terça-feira, 9 de julho de 2013

A rede globo e o processo 2...

Bom, ao que tudo indica, os "blogs sujos" prestam mais um serviço a nação. Impulsionados pela coragem de Miguel de Rosário (blog O Cafezinho), os blogs Viomundo e Escrevinhando (Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna, também repórteres da concorrente Rede Record), junto com o blog do Miro (Altamiro Borges), vêm eviscerando as entranhas do maior grupo de mídia nacional.

Interessante mesmo é (não) ler ou ouvir nenhum comentário, por menor que seja, nas páginas locais, afiliadas e acumpliciadas com o esquema globo.

Mas não são os campeões da luta pela moralidade? Há de se perguntar: qual moralidade?

Voltando ao tema, o blog Viomundo traz outra parte deste enredo. De acordo com Azenha, a Justiça Federal já condenou e mandou demitir uma funcionária da Receita Federal, por ter subtraído e sumido com processos dos arquivos da Receita, dentre eles, os que tratavam da globopar (rede globo).

Será que a rede globo, ou alguma de suas afiliadas, ou a enorme rede de jornais e veículos que "bebem" nas asneiras, mentiras e manipulações ali produzidas, poderão nos dar a resposta sobre o que levou uma funcionária da Receita Federal a adotar tal atitude?

A ex-servidora aguarda o recurso em liberdade, graças a um HC do STF, da lavra do relator gilmar"dantas" mendes (coincidência, não?).

Este blog, para se ater a linha garantista, também entende que a prisão é última razão, ou seja, os casos de prisão antecipada devem ser excepcionais.

Mas cadê o coro da prisão imediata dos corruptos?


Leia o texto, e conclua por si mesmo:

Exclusivo: Funcionária da Receita Federal foi condenada por sumir com processo da Globopar; câmera flagrou a retirada

publicado em 9 de julho de 2013 às 0:55

por Luiz Carlos Azenha (com TC)
A funcionária da Receita Federal Cristina Maris Meinick Ribeiro foi condenada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por, entre outras coisas, dar sumiço nos processos que eram movidos pela Receita Federal contra a Globopar, controladora das Organizações Globo.
Um dos processos resultou numa cobrança superior a 600 milhões de reais — 183 milhões de imposto devido, 157 milhões de juros e 274 milhões de multa.
A existência da cobrança foi primeiro revelada pelo blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário, que publicou algumas páginas da autuação.
Desde então, blogueiros e internautas se perguntavam sobre o andamento do processo, cujo último registro oficial data de 29/12/2006. Consultas ao site da Receita revelam que ele está “em trânsito”.
Em nota oficial divulgada logo que circularam as primeiras denúncias de sonegação, a Globo disse que não tem dívidas pendentes com a Receita Federal relativas à compra dos direitos de transmissão das Copas de 2002 e 2006.
Os documentos publicados pelo blogueiro Miguel do Rosário indicam que a emissora foi autuada sob a acusação de simular investimento numa empresa das ilhas Virgens britânicas, um refúgio fiscal; desfeita a empresa, o capital foi utilizado pela Globo para pagar pelos direitos de transmissão das Copas de 2002 e 2006. Segundo a Receita, a manobra tinha o objetivo de sonegar impostos.
Não se sabe, por enquanto, a data em que a Globo criou a empresa Empire (Império, em inglês) nas ilhas Virgens britânicas. Investigação sobre corrupção na FIFA feita por um magistrado de Zug, na Suiça — que acabou afastando do futebol tanto João Havelange quanto Ricardo Teixeira, ambos por receber propina — indica que as detentoras dos direitos de rádio e TV para as Copas de 2002 e 2006 no Brasil, identificadas apenas como “companhia 2/companhia3″, fecharam contrato para a compra no dia 17.12.1998, por U$ 221 milhões. Curiosamente, a empresa que intermediava a venda dos direitos da FIFA e que pagou propina tanto a Teixeira quanto a Havelange, na casa dos milhões de francos suiços — ISMM/ISL — também operava na ilhas Virgens britânicas, de acordo com documentos da promotoria do cantão de Zug.

De acordo com dados disponíveis no site da Justiça Federal, a sentença do juiz Fabrício Antonio Soares para a funcionária da Receita é de 23 de janeiro de 2013 (trecho, acima). O sumiço físico dos documentos relativos à Globopar se deu no dia 2 de janeiro de 2007 e foi registrado por câmera de segurança. Gozando de férias, Cristina Ribeiro foi ao local de trabalho e saiu com objetos volumosos. Colegas de escritório testemunharam contra ela.

Denunciada pelo MPF, a funcionária da Receita teve a prisão preventiva decretada no dia 12 de julho de 2007. Os cinco advogados de Cristina foram até o STF com o pedido de habeas corpus (trecho, acima), que foi concedido por unanimidade no dia 18 de setembro, quando ela deixou a prisão. O relator do caso foi o ministro Gilmar Mendes.
Cristina foi condenada a 4 anos e 11 meses de prisão pelo sumiço da papelada e por beneficiar indevidamente outras empresas. O juiz também decidiu pela perda do cargo público. Ela recorre em liberdade.
Ninguém sabe se o processo que ela retirou da Receita foi destruído.
[Quer outras reportagens investigativas? Ajude-nos assinando o Viomundo]
O blogueiro Rodrigo Vianna, depois de manter contato com duas fontes que acompanham de perto o caso, no Rio de Janeiro, especulou que o vazamento da investigação da Receita Federal poderia revelar detalhes embaraçosos sobre os negócios da família Marinho, uma “bomba atômica”.
Leia abaixo a íntegra da sentença conforme publicada no Diário Oficial (clique em cada página para ampliar):











7 comentários:

Anônimo disse...

