, determinado quando chove e quando seca!

Pois bem, ao ver o pantanal de dúvidas sobre o campus fidei, local onde se daria o ápice da palhaçada católica no Rio de Janeiro, é irônico perceber que foi a chuva de pedro que detonou a série de crimes ambientais praticados pelo tal comitê organizador do evento, em cumplicidade com as autoridades ambientais do Estado.

Se não fosse o lamaçal no qual se transformou a enorme área, raramente saberíamos que aquele local é um aterro gigantesco sobre uma Área de Proteção Permanente, um manguezal que teve várias árvores cortadas e diversos alagados suprimidos.

Mas há mais!

A igreja do carpinteiro bastardo utilizou o terreno que já vinha sendo ocupado e transformado em negócio imobiliário ilegal das milícias que agem no bairro da zona oeste carioca, ou seja, a igreja, mais uma vez, misturou-se e herdou recursos do crime organizado, aliás, como sempre em sua longa história.

Com alguma probabilidade, o papa iria rezar sua missa sobre cadáveres dos desafetos dos milicianos enterrados sob a "terra santa".

A Polícia Civil investiga em Inquérito Policial as responsabilidades.

O "milagre" está aí, falta é saber o nome do "santo".

Será que vão dizer que a culpa é de são pedro? Será ele um "infiltrado" disposto a desmascarar seus sucessores na Terra?

Ou pedro, quando interrogado, vai negar por três vezes?


7 comentários:

Anônimo disse...

Você pra discordar de alguém ou de sua crença não precisa desrespeitar, debochar ou ofender. Apenas discorde e dê e considere a hipótese de que esteja errado.

Anônimo disse...

As diabruras do prefeito Eduardo Paes para favorecer o megaempresário Jacob Barata


O que vem acontecendo neste evento religioso é coisa do diabo.

Fora o desempenho simpático do Papa, que ainda está em lua de mel com o trono, tudo cheira mal.

Esse cancelamento do grandioso ato final no terreno do empresário de ônibus Jacob Barata Filho, em Guaratiba, é a própria exposição explícita de um crime continuado: Estado e Município gastaram dinheiro na dragagem do rio Piraquê, construção de passarelas e ainda deram uma mãozinha no aterramento do terreno em área DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE, programado para ser comercializado em 2014 num grande loteamento de 3 milhões e meio de metros quadrados.

Agora, a constatação de que o terreno do último ato era de fato um manguezal, cuja escolha aconteceu burlando normas ambientais, favorecia a um amigo e financiador de políticos corruptos, virou um charco e não tem como sediar a apoteose deixou meio mundo mal na fita.

Essa área não tinha condições para nada, como vinha alertando o Ministério Público, mas ganhou aterro a custo zero (para seus donos) e seu metro quadrado seria valorizado para a comercialização prevista para 2014, ao ganhar visibilidade internacional.

Todo mundo sabia, conforme revelou o jornal O DIA no último dia 3 de julho, que esse manguezal pertence ao todo poderoso Jacob Barata, o generoso chefão do sistema de transportes, amigo, irmão, camarada de uma fileira de políticos corruptos.

Só o prefeito Eduardo da Costa Paes teve a cara de pau de dizer em entrevista coletiva que não sabe quem é seu proprietário, com que tenta encobrir o ato de favorecimento com confissões de incompetência.

douglas da mata disse...

Comentarista de 27 de julho das 19:56:

Eu prefiro discordar debochando e "desrespeitando", ao modelo de censura implementado pela igreja durante todo o tempo no qual foi hegemônica.

Veja, hoje foi o enfraquecimento da igreja, a imposição de seu distanciamento do Estado que possibilitou aquilo que você reivindica como tolerância.

Os católicos estão sossegados e menos furiosos não por um graça divina, mas por uma necessidade de sobrevivência.

Enquanto mandou e desmandou (e de certa forma, ainda faz, como no caso de algumas leis) a igreja queimou, torturou, escravizou, perseguiu e ridicularizou negros, judeus, ateus, gays, etc.

Já que você acredita em deus, dê graças a ele pelo fato de não estarmos propondo a crucificação de padres e fieis pelas ruas, e nos limitemos ao uso do bom humor e da ironia, ainda que corrosiva.

Anônimo disse...

Você incorre no costumeiro erro de ver o que aconteceu há 200, 500, 1000 anos atrás com os olhos dos dias de hoje. Assim é muito simples, mas é injusto.

douglas da mata disse...

Comentarista das 22:07, sua perspectiva histórica e noção de tempo estão distorcidas, vamos a réplica:

Instituições só se renovam quando possibilitam a reforma ou renovação dos organismos e mecanismos que levaram a cometer erros, passando pela óbvia necessidade de não só admiti-los, mas repará-los.

Marx nos ensina que embora a contextualização seja necessária, a História é indivisível, ou seja, a água do rio é a mesma, seja na nascente ou na foz, mesmo que cada bocado não toque a mesma margem duas vezes.

Em suma, as infâmias da Igreja não podem ser esquecidas, porque esta é a sua cultura institucional, que a empurra cada vez mas a ignomínia.

Ainda assim, os escândalos aos quais me refiro são historicamente recentes:

01- A pedofilia nem está totalmente apurada! Ainda lateja como um furúnculo putrefato e escamoteado com a omissão dos papas!

