segunda-feira, 29 de julho de 2013

Afinal, que medicina queremos?

Trazemos mais um depoimento de médicos sobre o tema que tem mobilizado esta categoria. Parece ficar cada dia mais claro que as corporações médicas emprestam o restinho de credibilidade que mantinham para a defesa da indústria da medicina, o que os médicos brasileiros entrevistados neste texto do blog Viomundo chamam de modelo "hospitalacêntrico".

Vale a pena ler e refletir:

Formados em Cuba, brasileiros destacam atenção à saúde primária

publicado em 29 de julho de 2013 às 22:11

Andreia Campigotto trabalha em Cajazeiras, no sertão paraibano
“Medicina cubana ensina a atender o povo com qualidade e humanismo”, afirma militante
29 de julho de 2013
Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST
A saúde no Brasil tem sido tema de grandes debates nas últimas semanas, provocados tanto pelas manifestações das ruas, que exigem melhoras e mais investimentos na área, quanto pelas propostas recentes do governo em trazer médicos de outros países para trabalhar em regiões mais carentes.
Essas propostas, assim como a obrigação dos estudantes de universidades públicas em cumprir dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), tem sido alvo de fortes críticas das associações de médicos, que afirmam que essas não seriam as soluções para os problemas.
A Página do MST conversou com Augusto César e Andreia Campigotto, ambos militantes do Movimento e formados em medicina em Cuba, sobre o tema.
Nascido em Chapecó e com 25 anos de vida, Augusto César ainda não exerce a profissão. Está estudando para fazer a prova de revalidação do diploma cubano e, assim, poder atuar no Brasil. Quando conseguir seu registro, pretende trabalhar na área rural, atendendo os Sem Terra e os assentados da Reforma Agrária.
Andreia Campigotto tem 28 anos e nasceu em Nova Ronda Alta (RS). Trabalha em Cajazeiras, no sertão paraibano, como residente em medicina da família em uma unidade básica de saúde, que atende uma comunidade de 4 mil pessoas.
Formato
O curso de medicina cubano dura seis anos. Para estudantes de outros países, ele se inicia na Escola Latinoamericana de Medicina, localizada em Havana. Depois de um período inicial de dois anos, os estudantes são enviados para as diversas universidades do país. Augusto e Andreia foram para a universidade da província de Camagüey.
O curso de medicina cubano não se difere muito do brasileiro, do ponto de vista curricular.

Augusto é de Chapecó e estuda para fazer o Revalida
“Os dois primeiros anos trabalham com as ciências médicas. Estudamos fisiologia humana, anatomia humana e desde o primeiro ano temos contato com os postos de saúde. Quando somos distribuídos para as universidades, vivenciamos o sistema público de saúde. Comparado com o Brasil, o nível teórico é igual, mas o nível de prática é maior”, afirma Augusto.
“Um estudo do governo federal mostra a compatibilidade curricular dos cursos de medicina de 90% entre Brasil e Cuba. Então, não há grandes diferenças teóricas”, conta Andreia.
A diferença principal entre os dois cursos está na concepção de medicina e de saúde na formação dos médicos. “O curso brasileiro é voltado para as altas especialidades. Tem essa lógica de que você faz medicina, entra numa residência e se especializa. Já em Cuba o curso se volta à atenção primária de saúde, para entendermos a lógica de prevenção das doenças e o tratamento das enfermidades que as comunidades possam vir a ter”, diz Augusto.
Em contrapartida, “saúde” e “medicina” no Brasil são sinônimos de pedidos de exames e tratamento com diversos medicamentos, calcados em sua maioria na alta tecnologia. Com isso, a medicina preventiva fica em segundo plano, alimentando uma indústria baseada na exigência destes procedimentos.
“No Brasil, temos uma limitação na formação do profissional, pois ela é voltada ao modelo hospitalacêntrico, que pensa só na doença e no tratamento. Em Cuba isso já foi superado. Lá eles formam profissionais para tratar e cuidar com qualidade, humanismo e amor cada paciente; aprendemos de verdade a lidar com a saúde do ser humano”, analisa Andreia.
Ela destaca que os médicos formados na ilha são capazes de atender a população sem utilizar somente a alta tecnologia, condição que não necessariamente limita um atendimento com qualidade à população que mais carece.
“É mais barato fazer promoção e prevenção de saúde. No entanto, isso rompe com a ditadura do dinheiro. Com isso, os médicos aguardam o paciente ficar doente para pedir um monte de exames e dar um monte de medicamentos”, afirma Augusto
De acordo com ele, essa estrutura fortalece o complexo médico-industrial, que se favorece sempre que há alguém internado ou que precise tomar algum medicamento.
“Não negamos a necessidade de medicamentos e equipamentos, porque precisamos dar atenção a esse tipo de paciente. Mas não precisamos esperar que todas as pessoas fiquem doentes para começar a trabalhar a questão da saúde”, acredita Augusto.
Nesta série de reportagens, os dois relatam as diferenças entre os cursos e a concepção de medicina em Cuba e no Brasil, opinam sobre os problemas brasileiros em relação à saúde e defendem uma medicina que sirva para atender com qualidade o povo brasileiro. Na quarta-feira (29/07), Andreia e Augusto contam como é a prova de revalidação dos diplomas estrangeiros, e analisam a elitização da medicina nas universidades brasileiras.

Santa suprema hipocrisia, batman!


Imagem do Brasil 247 sobre matéria do Correio Braziliense.


Salvo a matéria do Correio Braziliense, não há ruído na mídia furiosa. Não há levante do ministério "investigativo" meio-público federal. O CNJ finge-se de morto.

E assim, joaquim barbosa segue rasgando leis, e dizendo: "O Estado sou eu". Literalmente. Leia a matéria do jornal GGN, sobre o fato de que o juiz do supremo colocou seu endereço funcional (um apartamento público) como sede de sua empresa offshore, e tire você mesmo suas conclusões...Ah, e claro, você não verá esta matéria em destaque no PIG nacional, nem no local:

Barbosa poderia ser destituído por uso indevido de apartamento funcional

Jornal GGN – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa), descumpriu o Decreto nº 980/1993 (que regula a cessão de uso dos imóveis residenciais de propriedade da União, situados no Distrito Federal) ao utilizar a moradia funcional para abrir a Assas JB Corp, OffShore utilizada para a aquisição de um apartamento em Miami, EUA (Estados Unidos).
O Jornal GGN enviou questões à CGU (Controladoria Geral da União) em relação ao caso Joaquim Barbosa, indagando sobre o parecer do órgão em relação a funcionários públicos que utilizassem apartamento funcional como sede de empresa atuando fora do país.
GGN - Conforme conversamos por telefone gostaria de saber se existe alguma ilegalidade no uso de um apartamento funcional como sede de uma empresa fora do país.
CGU - O Decreto nº 980/1993 (que regula a cessão de uso dos imóveis residenciais de propriedade da União, situados no Distrito Federal) não prevê o uso de imóvel funcional para outros fins, que não o de moradia. De acordo com o texto da norma, o permissionário tem, entre seus deveres, o de destinar o imóvel a fins exclusivamente residenciais; e o de não transferir, integral ou parcialmente, os direitos de uso do imóvel.
Vale frisar ainda, apenas a título de cautela, que aos servidores públicos federal regidos pela Lei nº 8.112 (inciso X do art. 117), de 1990, é proibido “participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário”.
GGN - Caso seja considerado ilegal, qual seriam as punições previstas para esse tipo de utilização?
As penas podem ser de advertência, suspensão ou demissão/destituição, conforme previsto na Lei nº 8.112/1990, a depender da apuração.
GGN - Já houve algum caso anterior similar?
No âmbito da CGU, não foi apurado nenhum caso similar.
Outro artigo da mesma lei permite, como medida cautelar e para evitar que o servidor não influa na apuração da irregularidade, determinar o afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
Como Barbosa é Ministro do STF, qualquer ação visando responsabilizá-lo terá que passar pela Procuradoria Geral da República e pelo STF. Ou seja, pares julgando pares.
Entenda o caso
Conforme foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, abriu a OffShore Assas JB Corp para obter benefícios fiscais na compra de um pequeno apartamento de alto padrão em Miami.
A advogada de Joaquim Barbosa em Miami, Diane Nobile, confirmou à reportagem que a empresa foi aberta quatro dias antes da compra do imóvel. Segundo Diane esse tipo de operação é frequente na compra de imóveis por parte de estrangeiros nos EUA, pois reduz a carga tributária que incide sobre uma futura herança.
Outro ponto confirmado por Diane, é que a Assas JB Corp tem como sede um endereço em Brasília, o que é permitido pela legislação local.
A reportagem comprovou que o endereço utilizado por Joaquim Barbosa para a criação da OffShore é uma moradia funcional, cedida pela Secretaria de Patrimônio da União ao STF, cujo uso deve ser exclusivamente residencial.
Questionado sobre o caso, o STF respondeu que “os esclarecimentos sobre o tema foram feitos pelo presidente do Tribunal, que não tem nada a acrescentar ao que já foi dito”.
Cabem agora algumas explicações:
Por que o presidente do Supremo Tribunal Federal utilizou a moradia funcional para estabelecer sua empresa em Miami?
O Ministério Público Federal abrirá uma investigação sobre o uso do apartamento funcional cedido a Joaquim Barbosa?

