sexta-feira, 21 de junho de 2013

O inverno chegou, 'tá na hora de acabar com a "invernada"!

Trago para o blog as preocupações que têm ocupado boa parte dos blogs progressistas. O que antes era encantamento, virou preocupação, e pode se tornar pânico.

Como disse Gil em sua música, A Novidade, o paradoxo está estendido, não só na areia da praia, mas nas calçadas na pauliceia agora literalmente desvairada.

Luiz Carlos Azenha é um dos jornalistas mais respeitados do nosso país, e equilibra com raro senso, sua militância e o trabalho em uma empresa de mídia corporativa, que como as outras, não hesita em sequestrar a informação em nome de seus interesses.

No seu blog, desde o início, acompanhei a evolução, e agora, a involução do "movimento". Todos sabem que desde o princípio, ao contrário do companheiro Roberto Moraes, e do Marcos Pedlowski, últimas ilhas de bom senso blogueiro nesta planície lamacenta, nunca acreditei que algo que nasce sem direção fosse chegar a um bom lugar.

Pela minha pouco e distorcida experiência de vida(como fui acusado aqui), sei que a úncia coisa espontânea que brota das multidões é a violência.
É a organização que modifica esta violência em força transformadora!

Aos ingênuos eu pergunto: Como separar vândalos de manifestantes se todos insistem em não se identificar?
Como fazer política de mudança sem partidos? A quem interessa estes movimentos?

Pelo que tenho lido e compartilhado por aí, acho que chegou a hora da Dilma dar um basta! Quem quiser negociação, se apresente e reivindique a liderança. O resto, é prisão e processo!

Eu não tenho dúvida, nem medo dos rótulos que possam tentar me impingir: O Estado de Direito e a Democracia, mesmo com todos os defeitos são a melhor coisa para se viver. E estes disponibilizam os meios para sua defesa, inclusive, com uso da força, se necessária!

A meu modo, não hesitarei nenhum segundo de fazer o que for preciso, se for chamado, para a defesa do que conquistamos e avançamos até aqui!

Allende 73, ou jango 64 não se repetirá, não no que depender de mim!

Leiam o que Azenha relatou da passeata de ontem em SP:

Na Paulista: Defensores da “democracia sem partidos” atacam militantes de esquerda e queimam bandeiras vermelhas

publicado em 20 de junho de 2013 às 22:48

por Luiz Carlos Azenha
Os militantes de partidos de esquerda que foram à avenida Paulista nesta quarta-feira — e se identificaram com suas bandeiras — foram seguidos continuamente por um grupo considerável de manifestantes aos gritos de “sem partido”. Houve empurra-empurra, troca de insultos, agressões físicas e a tomada de bandeiras vermelhas, que eram em seguida queimadas. Isso aconteceu até mesmo com bandeiras do PSTU, cujos militantes gritavam palavras de ordem contra o governo Dilma durante a passeata.
Desta feita o formato da celebração organizada pelo Movimento Passe Livre foi distinto. Os integrantes do MPL vieram na frente, seguidos dentro do mesmo cordão de isolamento por gente do PSTU, PCO, PCdoB e PSOL (não necessariamente nesta ordem). O último grupo misturava militantes dos movimentos sociais — como UNE e MST — a petistas com meia dúzia de bandeiras do partido. Um cordão de isolamento fechava a passeata e ficou todo o trajeto exposto a xingamentos e tentativas de agressão.

