sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fala, planície!

Publicamos o comentário do leitor que nos chegou por e-mail. Trata-se de uma observação sobre nossos costumes tributários! Ele observa que neste país, apenas os trabalhadores e os mais pobres sustentam a maior parte da carga tributária deste país, enquanto comerciantes e médicos (estes que hoje choram pitangas sobre "gestão ineficiente do Estado") são os maiores transgressores das normas fiscais:

"Caso queira publicar, por favor coloque-me como anônimo

Douglas
       Tenho lido vários comentários seus combatendo os subsídios  que o governo nos dá em saúde, permitindo os abatimentos em imposto de renda. Gosto de acompanhar seu blog e seus comentários no blog do Roberto de Moraes. Embora seja filho de Rio  Preto(ninho de pobreza), tenho o privilégio de ganhar em torno de dez mil reais(graças a antiga Escola Técnica Federal de Campos, talvez, o maior inclusor desta região), destes, consigo ficar com aproximadamente seis mil, o resto vai em encargos, imposto de renda, plano de saúde, previdência privada, INSS, sindicato,  e outros.
       Você fala, em seus comentários, que quem ganha bolsa família paga  cinquenta por cento de imposto,  ao mesmo tempo, que a classe média paga  vinte e sete e meio por cento, eu até entendo a sua luta, também estou nela, mas você está sendo injusto. Segundo Delfim Neto, nós,  classe trabalhadora(trabalhadores na faixa de 27,5%)  pagamos em torno de cinquenta por cento de impostos. Assim como você, eu não acho ruim pagar, só queria que fosse melhor fiscalizado. Faço a minha declaração corretamente, vejo vários colegas se dando bem. Se eu não for empregado, com salário taxado pelo IRPF, uma Hilux pode cair de paraquedas na minha casa e nada acontecerá, um imóvel também, só o salário é taxado. Conheço comerciantes que filhos fazem medicina, com despesa de cinco  mil reais por mês e não pagam  imposto de renda, médicos , na Pelinca , que atendem a 80 pelo social e a 100 pelo social com nota. Aliás, os médicos estão acostumados às maracutaias, vários têm empregos em diversas prefeituras da região, em total incompatiblidade de horários, esse é um dos principais motivos da falta de médicos nos plantões, não dá para estar em dois lugares ao mesmo  tempo, basta ter acesso  a lista de funcionários das prefeituras da região e verão, também a lista de terceirizados, principalmente. Já li você defendendo a austeridade fiscal, mesmo que fosse contra o tráfico, se não pega pela atividade “profissional”, pega pela sonegação e geração de renda  duvidosa."

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