quarta-feira, 19 de junho de 2013

Outras planícies: Na Espanha, queriam tudo, ficaram com nada!

Um dos casos mais emblemáticos e parecidos com os manifestos brasileiros é o espanhol. 

Salvaguardadas as distâncias de causas, uma vez que aquele país está soterrado, desde 2008, em um poço que não parece ter fundo, e o nosso está em situação diametralmente oposta, embora os sacripantas da mídia, e os calhordas da oposição anunciem uma inflação (em queda) como se fosse a mesma na qual deixaram o país em 2002 (o dobro acumulado em um mesmo período - 08 anos), temos entre o movimento espanhol e o brasileiro um forte traço comum, que poderá constituir-se em ameaça real, se os setores à esquerda não pararem de se auto-acusar e de se dividir: 

A ausência de uma direção política, um forte ranço anti-partidário, confundido erroneamente como repulsa ao sistema de representatividade.

Ora, como melhorar este sistema sem melhorar os partidos? E como melhorar estes partidos sem que estejam presentes? 
E mais: sequer esgotamos as possibilidades de construção de consensos e conflitos democráticos, haja vista que estamos há pouco mais de 20 anos neste caminho!

Pois bem, o resultado do caso espanhol já sabemos: Entregaram o país aos franquistas do PP, e agora amargam a dependência e a ingerência do FMI na gestão de seus destinos. E ao contrário do que pregavam os franco-fascistas do PP, nada mudou, quer dizer, mudou para pior!

Leia aqui a matéria do El País, e comprove a exigência da ortodoxia do FMI: 

A saída para diminuir o desemprego é a de sempre, ou seja, diminuir direitos! Retirar os recursos da economia e dos salários para pagamento de dívidas escabrosas. 
Alocar nos poucos recursos disponíveis na produção e na recuperação do investimento público, nem sonhar!

E de cócoras, o governo espanhol imagina fazer outro ajuste, além do que já foi feito, e que, paradoxalmente, só aumentou o desemprego, uma vez que os cortes inibem ainda mais a capacidade de recuperação econômica e a geração de empregos.

Mas a banca do FMI quer o sangue e as vísceras. Quer mão-de-obra mais e mais barata, para aumentar os níveis de concentração dos fluxos de capital!

É bom que os que estão exultantes com as manifestações e seu "frescor juvenil", não percam de vista que protestar contra tudo não faz desaparecer, como por encanto, os interesses de classe e os movimentos de reação as conquistas, ainda que tímidas, que já angariamos.

Coragem é o um tipo de medo bem dosado!

Ausência de medo é estupidez suicida!

A História está cheia de exemplos, só não enxerga quem não quer!


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