domingo, 9 de junho de 2013

Democracia: A melhor vacina contra o câncer da mídia!


Não é novidade para ninguém que a mídia corporativa nacional, e todos os seus maiores grupos nacionais e os regionais, sem nenhuma exceção, foram cevados pelo dinheiro público que jorrava, para abafar os gritos dos brasileiros torturados, dos porões da ditadura.

É chover no molhado lembrar as manobras do grupo globo, e sua enorme rede de afiliadas ao redor do país, a militância orgânica do grupo folha, que deu não seu apenas apoio ideológico, mas cedeu veículos, e contou com a presença do seu diretor-presidente na sede do DEOPS, endereço dos suplícios paulistas, personificados na figura do delegado fleury.

Se por acaso alguém disser que a tinta dos jornais, e as cores das revistas e TV, tinha o sangue dos opositores do regime assassinados pelos agentes da ditadura, não será exagero.

O conluio da mídia corporativa com o poder econômico, que naquela época convergia com o poder político, é antiga, e nas mais remotas regiões do país, como nossa planície, estas relações se reproduziam em laços de promiscuidade com acertos coronelísticos locais, e iam se entrelaçando em sinergia monolítica.

Foi assim que grupos de mídia locais se juntaram ao esforço da ditadura a promover uma espécie de "transição" que garantisse ao establishment a preservação de seus privilégios, enquanto os os vermes militares se recolhiam, após terem feito o trabalho sujo em nome da elite nacional desde 64: Frear qualquer possibilidade que as urnas consagrassem projetos de desenvolvimento nacional autônomo, e desvinculado dos mandos e desmandos da Casa Branca Grande!

Uns ganharam concessões de TV, via o sacripanta do mário andreazza, outros ganharam jornais e rádios!

Tudo como recompensa da bajulação dos poderosos, e da fidelidade ideológica aos comandos de Washington!

É em nome desta submissão aos interesses do Grande Irmão do Norte, que nos vigia, para "nossa" segurança,  e que premia seus prepostos (lacaios) locais com parte da riqueza concentrada e subtraída da nossa população, que a mídia local e nacional anda tão alvoroçada.

Tolos, pobres tolos.

Não têm qualquer projeto para o país, representam o atraso, o fracasso das políticas públicas sociais, e pior, sequer podem dizer que geriram melhor o seu maior fetiche: a economia.

Como sabemos, qualquer comparação dos números e dados da inflação, empregos, PIB, endividamento, distribuição de renda, investimento estrangeiro direto (IED), câmbio, reservas, etc, não  revelará aos demotucanopatas, e a sua entourage midiática, qualquer ponto favorável.

Por isto eles seguem a dizer que uma inflação, que acumulada em 10 ANOS, que é a metade daquela que seus sócios demotucanalhas produziram em 08 ANOS, é algo fora de controle.

Em 2002, o governo Lula recebeu este país em frangalhos, com dólar a 3.97 reais, 17 bilhões de dólares de reservas apenas, pendurado em uma esmola de U$ 40 bi no FMI, com desemprego de 13%, inflação e juros de dois dígitos, e mesmo estes dementes querem convencer o país de que tudo está pior agora do que esteve antes.

Se a crise de 2008 (que perdura até hoje) nos encontrasse como estávamos na época de ffhhcc, com certeza seríamos algo como um grande Porto Rico, ou seja, teríamos entregue o país de vez aos "homens lá de cima".

Aliás, antigo desejo do pessoal da casa grande daqui.

Quando leio, ouço e vejo as quadrilhas de mídia falando de inflação e economia, eu me recordo das várias pessoas que morreram intoxicadas pela overdose de vacina contra febre amarela, depois de semanas de intoxicação informativa promovida pelos assassinos da mídia, que buscavam alguma tragédia sanitária para colar no governo!

FATO GRAVE E IMPUNE: VÁRIAS PESSOAS MORRERAM PORQUE ACREDITARAM QUE ESTÁVAMOS À BEIRA DE UMA PANDEMIA DE FEBRE AMARELA, E SE VACINARAM DUAS OU MAIS VEZES!

Sabemos que boa parte da gestão de economia é influenciada pela disseminação de expectativas e informações. 

Após semanas e semanas de infestação do pânico, é bem possível que boa parte dos reajustes de preços tenham como motivação a ação criminosa dos agentes de mídia, que servem, é claro, as apostas de especuladores que lucram com grandes oscilações e intervenções bruscas dos governos!

É assim que eles vão matando, literalmente e metaforicamente, a população e os interesses da maioria!

Mas a democracia possibilitada pelas diversas formas de contestação na comunicação social ainda permite que nos vacinemos contra este enorme câncer chamado mídia nacional.

Pensando bem...o câncer não é boa metáfora, porque este, de alguma forma evolui, enquanto a mídia...



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