domingo, 28 de julho de 2013

jesus, o carpinteiro bastardo e sua mensagem!

Esta homenagem é do traço de Adão Iturrusgarrai, outra fera brasileira dos cartoons...paixão e morte na versão pedagógica para crianças, ou: como criar um bando de debilóides cheios de culpa:

O amor é o que importa!


Tradução: Cansado de observar a humanidade ignorar sua mensagem simples de amor, tolerância e aceitação, Jesus decide que seu casamento com Freddie é a única coisa que lhe importa, e ele nunca mais retornará a Terra porque as pessoas são malditas estúpidas demais para entender o que ele tem a dizer a elas.

sábado, 27 de julho de 2013

A igreja e as crianças!

Nossa singela homenagem aos seguidores do carpinteiro bastardo, no traço corrosivo de Allan Sieber:

são pedro, o x-9 da igreja do carpinteiro bastardo?

A mitologia católica reserva a são pedro duas funções: é ele que guarda as chaves do paraíso, dizendo quem entra e quem desce (ao inferno), e como função subsidiária, é pedro quem regula o clima, determinado quando chove e quando seca!

Pois bem, ao ver o pantanal de dúvidas sobre o campus fidei, local onde se daria o ápice da palhaçada católica no Rio de Janeiro, é irônico perceber que foi a chuva de pedro que detonou a série de crimes ambientais praticados pelo tal comitê organizador do evento, em cumplicidade com as autoridades ambientais do Estado.

Se não fosse o lamaçal no qual se transformou a enorme área, raramente saberíamos que aquele local é um aterro gigantesco sobre uma Área de Proteção Permanente, um manguezal que teve várias árvores cortadas e diversos alagados suprimidos.

Mas há mais!

A igreja do carpinteiro bastardo utilizou o terreno que já vinha sendo ocupado e transformado em negócio imobiliário ilegal das milícias que agem no bairro da zona oeste carioca, ou seja, a igreja, mais uma vez, misturou-se e herdou recursos do crime organizado, aliás, como sempre em sua longa história.

Com alguma probabilidade, o papa iria rezar sua missa sobre cadáveres dos desafetos dos milicianos enterrados sob a "terra santa".

A Polícia Civil investiga em Inquérito Policial as responsabilidades.

O "milagre" está aí, falta é saber o nome do "santo".

Será que vão dizer que a culpa é de são pedro? Será ele um "infiltrado" disposto a desmascarar seus sucessores na Terra?

Ou pedro, quando interrogado, vai negar por três vezes?


Outras planícies!

Bem vindos ao mundo mais seguro! 

Depois de 11 de setembro de 2001, os conservadores dos EEUU ganharam um "mandato" para fazer e desfazer ao redor do mundo, em nome de torná-lo um lugar melhor de se viver.

Só os idiotas acreditaram e defenderam tal premissa e tal "outorga". E ao redor do planeta não foram poucos os débeis mentais que embarcaram na tese de que aos estadunidenses era dado o direito de violar países, pessoas e direitos humanos e internacional, para estabelecerem um equilíbrio mundial que tivesse os EEUU à frente, consolidando a era que começara na década de 80 do século anterior.

Ingleses, espanhóis, búlgaros, eslovenos, e tantos outros povos europeus e latinoamericanos, curvaram suas costas para que os estadunidenses pudessem cavalgar nelas rumo a sua cruzada!

Este é o resultado mais tangível da pax armada do Tio Sam:


O Oriente Médio indecifrável se auto-devora

No Egito, mais de 70 simpatizantes da Irmandade Muçulmana e do presidente deposto Mohamed Morsi foram fatalmente atingidos no Cairo desde ontem, atacados por forças de segurança do "governo interino", durante as últimas vinte e quatro horas.

Médicos que atenderam as vítimas dizem que o número ultrapassaria cem mortos.

Já no Paquistão, hoje, na cidade de Parachinar, bem junto a fronteira com o Afeganistão, e dominada pela facção xiita do islã, um mercado cheio de fregueses, que faziam suas compras para o mês sagrado do Ramadã, foi atacado por duas bombas. 
O intervalo das explosões foi de quatro minutos e a distância aproximada de 150 metros entre as duas.
O número de mortos já chega 57 pessoas, com 167 feridos.

Autoridades locais não receberam reivindicações de autoria do atentado, mas tudo indica que se trate de uma ação da maioria sunita.

A instabilidade não é um dado novo, pois, de fato, a região reserva um histórico de conflitos sangrentos fratricidas. 

Mas é certo que as dimensões e alcance da violência alcançaram níveis inimagináveis desde que as potências imperialistas, na transição dos séculos XIX e XX, e até recentemente, depois da solução israelense(criação do Estado Judeu), passando pelas guerras por petróleo, passaram a intervir em nome da "paz e da democracia".

As informações sobre estes dois fatos estão nos jornais The Guardian e The Independent.

É este pessoal que nos quer dar (quer dizer, vender) lições sobre segurança...



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Do blog O Cafezinho: Wanderley continua a desmontar os niilistas...