Quem atacava era um grupo razoavelmente organizado. Tentativas de identificá-los foram inúteis. Todos se diziam apenas “apartidários”. Além de “fora PT, leva a Dilma com você”, gritavam também “o povo, unido, não precisa de partido”. Houve vários bate-bocas ao longo do trajeto. Em resposta aos gritos de “sem partido”, militantes de esquerda gritavam “sem censura, acabou a ditadura”. A tensão na manifestação durou enquanto os vermelhos desfilavam com suas faixas, bandeiras e cartazes (os do PSOL, amarelos).
O risco de violência física fez com que boa parte deles se dispersasse bem antes de atingir o prédio da TV Gazeta — partiram da esquina da Paulista com a Consolação.
Outra vez a manifestação teve de tudo: protestos contra a Copa, a PEC 37 e o deputado Feliciano. Jovens de classe média eram majoritários. Havia skatistas, punks e estudantes de ensino médio, misturados a anarquistas e gente que aparentava ser neonazista. Notei várias pessoas que pareciam policiais à paisana. A Polícia Militar acompanhou desarmada, à distância.

Os únicos militantes que levaram faixas contra o governador tucano Geraldo Alckmin, que desatou a repressão sem precedentes contra o Movimento Passe Livre, estavam dentro da passeata de esquerda.
A certa altura, duas passeatas corriam paralelas: numa pista, os militantes de esquerda; na outra, os de direita, que se agacharam e começaram a gritar “fica em pé turma da corrupção”, ou algo assim.
Veja:

Testemunhei várias situações em que militantes de esquerda argumentavam e discutiam com os de direita, sem agressões. Os primeiros eram acusados de “oportunismo”. Respondiam gritando “fascismo”, relembrando que Mussolini também governou sem partidos.
Todos os militantes de esquerda com os quais conversei se mostravam preocupados. Um deles, chorava.
Aparentemente, no vácuo da desorganização da militância que se deu paulatinamente depois da chegada do PT ao poder, a direita brasileira construiu um quadro razoável de ativistas organizados. Hoje eles carregavam cartazes: “Dilma vaca”, dizia um; “Goleiro Bruno, fica com a Dilma e deixa o resto com o Macarrão”, dizia outro.
Igor Fellipe, integrante do MST, acompanhou tudo de perto: “O grupo que agrediu o bloco de movimentos sociais, organizações políticas, movimento estudantil, sindicalistas e os partidos era de encapuzados, muitos bombados, parte deles deve ter sido paga e outra parte caiu nessa onda conservadora de agredir”.
“O mais assustador é que a violência começou com foco no PT, mas quando a militância petista se dispersou entre os outros partidos, as agressões se voltaram contra toda a esquerda, do PSTU ao PSOL, do PCdoB ao PCO”, continua.

“Ou seja, é um sentimento antidemocrático contra qualquer organização política”, diz Igor. “O que foi impressionante é que todos fomos agredidos juntos. A esquerda se uniu sob o cacete da direita”, continuou.
O nível de agressividade contra o PT em particular e as bandeiras vermelhas em geral era organizado. “Foi orquestrado para fazer com que essa nova classe média se revolte contra os partidos”, concluiu Igor.
Tirando esta polarização mais aguda e localizada, a manifestação foi bastante tranquila e com muitos pedidos de “sem violência”, assim que se armava alguma confusão.
Porém, a repulsa aos partidos teve cenas preocupantes. Várias bandeiras e faixas vermelhas foram “capturadas” por incursões no meio da passeata de militantes de esquerda. Numa delas deu para ver claramente a estrela do PT. Em seguida, eram queimadas diante de fotógrafos e cinegrafistas. Assisti a algumas incursões, de longe. Depois de uma delas, no meio da confusão, notei que meia dúzia de militantes levantou seguidamente o braço direito e gritou três vezes “sieg heil”.

3 comentários:

Anônimo disse...

Os manifestantes não são apartidários, o partido deles ainda está em processo de criação, a REDE da Marina.

Anônimo disse...

Vá pra onde está sua líder, dono de merda nenhuma!

douglas da mata disse...

O comentário das 20:48 foi publicado por interesse "científico":

É uma forma de vida inferior tentando se comunicar.

Vejam(leiam)como é incapaz de dotar as palavras de algum sentido, e observem o tom primitivo que imprime a sua parca cognição da realidade.

Algo como o elo perdido, neste caso, um cyber-nenderthalis extremus direitus.