terça-feira, 16 de julho de 2013

Porto do Açu e senhor X: No ramo dos mega-business, o castigo só anda de jatinho!

Evidentemente que este blog não acredita em nenhuma punição "sobrenatural" às aventuras do senhor X.

Mas não deixa de ser engraçado assistir a sua derrocada como um meteoro: Acendeu quando entrou na atmosfera, e desaba nos céus, vertiginosamente.

Por óbvio, o dono da eikelândia não ficará pobre, porém, a carga simbólica de seu desastre é pedagógica!

Há dois ou três anos atrás, este blog, junto com o blog do Roberto Moraes e do Marcos Pedlowski, e mais alguns vereadores de SJB, sofreram toda sorte de ataques da milícia virtual e midiática da eikelândia, que incluía aí diversos políticos locais e a mídia regional.

Os que enxergaram antes, o que hoje é realidade, foram chamados de arautos do atraso, cavaleiros do apocalipse, etc, só para citar os adjetivos publicáveis!

Estávamos sob efeito de algum dom da premonição? Síndrome da intuição do relógio quebrado(que acerta a hora duas vezes ao dia)? Pode ser...

O fato é que, na verdade, nós entendíamos que o modelo de desenvolvimento que estava sendo vendido como paraíso na terra não se sustentava, quer seja pela volatilidade dos atores principais, quer seja pela incapacidade de interagir com as comunidades locais e o ambiente, trazendo o mesmo sentido predatório de sempre! 
Ou seja: a total e completa ausência de controle social sobre as intervenções territoriais, ambientais e sociais que estavam em curso!

Todas estas premissas foram levantadas, à custa de (alguma) literatura(no meu caso), e (muita) literatura(no caso de Roberto e Pedlowski), alguma experiência e bom senso.

Hoje é risível a tentativa dos mercadores da eikelândia de se desvincularem dos "laços de fé" que mantinham com o empresário, enquanto mesmo tempo reivindicam que mais dinheiro público seja enterrado nesta hecatombe empresarial, a fim de "salvarem" seus lucros e expectativas privadas, e porque não dizer, a carreira política dos governantes que foram alugados pelo mega-empresário como garotos (e no caso de SJB, garota) propaganda. 

Desde há algum tempo, por exemplo, este blogueiro citou o desvio de finalidade das desapropriações pela CODIN-X. Pelo que nos diz Pedlowski, aqui, parece que a associação de produtores resolveu encarar o desafio jurídico.

O próximo passo será a avalanche de ações dos investidores contra o empresário, a CVM, e quem sabe a mídia, que concorreram para "plantar" confiança onde só havia um pântano de incertezas especulativas.

É certo que o senhor X é o maior responsável pela sua derrocada e de milhares de investidores. Mas ele não agiu sozinho: A mídia corporativa, seus "analistas" e a Comissão de Valores Mobiliários têm boa parcela nas indenizações devidas.

Não adianta dizer agora que os que acreditaram o fizeram por conta e risco, quando estes órgãos (mídia e CVM) alteraram consideravelmente a percepção destas ameaças!

Mais ou menos como no caso da intoxicação e morte de pessoas por overdose de vacina contra febre amarela, provocadas pelo pânico disseminado pela mídia.

Ou como no caso Naji Nahas.

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