As raízes da revolta

Enviado por  on 26/07/2013 – 10:08 am2 comentários
O professor continua analisando as causas e consequências do levante niilista que se espalhou pelo país.
Democracia uma vírgula, anomia niilista
Wanderley Guilherme dos Santos, especial para o Valor
Milhões de pessoas foram projetadas a estações de consumo e lazer das quais nunca haviam tido sequer notícia. Passado o deslumbramento, expectativas ambiciosas cresceram em velocidade maior do que caiam taxas de juros e sinais inflacionários levando a audacioso endividamento das famílias. Por fim, a ressaca veio sob forma de aguda ansiedade sobre o futuro imediato, tornando-as vulneráveis aos anúncios de que crescimento econômico em torno de 3,0% significará desastre, desemprego generalizado e uma queda livre, sem rede de proteção, dos trapézios sociais alcançados.
Rápidos deslocamentos ascendentes desenraizam as pessoas da matriz societária original, provocando crises de identidade e desorientação quanto a valores, estando por serem substituidos os anteriores, desaprendidos. Max Weber apontou a reserva de ebulição aí depositada, tanto quanto nas crises de despenhadeiro, quando enormes contingentes de trabalhadores são despejados na escala social com destino à miséria e desesperança. E, ambos, períodos de extensa anomia social, insegurança quanto a rumos e subversão de critérios de avaliação e escolha social. Atração fatal à anomia, o niilismo, o negativismo militante candidata-se a acompanhante emocional, pacificador da insegurança dos segmentos desorientados.
Seqüência já conhecida de manifestação popular reprimida com violência próxima à selvageria propiciou as condições de uma mobilização de simpatias, solidariedades e protestos claramente motivados pelo episódio paulistano de repressão ao Movimento do Passe Livre. Eram os jovens universitários, seus pais e familiares, usuários de transportes públicos, o público de boa vontade, atingido em seu sentido de justiça e de equilíbrio, além das minorias insidiosas de sempre: um nazismo renascente, proto fascistas, partidos autoritários como o PSTU, ou dado a aventuras como o PSOL, mais os predadores da democracia. Rápido, bem sucedido golpe de mão, juntando acaso e virtude, seqüestrou a alma das ruas e infestou a evidente anomia com a inclinação niilista que a marcou desde então. Todas as palavras de ordem têm sido, a partir daí, pretexto para a desmoralização das instituições democráticas, assembléias, organizações sindicais, associações voluntárias específicas, partidos políticos, em nome de um alegado vanguardismo civilizatório.
O futurismo italiano foi um movimento revolucionário das artes gráficas no início do século XX. Dissolveu-se ideologicamente no fascismo gerado pela anomia decadentista da Itália dos anos 20, igualmente irmanado ao niilismo predatório. Assustados, os líderes institucionais do Brasil têm tomado a aparência pela verdade e multiplicado a tradução do que lhes parecem comunicar as vozes das ruas. Não existem, contudo, vozes das ruas, apenas alaridos. Não foram as cartolinas pintadas que levaram as primeiras multidões às passeatas, elas surgiram algum tempo depois das marchas em busca de um porquê das próprias marchas. A seco, melhoras genéricas da saúde pública ou da educação não estimulam o deslocamento de dezenas de milhares de manifestantes. Reforma política, então, nem em cartolina apareceu. Pesquisas de opinião durante ou logo depois do calor dos protestos são tecnicamente irrelevantes, não autorizam nenhum tipo de inferência confiável.
Do mar de gente em desfile pelos dias de junho já se ausentaram há muito os de boa fé, os lúdicos, os solidários com as iniciais demandas sobre transporte, até mesmo sobre saúde e educação, bem como os movimentos tradicionais organizados. Participam hoje dos protestos, fora os incautos e ingênuos que sempre existem e lhes emprestam ar de legitimidade, grupos anômicos de jovens de algumas posses, grupos neonazistas e pré-fascistas, organizações niilistas nacionais e internacionais, além das gangues ordinárias de ladrões e assaltantes. Os que agora se mobilizam e convocam sabem que são isso mesmo, portanto cúmplices entre si. Não há jovem do Leblon que ignore os saques e depredações que irão se seguir às suas intervenções ditas pacíficas. É a esta informal coalizão de celerados que se referem os acoelhados discursos pela modernidade, pelo avanço democrático em curso, pela radicalização da participação. Desde quando movimentos pela democracia difundem o medo e intimidam fisicamente os que divergem? Na verdade, a hegemonia da atual semântica política é niilista, reacionária, antidemocrática. Mesmo as manifestações em favor de teses populares adquirem conotação truculenta. Com todo o narcisismo de que são portadores, movimentos e personalidades de grande notoriedade não conseguem desfazer a impressão de que perderam o controle sobre o emocional da população. A conjuntura é fascistóide. A pauta trabalhista das centrais sindicais era a aparência para esconder uma real tentativa de retomar a alma das ruas. Foi uma manifestação chinfrim, o dia nacional de lutas, e não recuperou a hegemonia. Ficou apenas a impressão de que reclamava do governo a extinção do fator previdenciário e a realização de uma reforma política, entre outras bandeiras costumeiras, sem conseqüência significativa.
Há quem acredite no fundo da alma que alguma mazela nacional será resolvida por reformas nas instituições políticas. Esta é uma crença sem fundamento e, às vezes, como no momento, sujeita a exasperações histéricas. Só por circunstancial ausência de normalidade argumentativa pode-se entender declarações de inegável natureza controversa como se obviedades democráticas fossem. Em recente declaração em vídeo, ao final de um debate em um centro paulista, uma professora da USP, petista orgânica, afirmou que a estrutura partidária e eleitoral vigente, consagrada na Constituição de 88, foi elaborada em 1965 por Golbery do Couto e Silva, homem da ditadura. Sem dúvida, uma retificação histórica e tanto. Em texto na revista Carta Capital (17/julho/2013), um jornalista e paladino da democracia menciona um sonho em que assistia à convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva, integrada pelas melhores cabeças do País. Não ficou esclarecido, contudo, qual colégio eleitoral substituiria os 140 milhões de eleitores brasileiros na escolha de suas melhores cabeças. Pior ainda, figuras profundamente reacionárias em matéria social e econômica, como as lideradas por Marina Silva, re-editam o discurso de que a maldade da política se encontra na existência de mediações entre o público e o privado, cujas fronteiras deviam ser abolidas. É o discurso totalitário em estado puro. Buscando o aplauso de míticas vozes das ruas muitos não mais escutam a própria voz.
É incompreensível a ênfase do governo e do Partido dos Trabalhadores na realização de um plebiscito por uma reforma política cuja formulação é, no mínimo, divisionista, castradora de avanços, e omissa quanto à superação de resquícios da ditadura – por exemplo, garantindo elegibilidade aos analfabetos, tema sem nenhuma audiência entre nossos democratas radicais e digitais. Incompreensível, sobretudo, quando a pauta vital do País, no momento, está sendo disputada taxa de retorno a taxa de retorno nas licitações por vir nos setores ferroviário, aeroviário, rodoviário e portuário, além dos leilões do petróleo. Disso dependem renda, emprego, crescimento, políticas sociais e progresso tecnológico. Sujeito a um cerco infernal de pressões, lobbies e, quiçá, seu tanto de sabotagem por parte de alguns empresários e investidores, o governo substitui esta pauta por um prato diversionista, com o bônus de propiciar aos adesistas a esfarrapada desculpa de que o Estado, o modelo de crescimento (denominação presunçosa), os instrumentos de administração estão esgotados. Baboseiras de quem está costeando o alambrado do conservadorismo.
As forças sociais estão anômicas. Difícil saber em que medida a epiderme niilista reflete o sentimento majoritário da população (pesquisas, no momento, são inúteis para extrapolações), submetida a uma avalanche de informações sem fonte de credibilidade assegurada. As respostas oficiais, exceto em parte a dos parlamentares, acentuo, exceto em parte a dos parlamentares, têm contribuído para ratificar a ilusão de um aprofundamento da democracia que, de fato, em sua versão expressiva e comportamental, consiste em seu oposto, na intolerância, na destruição e no ódio que contamina as mensagens das ativas redes sociais. Quanto mais cedo se mobilizar a resistência democrática ao niilismo anômico, melhor.
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Os fariseus de sempre!

Que a mídia internacional desça a lenha no Brasil não é surpresa! 

Afinal, incomoda a possibilidade de um país com nossas dimensões que comece a andar com as próprias pernas, que resista a ceder aos parasitas dos juros, que lidere a revolta regional contra a bisbilhotice dos EEUU, e que tenha se transformado em exemplo de distribuição de renda e pleno emprego em plena crise econômica.

Por outro lado, e por motivos óbvios, receberemos toda sorte de críticas sobre nossas falhas nos eventos de escala mundial.

