domingo, 28 de julho de 2013

O amor é o que importa!


Tradução: Cansado de observar a humanidade ignorar sua mensagem simples de amor, tolerância e aceitação, Jesus decide que seu casamento com Freddie é a única coisa que lhe importa, e ele nunca mais retornará a Terra porque as pessoas são malditas estúpidas demais para entender o que ele tem a dizer a elas.

4 comentários:

Lucilia Soares de Lima disse...

Boa noite!!! Eu estava passando pelo blog e como sou curiosa rsrs visualizei as diversas postagens. Tem muitas informações e conceitos para se pensar e de grande utilidade para construímos uma visão crítica nessa sociedade em que vivemos. Percebi uma grande quantidade de charge na qual aparece a figura de Jesus, e acabei caindo de para quedas nessa postagem rsrs admito que foi muito criativa, contudo fiquei refletindo: Qual a relação verdadeira de Jesus em tal contexto? Não poderia ser utilizada outra figura que pudesse trazer igual reflexão e polemica? Fico um pouco revoltada por ver uma personagem religiosa de suma importância sendo satirizada de tal modo que passa uma visão negativa da mesma...Perdoe-me por adentrar nesse assunto tão complexo, porém creio que Jesus, Maomé, Buda, Deus, entre outros, devem ser respeitados... Senão, que mundo em que buscamos a igualdade e dar voz a todos sem distinção vamos construir? Agradeço a atenção e parabéns pelos demais artigos e postagens S2

douglas da mata disse...

Lucila,

Respeito seu ponto de vista, mas é preciso dizer:

Se vivêssemos em um mundo onde as denominações religiosas respeitassem as crenças e opções de outras pessoas, afastando a hipocrisia e o cinismo (não é o seu caso, ressalto) de professar comportamentos e adotar práticas contrárias, como o caso da violência das grandes religiões monoteístas (islã, judaísmo e cristianismo), junto com outras politeístas (budismo, etc) contra mulheres, gays, negros, crainças e etc, eu aceitaria que a imagem é ofensiva.

Ela é, mas é ofensiva para reagir ao cinismo ads religiões de pretenderem respeito a questões de escolha (religiosa) e atacarem a escolha dos outros.

Pior, as religiões e seus símbolos machistas e violentos impõem leis e regras a sociedade, inclusive a nós, não crentes, a partir de uma moral torta e anacrônica.

Quando os religiosos e as religiões (não adianta dizer que deus é outra coisa, porque a forma única que conhecemos de deus é a manifesta pelos homens) respeitarem a todos, serãp respeitados.

E nem estou falando de História, como a violência da INquisição, da escravidão apoiada pela ICAR, a violência muçulmana contra mulheres, etc.

Lucilia Soares de Lima disse...

Boa noite!!! Admito que em nosso mundo atual há uma grande "guerra" entre tantos conceitos, porém se possuímos uma visão crítica, não podemos generalizar, pois o erro de um não é o mesmo de todos. O que quero dizer com isso? Se há algumas religiões que não respeitam, não significa que são todas. Nesse momento eu te lanço um questionamento: A violência presente em nossa sociedade tem origem apenas nos conceitos religiosos? Só as pessoas religiosas são preconceituosas e descriminadoras? Perdoe-me porém acredito que não. Como você mesmo citou, houve em determinada época a tão lamentável inquisição, na qual provavelmente até eu seria condenada como bruxa kkkk quando a escravidão, creio que o que estava realmente em jogo não era conceitos religiosos, mas sim a política, a busca pelo poder. Somos humanos, erramos!!! Infelizmente o problema não está nas religiões em si, mas sim no fanatismo com que lidam com tais ideologias, e um grande exemplo é o caus que o Estado Islâmico vem espalhando a cada passo. Quando a figura de Deus, sei bem que Ele é único, porém com diversos nomes segundo a crença de cada um, principalmente agora com o ecumenismo. Finalizo questionando: Eu possuo uma concepção de mundo, e creio que tenha outras pessoas que tenham outra completamente diferente da minha,o que faz com que o respeito possa vir em primeira estancia em nessas relações inter e intra pessoais, com isso em mente, se estamos em busca de respeito e igualdade, qual foi e qual é o passo que estamos dando para um mundo melhor? Como disse antes, a charge possui sim uma mensagem interessante, porem com tal personagem utilizada, será que não estamos nós sento os primeiros a desrespeitar? Vale refletirmos...

douglas da mata disse...

Lucilia (agora escrevi certo, perdoe o desleixo anterior),

A diferença entre nós (e talvez irreconciliável) é que eu trato o tema a partir de uma perspectiva mais ampla, das instituições, e não das intenções morais das religiões.

O problema para mim está sim nas religiões como elas se apresentam temporalmente, até porque não considero a questão espiritual ou metafísica (ateu que sou). Mesmo assim eu sou obrigado a reconhecer que ao mesmo tempo que (as religiões) carregam intenso conteúdo violento (simbólico e real), as religiões também trazem em seu bojo um legado civilizador (Como os mandamentos não matarás, etc).

O fanatismo do ISIS não é menor que o dos fundamentalistas do Tea Party nos EUA, que via de regra empurraram o mundo para o caos que você denuncia, juntando guerras imperiais por petróleo a ideia de "salvação" proposta pelos neo-pentecostais estadunidenses.

E fica a pergunta: Se deus existe, e criou a todos, incluindo aí os gays, não teriam eles o direito de representar o deus da forma como imaginam?

deus é homem? Heterossexual? deus é alá ou um orixá? Quem disse?

Uai, aí está a ideia de intolerância combatida por você, ou seja, não admitir que o outro (o diferente) represente o deus da forma como acredita, sendo assim, o seu comportamento de repúdio a imagem publicada é, como em todos os outros casos, a base para comportamentos violentos extremistas, de quaisquer denominações.

Se você não gosta de imaginar um deus (cristo) deitado na cama com outro homem, paciência...

Por outro lado...Não há, minha cara, como dissociar religião, política e outros manifestações sociais e econômicas...

Toda religião é uma estrutura de poder em busca de tornar-se hegemônica, daí o conflito. Não dá para negociar com a "verdade"dogmática professada em cada religião.
Quem acredita, acredita e ponto, por isso critico que a religião acabe por se imiscuir em esferas que não lhe dizem respeito, como leis e outras formas de regramento social, porque admitir que religiões digam o que pode e o que não pode é voltar ás trevas.

É uma mistura explosiva: Verdade religiosa tentando se impor como política pública (lei) e como forma de controle social (escola, etc), em um ambiente que TEM QUE SER LAICO.

Quem é gay e acredita em deus tem o direito de manifestar-se nesse sentido, assim como você, como mulher tem o direito de acreditar em um deus não sexista, que seja, um deus-mulher, ou um deus-homem-mulher ao mesmo tempo.

Ou você acredita mesmo no papel secundário e subserviente que foi destinado a vocês na história das religiões?

Bem, se acredita, é uma pena...

Um fraternal abraço.