sexta-feira, 19 de julho de 2013

Recado aos fascistas de jaleco!

Claro que não se pode generalizar. Há médicos comprometidos com a luta igualitária, e com soluções que enfrentam o problema da saúde pública no Brasil.

Há, por óbvio, dentre esta maioria, aqueles que têm críticas sinceras, e cabíveis, a ação do governo federal! Ninguém imagina um governo à salvo de críticas.

Mas a parte que tem feito, não por acaso, mais barulho no debate recente sobre as medidas do governo para tratar de um problema (e não de TODA a saúde pública) é justamente a Máfia de Branco, associada com Os Fascistas de Jaleco.

Por Máfia de Branco entenda-se os setores empresariais que lucram com este modelo de saúde pública e de formação e exercício da medicina, incluindo aí as cooperativas médicas.

Já os Fascistas de Jaleco são os "filhinhos de papai" que graduaram-se em Universidades Públicas, favorecidos por um sistema que perpetua desigualdades e concentra as chances de acesso nas faixas mais ricas da sociedade, mas que mesmo gostam de jactar-se como portadores do Santo Graal, ou seja: "são os eleitos". 

80% dos formados nas Universidades Públicas (gratuitas) vêm das classes A e B. Será que os pobres são mais burros?

Certamente não. É a falta de oportunidades que gera distorções, e faz com que a maioria deste pessoal use os impostos de todos e da maioria pobre para enriquecer sem dar a contrapartida devida.

Por isto que o nível das críticas dos Fascistas de Jaleco, que povoam a estupidez sem freio do feicebuquistão, é tão baixo.

Leia do blog Viomundo uma carta de um médico cubano sobre o tema:

Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano

publicado em 18 de julho de 2013 às 11:33

Carta de um médico cubano: Simplesmente respeito, solidariedade e ética
“Meu nome é Juan Carlos Raxach, cubano, que desde 1998 escolhi o Brasil como meu país de residência, e sinto o maior orgulho de ter me formado, em 1986, como médico em Havana, Cuba.
É com tristeza e dor que vejo as notícias publicadas pela mídia e nas redes sociais, a falta de respeito e de solidariedade proveniente de alguns colegas brasileiros, profissionais ou não da área da saúde, que atacam e desvalorizam os médicos formados em Cuba como uma forma de justificar a sua indignação às medidas tomadas pelo governo brasileiro no intuito de melhorar a qualidade dos serviços do SUS.
A qualidade humana e a alta qualificação dos profissionais de saúde cubanos têm permitido que ainda hoje, quando o país continua a enfrentar graves problemas econômicos que se alastram desde os anos 90, após a queda do campo socialista da Europa do leste, os índices de saúde da população cubana seguem colocados como exemplo para o mundo.
São índices de saúde alcançados através do trabalho interdisciplinar e intersetorial desses profissionais.
Por exemplo, em 2012 a mortalidade infantil em Cuba continuava sendo 4,6 por cada mil nascidos vivos, menor que o índice de Canadá e dos Estados Unidos.
A expectativa de vida é de 78 anos para os homens e 80 para as mulheres.
E já em 2011 existia um médico a cada 143 habitantes.
Em 2012, a dra. Margareth Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), reconheceu e elogiou o modelo sanitário de Cuba e destacou a qualidade do trabalho que realizam os profissionais de saúde e os cientistas cubanos, e felicitou às autoridades cubanas por colocar o ser humano no centro da sua atenção.
Não é desprestigiando nossos colegas de profissão, seja qual for o seu país onde tenha se formado, que vamos colocar em pauta e debater as verdadeiras causas da deterioração da qualidade dos serviços de saúde no Brasil.
Na hora de nos manifestar, o respeito, a solidariedade e a ética são necessários para estabelecer o diálogo e ir ao encontro da solução dos problemas.
Solidariamente,
Juan Carlos Raxach
Juan Carlos Raxach é assessor de projetos da Associação Brasileria Interdisciplicar de AIDS – ABIA

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