Até 2002, salvo a ECO 92, alguém sonhou que teríamos Copa, Olimpíada, etc, etc e etc? Pois é...este é o preço de termos mudado nossa imagem mundo afora, e os outros países-competidores têm que desconstruir nossas vantagens competitivas!

Mas o engraçado é ver os pobres bobocas da mídia brasileira, desde os grupos nacionais até pequenos e irrelevantes programas de rádio em nossa planície, na estação que se autodenomina "educativa", passando por jornais de quinta categoria, repercutindo frases sem sentido, críticas infundadas, gritos desesperados!

Afinal, quem, dentre italianos, espanhóis, estadunidenses, britânicos e até franceses pode apontar-nos o dedo para questionar nossos esquemas de segurança ou de gerenciamento de grandes contingentes de pessoas?

Não foi em plena praça s. pedro que o papa-polaco foi alvejado(e infelizmente sobreviveu) a dois metros de distância?

Nos EEUU nem maratonas, como a de Boston, estão à salvo, e eles querem nos ensinar como lidar com nossos problemas?

Quantos presidentes os EEUU tiveram assassinados em eventos públicos? E o Brasil, quantos foram?

E os ataques aos ônibus e estações de metrô londrinos há alguns anos atrás, que tiveram como desfecho trágico o assassinato de Jean Charles de Menezes, que jogou por terra o mito da eficiência policial britânica?

O que dizer dos distúrbios das periferias de Paris, que duraram meses, após a polícia francesa matar um morador da periferia "por engano"?

Segurança e eficiência dos transportes? O que dizer da Espanha e seu "trem bala pela culatra", que matou dezenas de peregrinos do caminho de Santiago de Compostela?

Ao que parece, com raras e honrosas exceções, a primeira condição para se conseguir emprego na mídia atualmente é o nível de burrice! Quanto mais alta, maior o cargo ou a importância!

Não se trata de ter opinião ou pendor ideológico diferente! Não é nada disto! Mas para oferecer algo como opinião, um texto ideologicamente definido, ou até para a simples leitura do fato, é preciso alguma capacidade intelectual!

E quem tem alguma não se prestaria a fazer o que a mídia corporativa tem feito neste país por estes anos!

Polícia para quem precisa de polícia...

A PMERJ renunciará ao uso de agentes descaracterizados para coibir a violência dos criminosos durante as manifestações!

Mais uma vez, o governador parece desprezar o mandato que lhe foi conferido nas urnas, para se pautar pela gritaria de certos grupos de pressão!

Como é comum também na segurança pública, e nas questões específicas de policiamento ostensivo (PM) ou repressivo (Polícia Civil), o festival de besteiras rola solto. 

No entanto, o traço de coerência que persiste, mesmo por trás deste besteirol, é a legitimação dos cortes de classe quando se trata de reivindicarmos a ação do Estado.

Muita celeuma e comoção para o fato de que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro "infiltrou" agentes em meio aos manifestantes para facilitar a identificação dos criminosos.

Primeiro, é preciso deixar claro: A P2, serviço reservado da PMERJ, herança do período militar, onde cada unidade do Exército Brasileiro mantinha (e ainda mantém) uma S2, não tem previsão legal para atuar nas ruas como força encoberta do policiamento ostensivo, até porque, no Brasil, a atribuição para investigação e serviço de inteligência cabe as polícias judiciárias, neste caso, a PF e as polícias civis dos Estados da Federação.

Em outras palavras, a presença de P2 nas ruas é uma afronta a Constituição, mas que só foi percebida agora quando se voltou ao meninos e meninas da classe mé(r)dia e das elites. 

A permanência de seções reservadas em instituições militarizadas, como a PM, é um vexaminoso resquício da cultura de segurança nacional, e do "inimigo interno"!

Com a redemocratização, as seções reservadas cabem apenas as investigações sobre infrações administrativas ou penais-militares dos integrantes de suas corporações!

Aviso aos mais apressados: Favor não confundir a ação ilegal da P2 com o trabalho de investigação penal praticado pelas polícias civis e pela PF.

A P2 e os chamados Grupos de Apoio a Promotoria são forças paralelas ao Estado Democrático de Direito, e ninguém parece se importar com isto, até que alguém realmente importante, e não pequenos barnabés ou traficantes pés-de-chulé, seja importunado!

Enquanto os P2 se mantiverem nas favelas, serão aplaudidos!

Difícil é imaginar a P2 ou o GAP algemando gente como donos de empreiteiras, a famílias de sonegadores do ramo da comunicação, ou donos de portos griladores de terras.

E neste caso ficou explícito:

Embora mídia e manifestantes continuem a ignorar a vedação constitucional para a atuação de um setor da PMERJ (P2) em atribuição da Polícia Civil, a grita veio forte para impedir que os P2 façam no Leblon o que faz diariamente nas favelas.

Detalhe: todas as polícias do mundo utilizam agentes e viaturas descaracterizados para facilitar o levantamento dos focos de perturbação da ordem em grandes ajuntamentos de público, como estádios, shows, manifestações, etc.

No caso em tela, e em tantas outras ocasiões, sabem as autoridades governamentais que o correto é dotar as policias civis de condições para atuar em conjunto ao aparato ostensivo da PMERJ, fechando o ciclo que deveria ser completo: levantamento/inteligência (PCERJ), controle ostensivo/coerção (PMERJ) e depois o processamento/inquérito/termos circunstanciados (PCERJ).

Mas eles preferem seguir nesta loucura militarizante do policiamento urbano brasileiro, mormente o fluminense. 

Semeiam abacaxis, mas insistem em colher morangos!

No Brasil, é o improviso e o discurso de classe que impera: Faz quem não pode fazer, apenas contra quem não pode mandar que não seja feito!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Missing: "os desaparecidos" da paz armada!

Poucos devem se lembrar do filme de Costa Gravas, de 1982, onde Jack Lemon fazia o papel do pai estadunidense à procura de seu filho jornalista de esquerda, que vivia e desapareceu no Chile quando o golpe explodiu naquele país.

Com certeza, há menos ainda que se recordem que em 1992, um funcionário da FIOCRUZ, Jorge Antonio Careli também foi "abduzido".

Em pleno "estado de ocupação" pelas tropas das forças armadas, espalhadas pelo Rio de Janeiro para garantir a "paz" das autoridades e militantes que participavam do evento ecológico, Careli "virou fumaça".

Pois bem, agora é o pedreiro Amarildo de Souza, retirado da favela da Rocinha por policiais, que alegam tê-lo liberado antes de seu desparecimento.

O personagem Ed Horman, vivido por Lemon, traz a perspectiva do despertar das pessoas sobre a realidade que os cerca, ou seja, alienado em suas próprias convicções (ou falta delas), indiferente a violência e autoritarismo que parecem estar distante suficiente para ameaçar seu ambiente, Horman descobre que nenhuma forma de ataque a Democracia está longe demais a ponto de ser inofensiva.

Horman é sacudido pelos acontecimentos pessoais que o tragam para o turbilhão da História.

Até quando esperaremos para descobrir que pode ser tarde demais?

Em tempo: no filme, Charles Horman (John Shea), foi morto no Estádio Nacional de Santiago, e seu corpo estava "emparedado" (enterrado em uma parede). Ed Horman, na busca de algo que dê sentido a sua existência, tenta processar o Secretário de Estado, Henry Kissinger.

Quantos mais desaparecerão até que acordemos? Ou será que esperamos algum "filho importante" suma para comover os editoriais, e provoquem a única justiça que funciona, a dos ricos?

Não é coincidência que estes eventos aconteçam, justamente, quando há nas ruas e nos bairros ocupações militarizadas para implementar políticas de "segurança" feitas sob encomenda dos grupos econômicos e das elites.

Só não enxerga quem não quer...

Do blog O Cafezinho: Wanderley, fundamental...

Wanderley prevê o futuro dos coxinhas!

