domingo, 16 de junho de 2013

A raposa e as uvas: O descompromisso militante!


Um bom debate sempre é necessário.

Como resposta a meu post (aqui) sobre os que se auto-denominam ultra-esquerda, o professor Marcos Pedlowski editou outro, que você pode ler aqui.

O professor sabe, mas esconde, que uma das características humanas, que inclusive dá causa as ciências sociais onde milita com raro valor, é a comparação e mais, a busca por legitimidade.

Claro que do ponto de vista da necessidade do PT aprimorar seus caminhos, pouco ou nada serve comparar-se aos erros alheios. Isto é óbvio. O PT é o PT, e os outros são os outros.

Mas dentro do espectro da luta política e das críticas que buscam demarcar campos políticos distintos,  onde precisamos dizer as pessoas o que julgamos melhor, e o que julgamos pior, inclusive para arregimentar aliados, manda a boa coerência que só critiquemos aquilo que não praticamos.

Logo, se o texto do professor (aqui) que deu causa a esta discussão, foi respondido por nós, tendo como referência a ultra-esquerda, é porque este setor incoerente (a ultra-esquerda) é que se apresenta como o símbolo do resgate daquilo que o PT foi um dia, como se fosse possível disputar  a hegemonia mantendo-se como um reduto de palavras de ordens descoladas da realidade, mas que na verdade, acaba funcionando como contra-peso político utilizado pelas elites para atacar o governo que tem muitos erros, mas que representa avanço real para uma significativa parcela da população que até 2002, só fazia parte do país como estatística, aliás, tristes estatísticas...

Daí que a referência ao psol (e outros) é um óbvio chamado a coerência, mesmo daqueles que se escondem no comodismo apartidário, ou que padecem da síndrome da raposa e as uvas, que eu nem preciso explicar, porque todo mundo já conhece.

No caso do professor, sobre suas opções políticas que não sou tolo de questionar, cabe a estranha teoria da aparência: é apartidário, mas vocaliza as bandeiras do psol, participa dos eventos do psol,  debate com próceres do psol, conhece os movimentos internos do psol, enfim, tem cara, jeito, e trejeito de psol, e por que se nega a ser identificado por esta aparência que cultiva?

Por mais que diga que não, o professor vocaliza em sua mimetização da mídia PIG em relação a Zé Dirceu, o mesmo ranço pissolista e da ultra-esquerda que ele diz não ser filiado. Parece que as aparências, neste caso, não enganam.

Afinal, eu pergunto: Se não tivesse feito sua inflexão em 2002, e se colocado como uma alternativa de poder menos assustadora para a maioria da população, o PT "puro" continuaria com  seus 30 milhões de votos da classe média urbana, limitado ao papel de UDN de macacão (como bem apelidou Brizola), e como ficaria o resto da população que não confiava no partido e em seu líder?

Estaria "contribuindo", como todos os setores da ultra-esquerda para a melhora das condições gerais de vida da população mais carente? Contribuindo como? 

Unindo-se ao PIG e a direita para tornar mais difícil o trabalho do PT e do governo?

Aí eu digo que prefiro os demotucanopatas, pelo menos são mais sinceros.


Mas salve a Democracia, e até o descompromisso militante.

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