sábado, 22 de junho de 2013

O tempo não pára!

Para descontrair um pouco o clima, e responder ao meu caro e estimado amigo Marcos Pedlowski, O Terrível, que subestima a História e a conjuntura, quando desdenha dos perigos reais que sempre estão à nossa espreita, como fez aqui.

A postura da ultra-esquerda não se renova. Ela é como um relógio quebrado, que acerta  a hora duas vezes ao dia porque está parada.
Invariavelmente ela (as ultra-esquerda) potencializa (exagera) as possibilidades de mudanças estruturais, mesmo que a realidade não aponte um cenário favorável na correlação de forças, encurrala os governos progressistas, tanto como faz a direita, e acredita sempre estarmos prontos para o "grande salto", mas ignora (ou ironiza) as possibilidades de reação.
Na verdade, inexoravelmente, os dois extremos empurram-nos ao abismo.

Apropriada a tirinha do cartunista Angeli, com seus impagáveis 68 e Nanico:

2 comentários:

Anônimo disse...

Talvez o professor Pedlowski seja mesmo um relógio quebrado, embora isso não invalide as duas vezes do dia em que esta certo. Na minha visão, o texto dele que você disponibilizou o link, tem um pouco mais do que duas horas de acerto.

Quanto à possibilidade de golpe, acho pouco provável, embora o silêncio americano seja de se estranhar mesmo. Como aliás você mesmo já disse no blog.
As críticas do professor ao PT confunde-se com sua crítica ao governo, o que é uma das suas badaladas em hora errada.
Os questionamentos ao governo são pertinentes mas em se tratando de vida real a virada para a direita, a aproximação com a agenda do grande capital, são posições tomadas pela imposição da sociedade que espera exatamente isso do governo. A inflexão para a esquerda jamais será apoiada pela população que não se identifica com as premissas da ultra esquerda.
Contudo, isto não significa entregar nossas reservas às grandes irmãs que eu nunca sei quantas são realmente: oito, sete, cinco, sei lá. Talvez sejam uma só.
O governo tem, em nome de uma governabilidade e principalmente de olho na reeleição, capitulado em vários pontos que deveria enfrentar com mais rigor o grande capital. Embora tenhamos alguns avanços, não é hora de achar que já fizemos tudo...

douglas da mata disse...

O ponto essencial de seu comentário é:

Pedlowski, não por desconhecimento, mistura partido e governo para travar a luta política que lhe interessa, mas retira boa parte da coerência do que teria a propor como saída, uma vez que esta distorção compromete sua enorme e reconhecida capacidade de análise.

Eu não me eximo das culpas, e nem o PT deveria fazê-lo, em relação ao enfrentamento dos temas apontados por você, como símbolos de cessão exagerada de espaço pelo governo, que afinal, recua à medida que não conta (mas também pouco estimula) com o avanço das forças de esquerda dentro do PT e de outros setores da sociedade.

Uma correção ao seu comentário: Não houve entrega das reservas as quatro (são quatro) irmãs. É bom dar uma olhada nos vencedores dos leilões, e na natureza dos contratos ali celebrados, que mantém a Petrobrás como grande sócia da exploração dos campos menos estratégicos.

A esmagadora maioria das nossas reservas permanece sob controle estatal!

Um abraço.