Enviado por  on 25/07/2013 – 6:00 am10 comentários
O professor dispara tiros precisos no coração do golpe.
O futuro do atual levante niilista
Por Wanderley Guilherme dos Santos
Regras democráticas e direitos constitucionais não transferem suas virtudes às ações que os reivindicam como garantia. Máfias e cartéis econômicos também são organizações voluntárias e nem por isso o que perpetram encontra refúgio na teoria democrática ou em dispositivos da Constituição. Esgueirar-se entre névoas para assaltar pessoas ou residências não ilustra nenhum direito de ir e vir, assim como sitiar pessoas físicas ou jurídicas em pleno gozo de prerrogativas civis, políticas e sociais, ofendendo-as sistematicamente, nem de longe significa usufruir dos direitos de agrupamento e expressão. Parte dos rapazes e moças que atende ao chamamento niilista confunde conceitos, parte exaure a libido romântica na entrega dos corpos ao martírio dos jatos de pimenta, parte acredita que está escrevendo portentoso capítulo revolucionário. São estes os subconjuntos da boa fé mobilizada. Destinados à frustração adulta.
É falsa a sugestão de que se aproximam de uma democracia direta ou ateniense da idade clássica. Essa é a versão de jornalistas semi-cultos que ignoram como funcionaria uma democracia direta e que crêem na versão popularesca de que Atenas era governada pelo Ágora – uma espécie de Largo da Candelária repleto de mascarados e encapuzados trajando luto. Os Ágoras só tratavam de assuntos locais de cada uma das dez tribos atenienses. Em outras três instituições eram resolvidos os assuntos gerais da cidade, entre elas a Pnyx, que acolhia os primeiros seis mil atenienses homens que lá chegassem. Ali falava quem desejasse, apresentassem as propostas que bem houvessem e votos eram tomados. Os nomes dos proponentes, porém, ficavam registrados e um conselho posterior avaliava se o que foi aprovado fez bem ou mal à cidade. Se mal, seu proponente original era julgado, podendo ser condenado ao confisco de bens, exílio ou morte. A idéia de democracia direta como entrudo, confete e um cheirinho da loló é criação de analistas brasileiros.
As cicatrizes que conquistarem nos embates que buscam não semearão, metaforicamente, sequer a recompensa de despertar o País para a luta contra uma ditadura (pois inexistente), apesar de derrotados, torturados e mortos – reconhecimento recebido pelos jovens da rebelião armada da década de 70. Estão esses moços de atual boa fé, ao contrário, alimentando o monstro do fanatismo e da intolerância e ninguém os aplaudirá, no futuro, pelo ódio que agora cultivam, menos ainda pelas ruínas que conseguirem fabricar. Muito provavelmente buscarão esconder, em décadas vindouras, este presente que será o passado de que disporão. Arrependidos muitos, como vários dos participantes do maio de 68, francês, cuja inconseqüência histórica (e volta dos conservadores) é discretamente omitida nos panegíricos.
Revolução? – Esqueçam. Das idéias, táticas e projetos que difundem não surgirá uma, uma só, instituição política decente, democrática ou justa. Não é essa a raiz dessa energia que os velhotes têm medo de contrariar. É uma enorme torrente de energia, sem dúvida, mas é destrutiva tão somente. E mais: não deseja, expressamente, construir nada. Sob cartolinas e vocalizações caricaturais não se abrigam senão balbucios, gagueira argumentativa e proclamações irracionais. Os cérebros do niilismo juvenil sabem que não passam de peões, certamente alguns muitíssimo bem pagos, talvez em casa, a atrair bispos, cavalos e torres para jornadas de maior fôlego. Afinal, os principais operadores da ordem que se presumem capazes de substituir são seus pais e avós. Em cujas mansões se escondem, no Leblon e nos Jardins.
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Cai a máscara de mais um mercenário da medicina.

O texto do Viomundo é auto-explicativo. 

Mas não custa lembrar: O que está em jogo na questão dos programas desenvolvidos pelo governo para começar a atacar os gargalos da saúde pública brasileira, e a formação e prática da medicina brasileira é a defesa que as corporações médicas fazem de um modelo mercantilizado, onde a especialização beneficia o procedimento e o gasto, ao invés do foco humanista que se faz necessário em um país com as características do Brasil.

Leia mais esta farsa que se esconde atrás da pretensa defesa da categoria médica:

Médico que diz que estrangeiros são enganação tem dois filhos “importados” de Cuba

publicado em 25 de julho de 2013 às 19:38
Paulo de Argollo Mendes está no poder há 15 anos. Recentemente reeleito para mais um mandato como presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, o triênio 2013-2015
por Conceição Lemes, a partir da dica do leitor Marcus Vinícius Simioni
Quem passa pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) nem precisa perguntar qual a posição da entidade sobre a “importação” de médicos estrangeiros.
O banner cobrindo praticamente toda a frente do edifício-sede sede, em Porto Alegre, fala por si só.

Com 15 mil associados —  apenas estão fora da base Santa Maria, Rio Grande, Novo Hamburgo e Caxias –, seu presidente é o médico Paulo de Argollo Mendes. Há 15 anos no poder, ele reeleito para mais um mandato, o triênio 2013-2015.
Acordo ‘demagógico’ e ‘ideológico’’, classificou Argollo em 7 de maio, dia seguinte à revelação do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, de que o governo brasileiro negociava um pacto para trazer 6 mil médicos cubanos.
Em entrevista ao Viomundo, Argollo reforça: “Nós somos frontalmente contrários à vinda médicos estrangeiros, é enganação, pura demagogia. Se um médico estrangeiro cometer eventual barbaridade, quem vai pagar? É uma insegurança absoluta para o próprio paciente”.
Ele acrescenta: “O governo quer trazer médicos pela porta dos fundos, dispensando o Revalida [ Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos]. Eu fico achando que eles são incompetentes, pois se não fossem, o governo não evitava o Revalida. São médicos de segunda classe para tratar pacientes de segunda, porque é assim que o governo enxerga os pacientes do SUS”.
Felizmente, em tempos de internet, as máscaras caem muito rápido.
O presidente do Simers tem dois filhos médicos:  Paulo Clemente de Argollo Mendes e Marco Antônio de Argollo Mendes.  De 1997 a 2004, cursaram medicina no  Instituto Superior de Ciências Médicas de Camagüey, em Cuba.
Naquela época,  papai  Argollo derretia-se em elogios a Cuba e à medicina cubana.