Joaquim Barbosa escondeu laudo que envolvia seu filho

RELAÇÕES ESTRANHAS

Empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério contratou filho de Joaquim Barbosa

Se Barbosa é relator da ação que envolve Valério, não deveria ter mais atenção a este tema?
O grupo Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 2010. Até poucos dias atrás, antes de ele ir trabalhar na TV Globo com Luciano Huck, Felipe ainda era funcionário da Tom Brasil.

Nada demais, não fosse um forte inconveniente: a Tom Brasil é investigada no inquérito 2474/STF, derivado do chamado “mensalão”, e o relator é seu pai Joaquim Barbosa. Este inquérito, aberto para investigar fontes de financiamento do chamado “mensalão”, identificou pagamento da DNA propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. E quem autorizou este pagamento foi Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 (chamado “mensalão”) junto com Henrique Pizzolato.

Outra curiosidade é que um dos sócios do grupo Tom Brasil, Gladston Tedesco, foi indiciado na Operação Satiagraha, sob a acusação de evasão de divisas como cotista do Opportunity Fund no exterior, situação vedada a residentes no Brasil. Ele negou ao jornal Folha de S. Paulo que tenha feito aplicações no referido fundo.

Tedesco foi diretor da Eletropaulo quando era estatal em governos tucanos, e respondeu (ou responde) a processo por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.


Pode ser só que o mundo seja pequeno, e tudo não passe de coincidência, ou seja lobismo de empresários que cortejam o poder, embora o ministro Joaquim Barbosa deveria ter se atentado para essa coincidência inconveniente, dada a sua dedicação ao inquérito.

Entretanto, não custa lembrar que se o ministro, em vez de juiz, fosse um quadro de partido político, o quanto essa relação poderia lhe causar complicações para provar sua inocência, caso enfrentasse um juiz como ele, que tratou fatos dúbios como se fossem certezas absolutas na Ação Penal 470.

Também é bom lembrar que o ministro Joaquim Barbosa já declarou que não tem pressa para julgar o mensalão tucano, no qual Marcos Valério é acusado de repassar grande somas em dinheiro para a campanha eleitoral dos tucanos Eduardo Azeredo e Aécio Neves.

PS O Cafezinho: Barbosa manteve-se o inquérito 2424 em sigilo absoluto. Neste inquérito, constavam documentos que podiam inocentar vários réus da Ação Penal 470.

Os documentos também envolviam, conforme denúncia da Rede Brasil Atual, o seu próprio filho, que trabalhou numa empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério. Tudo muito estranho. Ainda iremos escrever um bocado sobre isto. Aguardem.


FONTE:
http://www.ocafezinho.com

Anônimo disse...


"A ex-servidora aguarda o recurso em liberdade, graças a um HC do STF, da lavra do relator gilmar dantas mendes (coincidência, não?)."

O curioso foi mais uma vez, o país ver a agilidade do Gilmar Mendes em liberar habeas corpus para a Casa Grande, hein!

Anônimo disse...

E agora? Dilma vai continuar sendo omissa quanto a Globo? Pode renovar a concessão de uma empresa sonegadora e, possivelmente, envolvida em crimes?

Anônimo disse...

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra Cristina Maris Meinick Ribeiro, brasileira, agente administrativo da Receita Federal, matrícula n.º 16.553, inscrita no CPF sob o n.º 507.264.717-04, dando-a como incursa nas sanções do art. 305 e 313-A, por 3 (três) vezes, na forma do art. 69, todos do Código Penal Brasileiro.

Anônimo disse...

Mensalão da Globo chega à TV aberta


O jornal da Record apresentou na edição desta sexta-feira reportagem sobre o “mensalão” da Globo. Este é o nome fantasia que este blog criou para se referir ao caso da sonegação milionária do poderoso grupo de mídia, num furo que poderíamos chamar de Globogate e pelo qual O Cafezinho teve a honra de ser o responsável.

Diferentemente da Folha, que deu a matéria sem dar o devido crédito, a Record informou que o furo foi publicado no blog O Cafezinho, e exibiu a imagem do post.

Anônimo disse...

O caso da sonegação da Globo não se encerra com a condenação da funcionária corrupta da Receita Cristina Maris Meinick Ribeiro, que, de férias, foi a seu local de trabalho na Receita Federal e levou para o “além”, numa sacola, o processo de sonegação fiscal de R$ 615 milhões da Rede Globo de Televisão.

Anônimo disse...

É óbvio que foi a Globo que pagou – e não foi pouco – a esta senhora para arriscar seu bom emprego e surrupiar o processo.

É quem tinha o motivo, óbvio. Mais de 600 milhões de motivos.

Então a rastaquera vai presa e o corruptor fica impune?

É crime federal, cuja investigação compete à Polícia Federal.

Foi quebrado o sigilo telefônico da D. Cristina Maris?

Com quem ela falou?

E o bancário?

Quem pagou a ela?

Onde está a Polícia Federal do Dr. Cardozo?

Onde está a oposição tucana para exigir a “apuração completa” do caso?

Onde está o Jornal Nacional que perdeu essa matéria que daria pontos e pontos no Ibope?

Só quem compareceu ao caso foi o Ministro Gilmar Mendes, o dantesco, para dar um habeas corpus à coitada.

Ela não devia ter o domínio do fato que significava sumir com um processo de 600 milhões de sonegação fiscal, não é, Excelência?

A Globo não tem nada com isso, não é?

A Cristina Maris é só uma laranja podre.

Quem a usou é a mais poderosa empresa do Brasil.

O maior escândalo do século 21 está se descortinando.

Nem a Globo vai poder esconder isso, mais.


Em 48 horas ou menos o assunto estará nos jornais, porque a internet vai romper o silêncio que o Império podia manter, antes.