02- Os escândalos financeiros tampouco.

03- O uso da escravidão e o lucro com a venda de gente negra não completaram 200 anos.

04- O acordo de Latrão, onde o papa vendeu sua alma ao diabo para obter de Mussolini o Vaticano não tem 70 anos.

05- A omissão frente ao Holocausto, idem.

Nem vou citar a vergonhosa guarida que os regimes militares obtiveram das igrejas associadas ao latifúndio e ao capital na América Latina, que não contam 40 anos.


Se quer debater estes temas, aconselho estudá-los antes.

Anônimo disse...

Jornada Mundial da Juventude 1

Acabou a 26ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que teve como principal atração a presença do Papa argentino “Francisco”. A JMJ vem recebendo intenso destaque da mídia “murdochiana”, sobretudo da Rede Globo que está utilizando toda sua cobertura “jornalística” exclusivamente para acompanhar a agenda do representante-mor da Igreja Católica no país.

Os dias já transcorridos de sua visita no Brasil demonstraram que se trata de um Papa “antenado” e com “jogo de cintura” e demagogia bastante para ampliar a influência da decadente Igreja Católica pelo mundo em parceria com os governos burgueses mais direitistas, sedimentando o processo de ofensiva ideológica mundial que se aprofundou com João Paulo II e Bento XVI, principalmente a partir da queda do Muro de Berlim, da restauração capitalista da URSS e com o advento recente da “Primavera Árabe”.

Mesmo sem a Globo alterar integralmente sua grade de programação como fez no curso das manifestações de junho, com o objetivo de desgastar o governo Dilma e em seguida cobrar mais caro por seus serviços (só em 2012 abocanhou 500 milhões de reais em publicidade federal), a gigantesca emissora da “famiglia Marinho” realiza no momento, por interesses mais estratégicos e ideológicos, uma cobertura ufanista da visita papal que beira ao fanatismo religioso.

Criada em 84 pelo papa João Paulo II, o polonês Karol Wojtyla, a JMJ foi idealizada como parte da estratégia do vaticano de promover a contrarrevolução e a restauração capitalista no Leste Europeu a partir da Polônia.

Desde sua gênese, a JMJ cumpre o papel reacionário de ser instrumento de dominação ideológica da burguesia sobre a juventude a partir da propaganda anticomunista e o combate virulento a esquerda revolucionária, reformista ou mesmo “progressista”.

Isso foi o que representou a perseguição aos padres da chamada Teologia da Libertação, sobretudo na América latina, desencadeada pelo papa João Paulo II no mesmo período. Este reacionário evento promovido pelo Vaticano com um custo de cerca de R$ 155 milhões, está sendo bancado pelos cofres públicos em mais de 80% deste total, apesar de cinicamente o “papa dos pobres” se proclamar contra os carros de luxos (para fazer merchandising da FIAT) e os privilégios.

A “modesta” festa da religião católica, bancada pelos governos Dilma, Cabral e Paes, revela que o caráter laico do Estado Burguês não passa de uma grande farsa e quão ainda é poderosa a nefasta Igreja Católica no planeta.

É válido ressaltar que dentre os objetivos deste evento estão evidentemente aumentar o contingente de fiéis, já que o número de católicos do país apresentou uma queda considerável. Entretanto, o objetivo mais estratégico diz respeito ao panorama político da América Latina, onde a intervenção papal busca extinguir qualquer referência de esquerda na juventude e, com isso, fortalecer a campanha ideológica de dominação capitalista que passa nesse momento em promover a derrota da centro-esquerda burguesa que hoje governa países importantes da América Latina como Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina e Brasil.

Anônimo disse...

Jornada Mundial da Juventude 2

O argentino Bergoglio, primeiro papa sul-americano foi eleito como parte de um plano estratégico na busca de pôr fim à crise ética e moral na Igreja Católica, mergulhada nos inúmeros crimes de pedofilia cometidos, além de escandalosos casos de corrupção e de lutas fratricidas no interior do Vaticano. Para isso, foi orquestrado o embuste de um papa com imagem vinculada a valores franciscanos, sobretudo fazendo apologia à humildade e a dedicação à pobreza. A criação deste personagem que simboliza a simplicidade em oposição à ostentação típica do “modus vivendi” do chefe máximo da Igreja Católica, faz parte do arsenal de maquinações engendradas pelas máfias que constituem o conselho de cardeais do Vaticano.

Manobra teatral idêntica, embora pontual, foi realizada pelo papa Alexandre VI, da família Borgia, no século XV, quando durante a rendição de Roma à invasão francesa e a possibilidade de sua deposição, recebeu em audiência o Rei Carlos VIII, devidamente fantasiado de “franciscano”, para dissimular humildade e com isso conquistar a empatia do monarca francês.

Através de uma megacampanha midiática, a classe dominante tenta a todo o custo concretizar no imaginário do conjunto dos explorados a figura de Bergoglio como “o papa dos pobres”, um líder religioso probo e de confiança. Quanto mais real esse quadro se tornar, mais se fortalecerá o Vaticano, mesmo sem qualquer mudança em seu programa ultraconservador.

A escolha do Brasil como o primeiro país da América Latina a ser visitado pelo Papa Portenho, não apenas por possuir uma grande população católica, mas, principalmente por sua importância econômica e política no continente, faz parte dos planos estratégicos imperialistas para a região.