Documentos como o acima, obtidos pela Renovação Médica, possibilitaram a inscrição no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), de dezenas de médicos cubanos, sem prova de revalidação.
Em 2005, os filhos de Argollo formados  em Cuba, em ações separadas, entraram na Justiça contra a Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  porque  a UFRGS se recusou a validar automaticamente o diploma de médico de ambos.
Pleitos:  registro automático do diploma independentemente do processo de revalidação e  indenização de R$ 20 mil a título de danos morais sofridos. Na época, não existia ainda o Revalida. Cada universidade federal fazia a sua própria validação.
– Não é contrassenso o senhor execrar a “importação” de médicos, já que seus filhos estudaram em Cuba, entraram na Justiça para não fazer a revalidação do diploma no Brasil e ainda cobraram da Universidade Federal do Rio Grande do Sul R$ 20 mil por danos morais? – esta repórter questionou-lhe.
“Não”, diz candidamente Argollo. “Primeiro, porque eles validaram o diploma se eu não me engano em Fortaleza; foi a primeira universidade federal que abriu inscrição. Segundo, quando foram para Cuba, havia um acordo bilateral entre Brasil e Cuba para revalidação automática de diplomas. Enquanto eles estavam lá, o governo Fernando Henrique  revogou esse convênio.  Então, eles tinham o direito adquirido.”
Realmente, Brasil e Cuba eram signatários de um acordo, cujos Estados-Parte assumiram o compromisso de registro automático dos diplomas emitidos pelas instituições de ensino superior. No Brasil, a decisão foi promulgada pelo decreto presidencial nº 80.419, de 27 de setembro de 1977.
Porém, em 15 de janeiro de 1998, o Brasil comunicou à Unesco o término do pacto, que foi extinto exatamente um ano depois. Em 30 de março de 1999, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) revogou o decreto nº 80.419/77.
Reiteradas decisões da Justiça Federal (AQUI, AQUI e AQUI) negaram os pleitos dos irmãos Argollo; a um deles  o juiz determinou ainda o pagamento das custas e honorários advocatícios da outra parte. Alguns trechos delas:
A colação de grau do autor ocorreu em 2004 (fl. 31), ou seja, em momento posterior à revogação do Decreto Presidencial nº 80.419/77, de modo que inexiste direito adquirido ao registro do diploma independentemente de processo de revalidação.
…como, no caso, o demandante não possuía, ao tempo da edição do Decreto nº 3.007/99, o diploma expedido pela universidade estrangeira, não há como pretender valer-se das disposições da convenção internacional para eximir-se do cumprimento dos requisitos exigidos pela legislação pátria.
Resolução nº 1, de 28 de Janeiro de 2002, a realização de avaliação é necessária para verificar o real preparo do estrangeiro. Nesse sentido, deve o autor prestar a referida avaliação para obter a revalidação de seu diploma.
Conclusão: os filhos de Argollo são médicos ” importados” de Cuba e tentaram entrar pela porta dos fundos, já que não queriam validar o diploma no Brasil.
Será que, em função disso, a priori, os filhos mereceriam ser tachados de incompetentes e médicos de segunda classe, como o pai-sindicalista tenta carimbar hoje os “estrangeiros”?
Argollo, relembramos, acusou ainda o anunciado acordo Brasil-Cuba de ser “ideológico”.
Então, será que quando os filhos estudaram no Instituto Superior de Ciências Médicas de Camagüey, ele não sabia que o regime político de Cuba é o comunismo? Ou será que foi enganado pela propaganda vermelha?

domingo, 21 de julho de 2013

A verdadeira linha do Metrô de SP: Estação psdb-propina!

Os blogs como Viomundo trazem a repercussão do escândalo psdb-Siemens-Metrô/SP.
De cara ressurgem várias questões, como a hipocrisia dos demotucanalhas, o silêncio do PIG, e enfim, o conto de fadas que dizia que empresas privadas e neste caso, empresas da Alemanha (tida e havia como um dos símbolos de civilização e "honestidade") não se envolvem em "coisas deste tipo", deixando aos trópicos a primazia do mapa da corrupção mundial, em um determinismo geográfico digna da maior estupidez...
Este é o comentário que deixei por lá e que compartilho com vocês:
Ando meio macambúzio.
Fora a alegria de ver os sacripantas do psdb e afins atolados em esquemas que eles praticam há tempos, mas que querem nos fazer acreditar que começaram em 2002, eu me ponho a refletir:
Desde a ascensão dos (neo)liberais na década de 80, nos EEUU, GBR e depois, no resto do mundo, montanhas de recursos públicos vem sendo carreadas rumo a concentração mais brutal de riquezas jamais vista em outras épocas, transformando as agendas públicas e as administrações estatais em meras agentes ou leões-de-chácara deste fluxo de expansão e retração de capitais, que se auto-recicla e varre enormes contingentes de riquezas nacionais, empregos, vidas, enfim, sociedades e seus ambientes.
E sempre há um sofisma, uma premissa falsa que se transforma em bastião ideológico para justificar a prevalência destes interesses restritos sobre os da vasta maioria.
Foi assim que criaram a “War on Drugs”, que tinha o triplo sentido de dar conta do excedente de negros que seriam segregados política e economicamente com o Consenso de Washington, dar vazão as rotas de narco-financiamento dos para-militares na América Central, e por último, alimentar a indústria da militarização das polícias ao redor do mundo, que sugariam trilhões de dólares dos já combalidos orçamentos públicos dos países ricos, mas principalmente dos mais pobres.
Como não se podia mais discriminar os negros “legalmente”, criou-se o discurso “lei e ordem”, e depois, elegeram-nos os inimigos públicos.
Convenientemente, a população carcerária saltou para 2 milhões de pessoas, a enorme maioria de negros e latinos (e outros indesejados), que nunca mais votarão (assim como tem uma série de restrições de acesso a determinadas facilidades públicas), e passaram a incorporar uma massa de subempregados em condicional (parole), com salários sob medida para aumentar o lucros das grandes corporações.
O sistema prisional dos EEUU revelou-se um ótimo negócio. O sistema de justiça estadunidense era a mola propulsora de condenação (convictions) cada vez mais severas, que enredavam um número cada vez maior de pessoas em uma espiral de violência, prisão, e mais violência, e mais prisão.
Este sistema é chamado pela ativista e advogada Michele Alexander de “New Jim Crow”, em seu livro The New Jim Crow, mass incarceration in the age of colorblindness (O Novo Jim Crow, encarceramento em massa na idade da cegueira racial).
Para quem não sabe, Jim Crow deu nome ao conjunto de leis e regras segregacionistas que duraram até o fim da década de 60, como o Ato dos Direitos Civis.
A política neoliberal de enfrentamento das drogas atendia a necessidade econômica de “enquadrar” os fracassados, que já o eram antes mesmo de tentar qualquer reação, na medida que um sistema de exclusão não traz oportunidades iguais para todos.
Como não se podia enfrentar abertamente o desejo de dizer que se há poucas chances, que se danem os negros e latinos, criou-se uma “armadilha legal e jurídica” para enjaulá-los, tudo sob o argumento que não se tratava de discriminação, mas apenas de cumprir a lei e manter a ordem contra grupos que “se negavam” a obedecer.
Depois da onda “War on Drugs”, que começou a ser questionada inclusive domesticamente, dada seu gigantesco custo e pífio resultado (a não ser para as corporações e certos grupos políticos sustentados por elas e vice-versa), veio a Guerra ao Terror.
Engana-se quem imagina que o petróleo foi o único alvo das corporações para empurrar a maior máquina de guerra do planeta ao Iraque, Afeganistão e arredores.
Blackwater é o nome da maior empresa privada de mercenários do mundo, que tinha mais gente no Iraque na segunda invasão que as tropas regulares.
Sua meteórica ascensão se deu durante o ciclo bush filho, mas seu embrião já estava semeado na administração bush pai.
Só a título de exemplo, não havia legislação que regulamentasse suas ações em solo estrangeiro.
O Massacre de Falujah, descrito no livro Blackwater: A ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, de Jeremy Scahill, é um exemplo claro da falta de controle, isto é, da perda de controle do Estado sobre o mundo privado.
Pela primeira vez na História, mercenários agiram em solo estadunidense, durante o Furacão Katrina, em Nova Orleans e outras regiões próximas, para impedir que as propriedades fossem esbulhadas pela horda de refugiados famintos e revoltados com o abandono do governo central.
Mas o que isto tudo tem a ver com escândalos repetidos no Brasil?
Ora, a frequência com a qual governos de orientações políticas aparentemente diferentes, e com objetivos distintos, se envolvem com estruturas de financiamento eleitoral que se alimentam no superfaturamento de obras e serviços públicos, mas que têm como principais (e ocultos) beneficiários grandes corporações nacionais e não raro, transnacionais, nos mostra que o assédio do poder financeiro sobre os processos democráticos ao redor do mundo, e neste caso, no Brasil, já ultrapassou qualquer medida do aceitável.
Inclua-se neste jogo as corporações de mídia, causa e efeito deste estamento, que tem em sua outra perna o sistema judicial, que proporciona uma judicialização (às vezes policialesca) dos conflitos sociais e políticos).
E não se trata de uma questão moral, apenas. Porque acusar-se mutuamente é uma idiotice sem par.
É uma questão estratégica crucial dotar os sistemas políticos nacionais de antídotos capazes de mitigar e/ou diminuir a influência do capital e seus interesses sobre os rumos e escolhas políticas feitas pela população.
Estranhamente, estes setores que fortalecem seu poderio com a cooptação de governos, partidos, e sociedade inteiras, ficam à salvo dos questionamentos morais feitos pela população, onde à representatividade e o exercício da política cabem todo o ônus, girando com mais força um círculo de desgaste da Democracia, acenando com convites a soluções de força (anti-democráticas os proto-democráticas).
Em países como o Brasil, com pouca maturidade institucional, macaqueamos e digerimos todos os libelos ideológicos com “ingênua crueldade”:
Nos EEUU a segregação prende e alija do sistema eleitoral, aqui matamos os pretos e pobres, e só os que sobram mofam nas cadeias.
Até bem pouco tempo, se é verdade que não chegamos ao ponto de termos um apartheid racial legalmente instituído, como EEUU e África do Sul, também tivemos enorme dificuldade de enxergar os cortes segregacionistas e as clivagens sócio-raciais para podermos implementar políticas afirmativas que destruíssem o mito da “democracia racial”(colorblindness).
Nossa “guerra as drogas” não é(foi) uma metáfora inofensiva.
Se mito da supremacia privada sobre o setor público já causa estragos ao redor do mundo, no Brasil destroçou e devorou enormes aparatos estatais e patrimônios públicos, soterrou médicos, policiais, professores e toda a cultura do funcionalismo estatal em idiotices baseadas em “accountability”, “planos estratégicos”, “reengenharias”, e outras baboseiras repetidas como mantra pelos dementes de RH.
Não raro, diante de qualquer impasse, a solução era simples: troque salário por gratificação, e se não der certo, terceirize, se ainda não der certo, “quarteirize”.
A conta, caro amigo, geralmente era mais alta, e o saldo de ineficiência sempre maior.
O paraíso que o mercado nos prometeu não chegou a Terra. A História não acabou, e só nos resta juntar os cacos.
O caso Siemens, Metro SP, daniel dantas, privatarias tucanas, o caso da ação 470, o caso globo-Receita-Ilhas Virgens não são pontos “fora da curva”, que sirvam para delimitar vantagem ou desvantagem competitiva entre nós.
Mas de tudo, se não nos servir para nada, ao menos ajuda-nos a combater a hipocrisia…de todos nós.

