sexta-feira, 28 de junho de 2013

Nosso Führer Macunaíma! Heil, ôxente!




Ninguém encarna melhor estes tempos de juristocracia que o presidente do stf. 

Não por acaso, é o preferido da classe mé(r)dia, das elites, e dos verdugos da nossa imprensa colonista empresarial para surfar a onda neofascista que ruge das ruas.

Nosso Führer Macunaíma, é um ditador cujo caráter se amolda a ocasião, com raro senso de oportunismo.

Ora, como todo moralista, pratica a hipocrisia, esporte preferência nacional, embora por sua natureza indizível e ambígua, os hipócritas praticantes permitam que outras modalidades pareçam as campeãs de nossa predileção.

Cuidado com o dinheiro público, rigor extremo com os corruptos? 
Pois bem, está lá o nosso herói da capa e da pele negra, nosso "mito da superação pelo próprio esforço", e não pela "ajuda" cotista, ou "esmola de alguma bolsa governamental". Implacável com os corruptos!

Mas o que dizer quando é no seu quintal que deveria sair o exemplo? 
Bom, aí a máscara derrete-se sobre a toga, e sabemos que o ilustre senhor juiz supremo viaja nas férias (ou licença médica) com o dinheiro da viúva, e acompanhado da "ilustre primeira-dama na monarquia jurídica suprema", tudo por conta do contribuinte, aquele o meritíssimo vingador diz defender com seus chiliques e verborragias.

No campo das obras descartáveis ou desnecessárias, temos o nababesco banheiro de Vossa Santidade no gabinete da presidência da Corte do Rei dos Juízes.

Os seus vassalos chegaram até ao supremo absurdo de enxergar racismo na reclamação.

Ora bolas, para cagar não precisa de um banheiro ao preço de um pequeno apartamento, seja a bunda preta ou branca!

Mas Nossa Liderança Inquestionável seguiu em frente...inquestionável.

Quando instado a acabar com o absurdo de empresas e bancas de advogados "patrocinarem" eventos das associações e da própria magistratura, em flagrante conflito de interesses (para ser mais ameno possível com tal aberração), Vossa Excelência, como presidente do CNJ diz: "Pode, mais só em 30%". 
Algo como 30% grávidas, 30% de conflito de interesse, 30% de suspeição...Mais ou menos como aquela história de "vou colocar só a cabecinha, 30%".

Depois, soubemos, não pela mídia, é claro, que o stf levou jornalista das empresas globo a um evento internacional, senão me engano na Costa Rica, onde nosso líder e guia da probidade, desde que seja para os outros, faria palestra e participaria de evento que enalteceria seu curriculum.

Hoje mesmo, a coerência do juízo de valores do incansável e onipresente centurião da moral e dos bons costumes dá-nos mais uma surpresa:

Há algum tempo, quando da sentença dos réus da ação 470, grave crise institucional foi invocada pelo inquieto justiceiro supremo, pois alegava que um dos efeitos imediatos da decisão seria a imediata perda de mandato dos apenados parlamentares, em afronta clara ao que diz o artigo 55, º 2º.

A mídia calhorda, sempre a postos para amplificar e espalhar as "bulas" de Sua Santidade Jurídica, em meio a esta cruzada anti-política sem precedentes na História recente deste país, embarcou, e foram chamados "os especialistas de sempre", "os editorialistas de sempre", enfim, os "criseólogos de sempre", todos em uníssono para dizerem: "condenados estão, sem mandatos devem de imediato ficar".

A ameaça de ruptura irreversível rondou a República com ares de apocalipse!

Pois bem...pois bem...pois bem...No caso da condenação do deputado federal de Rondônia, eis que o rito da cassação de seu mandato segue, rigorosamente o que prevê o texto constitucional. Ao contrário do que pregaram a insistência os devotos do São Joaquim.

Oh! Santo espanto, Batman!

E o que disse nosso Imperador de Todos os Mistérios Constitucionais? Nada!

E sua claque de bobos(que de bobos não têm nada) da sua corte? Nada!

O deputado receberá a notificação da abertura de processo de sua cassação, dentro dos ritos regimentais já previstos (cinco sessões), poderá apresentar sua ampla defesa, e poderá, OU NÃO, perder o mandato.

Não se houve nenhum sussurro em contrário! Por que será?

Cada vez que vivo, percebo, está cada vez mais difícil viver neste país...

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