sábado, 8 de junho de 2013

Mídia e sua derrocada: de quarto poder a donas xepas e quengas editoriais!


Não há nada de ilegítimo em amplificar as críticas a qualquer governo como instrumento de luta pelo poder, ou seja, é próprio da oposição e setores a ela ligados, quer seja na academia, quer seja na mídia, desancarem tudo o que o governo faz.

O mau caratismo, a cretinice, a empulhação não residem aí, mas na tentativa de contrabando desta luta política sob o viés da informação de interesse público, isto é, vender opinião como notícia!

É isto que tem retirado, dia a dia, a credibilidade de TODOS os órgãos de mídia corporativa do país, quer seja no planalto, quer seja na planície.

Paradoxalmente, um curioso cenário se estabelece: sem credibilidade, aumentam as crises financeiras, com o êxodo dos leitores e espectadores.
O jn, outrora "campeão" da globo, ostenta 1/3 da audiência de 1989, ano que "elegeu" um presidente, por exemplo.
O que empurra tais conglomerados às verbas públicas de propaganda. Um caso típico de esquizofrenia: Os barões da mídia amam odiar os governos que os sustentam!

São como prostitutas que maldizem seus clientes em público. 

A mídia falando de "pibinho" é, mais ou menos, como uma puta desancando os pequenos dotes de alguém que lhe pagou para ter sexo!

A população, que não é tola, dá a estes veículos o tamanho que realmente têm, filtram o que é possível ser aproveitado, e desprezam os juízos políticos, sendo certo afirmar que a mídia hoje, que já elegeu presidentes, hoje não consiga eleger, de forma direta, um vereador de alguma capital importante!

Vejam o caso recente do tomate, da inflação, a chantagem dos juros, enfim, de todo cenário macroeconômico.

É evidente que a situação econômica de NENHUM país, em um mundo tão interconectado, esteja à salvo de solavancos, mas ainda assim é bom lembrar as viúvas de ffhhccc:

Nossa inflação acumulada desde 2003 (11 anos) é a metade do ciclo anterior (94-2002), em oito anos, isto é, se comparadas e equiparadas, a taxa fica menos da metade.

Nossa média de desenvolvimento do PIB é quase o dobro.

Todos os indicadores da economia, como emprego, renda média sobre PIB, dívida pública (de 55% para 34%) sobre o PIB, salários, etc, são muito superiores a qualquer período de comparação anterior.

Junte tudo isto ao fato de que, desde 2008, a economia mundial está atolada na maior crise estrutural desde 1929, quer dizer, manter o país dentro destes bons índices, ainda que com alguns problemas graves (como o déficit de contas correntes), com algum crescimento, dentro da absoluta normalidade democrática, ao contrário da ditadura chinesa e da semi-democracia russa, ou diferente da Índia, um país com sérios problemas de segregação social (países que são usados, erradamente, como comparativos), já seria motivo de comemoração e júbilo.

Menos para a mídia, claro!

Ao lermos jornais, revistas, ou assistirmos pela TV, as "análises" dos "especialistas sob encomenda", temos a impressão do caos!

É por isto que a caravana da população segue esmagando os tomates, e os cães da mídia ladram.

Mas como eu já ouvi por aí: "não incomodemos nossos adversários idiotas enquanto se atrapalham".

4 comentários:

Anônimo disse...

O melancólico final da Newsweek e a morte das revistas semanais de informação



Nada mostra tão bem o declínio das revistas semanais quanto a agonia da Newsweek, que durante décadas foi a influente e admirada número dois do mundo, com uma circulação de 3 milhões de exemplares.

Na redação da Veja, nos anos 1980, a Newsweek e a líder Time eram acompanhadas com rigor e com devoção pelos jornalistas, incluído eu em meu começo de carreira.

Nesta semana, soube-se que, mais uma vez, ela está à venda. Só que ninguém quer comprar os restos mortais.

A Newsweek foi virando pó com a ascensão da internet. Foi perdendo leitores, anunciantes, repercussão e, finalmente, razão de ser.

Muchuango. disse...

Ao "barões" da mídia:
Vendendop já a perda será menor, seus ativos... Já são passivos, rs! Acabou a mamata!

Anônimo disse...

Porque o PT divulga tão pouco estes números?

douglas da mata disse...

Boa pergunta! Eu também me pergunto o mesmo.