A Igreja dos torturadores, escravistas, dos pedófilos, dos lavadores de dinheiro e dos gays hipócritas...

Os livros de História não mentem. Em alguns milhares de anos de domínio ao redor do mundo, a fé católica serviu para justificar toda sorte de ignomínia.

Perseguição a judeus, muçulmanos, ateus e a qualquer manifestação religiosa, a toda liberdade de expressão e a ciência, durante os tenebrosos anos da Inquisição.

Cumplicidade criminosa e lucrativa com o mercado de carne negra na África.

Acordos com o nazi-fascismo para conseguir um Estado autônomo.

Omissão obsequiosa com pedófilos e outros abusadores sexuais.

Compadrio orgânico com a máfia italiana, com os cartéis de droga e outras fontes ilícitas de recursos lavados no Banco do Vaticano.

A última dos seguidores do carpinteiro bastardo diz respeito a sua conhecida hipocrisia.

Maiores perseguidores dos direitos das minorias homossexuais, mas os maiores praticantes destas preferências, cobertos pelo véu da mentira descarada, da farsa abjeta, os seguidores da Igreja Católica agora se veem às voltas com mais um escândalo em sua cúpula (ou seria cópula?).

O prelado Battista Rica, indicado pelo papa chico para ser o interventor no banco-lavanderia do Vaticano é apontado como gay, e teria mantido relacionamento estável, de seis meses, com Patrick Haari, um capitão da Guarda Suíça (a que serve ao Vaticano).

As informações estão no L' Espresso, jornal italiano, e foram publicadas pelo vaticanista Sandro Magister.

E pensar que boa parte das leis nos países ocidentais que perseguiram gays por séculos, tem nestes calhordas seus principais defensores e propagadores.

Parece que a Igreja de Pedro levou ao pé da letra a ideia de ser a igreja dos pecadores...O problema é que ela só enxerga pecado nos outros!


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quem dá o pão, dá o castigo...Último ato!

Tratamos este assunto nesta postagem aqui.

Pois bem, depois de encenarem alguma revolta com os mandos e desmandos do poder local, depois de encenarem uma solidariedade inexplicável com as redações do PIG local, os "artistas" de Campos dos Goytacazes, não se sabe eleitos por quem, ou portadores de qual fala institucional, encenaram, finalmente, uma reunião com o moça que dizem executar as políticas públicas (???) de cultura no município.

Um desastre, por onde quer que se olhe: Primeiro, desancaram a moça, chamando-a de todos os adjetivos pejorativos conhecidos, e agora, porque ela, em nome do casal de prefeitos, jogou a isca, resolveram reconhecer nela uma interlocução apropriada, mas como assim?

A moça melhorou de nível intelectual ou os atores, atrizes, e outros farsantes diminuíram o deles? Ou estava tudo sempre nivelado? Não saberei responder...

Depois, soubemos que o intermediário do encontro foi o fantasma do ex-secretário de Cultura, que vaga pelo limbo do ostracismo.

Como é que uma nulidade enquanto esteve à frente (???) da Secretaria de Municipal pode deter alguma legitimidade para interceder sobre o setor que ajudou a enterrar?

Triunfantes, os pândegos da arte(???) local sentem-se vitoriosos...Mas há de se perguntar: falaram em nome de quem os farsantes? 

Quem lhes delegou a agenda das demandas das políticas públicas de cultura locais? Os jornais e as redações? 
Como resultado de que processo político e de representatividade se colocam como porta-vozes das manifestações culturais, produtores, agentes de cultura? Meia-dúzia de cartazes na praça?

Já dissemos e repetimos: vão continuar a base do pão e castigo, e com esta atuação, muito menos pão e muito mais castigo...

O médico & o monstro!




Que o ex-candidato a prefeito pelo PT em Campos dos Goytacazes nas últimas eleições não é conhecido pela sua coerência isto é fato que até a estátua do Índio Goytacá exilada em Tocos sabe.

Mas agora a coisa assume contornos mais graves.

Claro que como representante do CREMERJ (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) o médico e ex-candidato, e que agora se coloca como virtual pré-candidato a uma vaga no Parlamento Federal, pode ter suas posições corporativas e defender esta cruzada fascista promovida pelos médicos que se formaram com recursos públicos, em sua maioria, e agora rejeitam os pobres dos rincões e periferias.

Como eu disse, isto é uma escolha. O médico-candidato escolheu agradar seus pares da elite local, e a classe média. Não é problema nosso!

O problema torna-se nosso quando o médico-candidato faz este proselitismo absurdo enquanto está filiado ao PT, partido da presidenta Dilma, e que tem sofrido ataques infundados dos fascistas de jaleco e da máfia de branco.

Dizer que o CREMERJ vai tentar impedir de todas as formas a implementação do programa mais médicos é mais que uma bravata, é um ataque a uma política pública de governo.

A informação está publicada no blog do Sindicato dos Médicos da cidade, aqui.

Se o médico-candidato quer fazer papel de Torquemada de Estetoscópio, que se desfilie do PT antes!

Aliás, nunca deveria ter se filiado, de fato.

E como as próximas eleições não parecem ser tão fáceis como se supunha antes, o Dr Jekhil & Mr Hide do PT deve estar prestes a abandonar o barco...

