domingo, 14 de julho de 2013

Esporte nada espetacular!

Quem, antes dos anos 70 e 80 do século XX, ousaria dizer que a Igreja Católica mantinha um banco que serve, até hoje, de lavanderia para narcotraficantes e mafiosos, e que estes interesses podem ter envenenado um papa?

Alguém poderia dizer que esta mesma Igreja manteve sob ardiloso e cúmplice silêncio, por anos e anos à fio, uma história de abusos e pedofilia?

Os amantes do futebol poderiam afirmar que o campeonato italiano, o Calccio, estava sob um esquema de resultados arranjados, na década de 80 do mesmo século passado, e que, recentemente, a Europa se viu às voltas com escândalos de mesma natureza?

Tivemos também uma jogada desta natureza, com um árbitro paulista, rapidamente abafada, e que nem de longe suscitou investigações mais aprofundadas, tendo o "juiz ladrão", Edilson Pereira de Carvalho, assumido quase todo o ônus do episódio!

Poderiam internautas e entusiastas do "mundo livre da internet" suspeitar que suas conexões estariam sob vigilância ilegal dos EEUU, e com auxílio das mega-empresas que vendem fantasias de privacidade?

Hoje, há poucos instantes, na maior emissora do PIG nacional, uma matéria sobre a derrota de um lutador de vale-tudo, que os boçais adoradores chamam de MMA, levantou a possibilidade de que o resultado fosse arranjado.

Claro, os organizadores repudiaram tal suspeita, por motivos óbvios: É a credibilidade dos ingênuos que permite que espertalhões lucrem horrores com as apostas neste negócio!

O que espanta, quer dizer...nem me espanta tanto assim, é a defesa apaixonada que os boçais e os crédulos fazem da "lisura absoluta" das práticas desportivas associadas aos cartéis da jogatina, hoje universalizadas pelos meios telemáticos mundiais (internet).

A incidência de esquemas de apostas em modalidades esportivas é a certeza de que objetivos bem menos nobres que aqueles que são "vendidos": honra, coragem, disciplina, etc, sempre estão à espreita, e dispostos a manipular as expectativas.

Junte-se a isto, a indústria do dopping, que ao contrário do que dizem os crédulos, é regra, e não exceção.

Comprometidos com a necessidade dos patrocinadores de veicularem suas marcas nos mais fortes, mais rápidos, mais habilidosos, atletas são submetidos a toda sorte de experiências químicas de potencialização de desempenho, e que sempre estarão quilômetros à frente da habilidade das agências anti-dopping de detectá-las.

Como dizem, that's all bussiness, e nos negócios, onde a lógica financeira subordina esportistas e religiosos, a ética é o que menos importa! 

Não há, como sabemos, nem santos, nem heróis!

E como sempre digo, repetindo um velho amigo:
"não é por ser paranoico que não estejam me perseguindo!"


6 comentários:

Anônimo disse...

És eficiente em suas análises. No entanto os pesos que usas em relação à Igreja Católica não tem a mesma medida com relação ao PT. Seria a sua condição de filiado que o deixaria um pouco míope nesse sentido?

Me chamo Anônimus Romanus Petistoribus

douglas da mata disse...

Ave, Romanus.

Há de entender que são instâncias distintas. Partidos não tratam do sagrado, de escolhas e dogmas, muito menos têm a pretensão de regrar comportamentos, pelo menos não do ponto de vista moral e unilateral!

Partidos não trabalham com "A" verdade, mas com processos e escolhas políticas, e inerente a isto, estão sujeitos a toda sorte de questionamentos e disputas que cercam a disputa pelo poder temporal.

Igrejas dizem representar uma verdade, por isto têm natureza autocrática e hierarquizada, vertical e monolítica, tanto que um dos pressupostos caros a ICAR(Igreja católica Apostólica e Romana) é a infalibilidade do papa, e também que lhe seja dedicada obediência inquestionável.

Para quem acredita nestas "baboseiras", eu respeito, mas o problema é quando as Igrejas, e falo mais da católica, porque dentre as três monoteístas, é ela a hegemônica (ainda), resolvem transportar estes dogmas para sua condição de instituição que pretende usar a crença como referência para normatizar o convívio social para além das suas congregações, misturando Estado e Igreja, lei com doutrina.

Outro problema é que como são portadores da "verdade" têm enorme dificuldade de processar seus erros, mesmo quando constituem violências abomináveis, e crimes tenebrosos, coo a lavagem de dinheiro da máfia.

Em suma: que partidos sejam falíveis, eu compreendo, mas igrejas que se arvoram no direito de dizer o que é certo ou errado, e desconhece nuanças, isto soa a hipocrisia, ou melhor: é hipocrisia!

Não é à toa que a ICAR esteve presente e envolvida nos principais crimes de lesa-Humanidade, desde a escravidão negra, o Holocausto, as ditaduras latino-americanas, etc.

Ave, Anonimus Romanus...

Adão disse...

Ave da Mata!

Se filiado fosse à ICAR eu discordaria, mas crente que sou, concordo.

Me chamo Adão (a bola tá quicando)

douglas da mata disse...

Ih...não vai dar para falar ave-Adão, rsrs...

Você entendeu perfeitamente, e resumiu tudo em uma frase: és crente, sou filiado. Faz toda a diferença!

Portanto, apesar de parecer o contrário, não debato a fé alheia, apenas respeito.

O que não respeito e debato, SEMPRE, é a repercussão dos aspectos de fé sobre instâncias e esferas públicas, que por sua natureza, devem se afastar, ao menos institucionalmente, dos preceitos religiosos, quaisquer que sejam as denominações.

Se você quer acreditar que um monte de células-parasitas em um útero feminino significa vida, ou que um carpinteiro bastardo nasceu de uma virgem que foi fecundada pelo espírito do pai que é o filho, ok!

Isto não me diz respeito.

O problema é quando os religiosos desejam impor normas sociais de conduta tomando tais dogmas como referência, inclusive para que se imponham aos que não acreditam neles!

Um abraço.

Anônimo disse...

Ave Douglas,
Excelente as suas acertivas. Parabéns, é uma pena que embora reconheça a possível e limitada repercursão que os seus conceitos afinados e coerentes tem. Torço para que um dia eles saiam dessa limitação e possam dentro da sua sigla exorcisar e expulsar os incompetentes que e mal intensionados que hoje tomam conta do diretório local, de onde você, o Roberto, o Luciano, o Sarmet, o Félix, a Aninha, o Rangel, o Zé Luiz e muitos outros foram enxotados e exilados em seus espaços virtuais.
Também meus parabéns. Quando coloquei o meu comentário, já ergui o meu escudo e acertei o meu elmo, temeroso de que um tacho de óleo fervente da sua ira fosse arremessado sobre esse humilde Anonymus Romanus.
Muita gente torce para que você retorne e retome o diretório local, onde os que lá estão, na sua maioria, para atravessar a rua, necessitam de que alguém lhes dê a mão (frase copiada).

douglas da mata disse...

Ave,

O fato é este pequeno gueto tem a repercussão que pode ter.

E não acho isto ruim. Prefiro uma conversa mais restrita que um processo de comunicação de massa!

Até porque, o resultado destas conversas tendem a ser mais duradouros, embora nem sempre sejam tão amplos ou rápidos.

Obrigado pelos comentários generosos.