Tomara que sim, já iria tarde...!

Mas que fique claro sua escolha: entre o povo e os interesses corporativistas dos médicos, o médico-candidato ficou com a última alternativa.

Bom, não poderia ser diferente, como ex-presidente de cooperativa médica, sua opção não é por uma saúde pública gratuita, universal e de qualidade.

Saúde para este pessoal que defende planos de saúde e cooperativas médicas nada mais é que um bom negócio!

Recado aos fascistas de jaleco!

Claro que não se pode generalizar. Há médicos comprometidos com a luta igualitária, e com soluções que enfrentam o problema da saúde pública no Brasil.

Há, por óbvio, dentre esta maioria, aqueles que têm críticas sinceras, e cabíveis, a ação do governo federal! Ninguém imagina um governo à salvo de críticas.

Mas a parte que tem feito, não por acaso, mais barulho no debate recente sobre as medidas do governo para tratar de um problema (e não de TODA a saúde pública) é justamente a Máfia de Branco, associada com Os Fascistas de Jaleco.

Por Máfia de Branco entenda-se os setores empresariais que lucram com este modelo de saúde pública e de formação e exercício da medicina, incluindo aí as cooperativas médicas.

Já os Fascistas de Jaleco são os "filhinhos de papai" que graduaram-se em Universidades Públicas, favorecidos por um sistema que perpetua desigualdades e concentra as chances de acesso nas faixas mais ricas da sociedade, mas que mesmo gostam de jactar-se como portadores do Santo Graal, ou seja: "são os eleitos". 

80% dos formados nas Universidades Públicas (gratuitas) vêm das classes A e B. Será que os pobres são mais burros?

Certamente não. É a falta de oportunidades que gera distorções, e faz com que a maioria deste pessoal use os impostos de todos e da maioria pobre para enriquecer sem dar a contrapartida devida.

Por isto que o nível das críticas dos Fascistas de Jaleco, que povoam a estupidez sem freio do feicebuquistão, é tão baixo.

Leia do blog Viomundo uma carta de um médico cubano sobre o tema:

Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano

publicado em 18 de julho de 2013 às 11:33

Carta de um médico cubano: Simplesmente respeito, solidariedade e ética
“Meu nome é Juan Carlos Raxach, cubano, que desde 1998 escolhi o Brasil como meu país de residência, e sinto o maior orgulho de ter me formado, em 1986, como médico em Havana, Cuba.
É com tristeza e dor que vejo as notícias publicadas pela mídia e nas redes sociais, a falta de respeito e de solidariedade proveniente de alguns colegas brasileiros, profissionais ou não da área da saúde, que atacam e desvalorizam os médicos formados em Cuba como uma forma de justificar a sua indignação às medidas tomadas pelo governo brasileiro no intuito de melhorar a qualidade dos serviços do SUS.
A qualidade humana e a alta qualificação dos profissionais de saúde cubanos têm permitido que ainda hoje, quando o país continua a enfrentar graves problemas econômicos que se alastram desde os anos 90, após a queda do campo socialista da Europa do leste, os índices de saúde da população cubana seguem colocados como exemplo para o mundo.
São índices de saúde alcançados através do trabalho interdisciplinar e intersetorial desses profissionais.
Por exemplo, em 2012 a mortalidade infantil em Cuba continuava sendo 4,6 por cada mil nascidos vivos, menor que o índice de Canadá e dos Estados Unidos.
A expectativa de vida é de 78 anos para os homens e 80 para as mulheres.
E já em 2011 existia um médico a cada 143 habitantes.
Em 2012, a dra. Margareth Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), reconheceu e elogiou o modelo sanitário de Cuba e destacou a qualidade do trabalho que realizam os profissionais de saúde e os cientistas cubanos, e felicitou às autoridades cubanas por colocar o ser humano no centro da sua atenção.
Não é desprestigiando nossos colegas de profissão, seja qual for o seu país onde tenha se formado, que vamos colocar em pauta e debater as verdadeiras causas da deterioração da qualidade dos serviços de saúde no Brasil.
Na hora de nos manifestar, o respeito, a solidariedade e a ética são necessários para estabelecer o diálogo e ir ao encontro da solução dos problemas.
Solidariamente,
Juan Carlos Raxach
Juan Carlos Raxach é assessor de projetos da Associação Brasileria Interdisciplicar de AIDS – ABIA

terça-feira, 16 de julho de 2013

E do stf, vem mais uma do imperador...

O blog O Cafezinho tem se revelado um manancial para quem busca informação de primeira qualidade.

Provas inefáveis de que o moralismo da mídia e seus heróis não passa de mais uma farsa destinada a ganhar no golpe o que perderam nas urnas.

Desta vez, o Miguel do Rosário revela mais uma estripulia do batman de toga...Leia e se espante, quer dizer, em se tratando do vingador do stf, a gente nem se espanta mais:

Exclusivo! Barbosa recebeu R$ 700 mil da UERJ sem trabalhar

Enviado por  on 16/07/2013 – 6:13 pm16 comentários
Primeiro ele pagou, com dinheiro público, as passagens de avião da repórter da Globo que foi à Costa Rica cobrir a sua palestra. Depois pagou, de novo com verba pública, passagens para vir ao Rio assistir o jogo entre Brasil e Inglaterra. Não precisou pagar ingresso porque ficou no camarote do Luciano Huck. Logo em seguida descobriu-se que seu filho arrumou um emprego na Globo, no programa de… Luciano Huck.
Henrique Alves e Renan Calheiros, apanhados usando jatinho da FAB pra ver jogo de futebol, devolveram o dinheiro usado. No caso de Barbosa, a imprensa continua quieta. Ninguém quer decepcionar o “gigante” que, segundo o Datafolha, idolatra o Barbosão.
Ninguém quer arranhar a imagem do “menino que mudou o Brasil”, criada pela grande mídia para endeusar o homem que se vendeu ao sistema, que rasgou a Constituição para acusar e condenar, mesmo sem provas, os réus da Ação Penal 470.
A coisa não pára por aí. O laudo 2424, que investiga a relação entre o fundo Visanet, funcionários do Banco do Brasil e as empresas de Marcos Valério, traz uma denúncia séria: o filho de Barbosa teria trabalhado numa empresa que recebeu milhões da DNA Propaganda. Barbosa manteve o laudo em sigilo absoluto, apesar do mesmo trazer documentos que poderiam provar a inocência de Pizzolato – e prejudicar toda a denúncia do mensalão.
E agora, uma outra novidade: desde 2008, Barbosa usufrui de uma bela sinecura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ): ganha sem trabalhar. O Estado do Rio já gastou mais de R$ 700 mil em salários para um cidadão que ganha muito bem no Supremo Tribunal Federal.
O Cafezinho, como de praxe, mata a cobra e mostra o pau. Estão aí os documentos que comprovam a situação de Barbosa. Ele deu aula na Uerj normalmente de 1998 a 2002. Em 2003, pede licença-prêmio e permanece até 2008 em licença não-remunerada. A partir desta data, porém, a vida sorri para Joaquim. Além do empregão no STF, da paixão súbita da mídia por sua pessoa, o reitor da UERJ lhe oferece uma invejável situação: passar a receber salários e benefícios mesmo sem dar aulas ou fazer pesquisas.
Consta ainda que Barbosa estaria brigando para receber reatroativamente pelos anos que permaneceu de licença não remunerada, de 2003 a 2008. Para quem acabou de receber R$ 580 mil em benefícios atrasados, não seria nada surpreendente se também conseguisse isso.
Ah, que vida boa!
Os meninos do Movimento Passe Livre estão certos: definitivamente, não são apenas 20 centavos!
Os documentos que comprovam a situação de Joaquim Barbosa:



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