domingo, 16 de junho de 2013

A esquerda que a direita ama!

Tenho um sem número de concordâncias com o professor Marcos Pedlowski, mas como é normal em ambientes democráticos, temos outro tanto de discordância.

É fato que em algum tempo da História, partidos denominados de extrema esquerda, têm o condão de funcionar como grilos falantes do establishment político, principalmente junto às denominações de esquerda tradicional, que chegam aos governos dos mais diversos países.

Mas como sabemos, este movimento político é limitado, porque não consegue responder as demandas que a realidade impõe.

No Brasil, a ultra-esquerda, aqui identificada, mais ou menos, em siglas nanicas como psol, pstu, pco e pcb, com pouquíssima densidade eleitoral, e com raras inserções nos movimentos civis organizados, renunciaram de vez a exercerem o saudável contra-ponto anti-capitalista, onde aguçavam a luta por bandeiras caras aos segmentos mais explorados e marginalizados da sociedade.

Com raras exceções, este setor hoje, por onde quer que se olhe, foi incorporado pelos setores conservadores da sociedade, ironicamente, a mídia corporativa e o grande capital, para darem vazão, como bonecos de ventríloquo, a cantilena anti-petista e anti-governo.

E para isto, não poupam esforços em se (auto)desmoralizarem-se.

Criticam o leque de alianças do PT? Pois bem, na primeira oportunidade que foi chamado a concorrer com chances de vencer em uma capital, Macapá, o psol se aliou ao DEMOS.

Luta política no Congresso e no Senado? Está o psol aliado ao que de mais conservador existe por ali, desde álvaro dias, passando pelo pulha do simon, e do pedro taques.

Não satisfeito, juntou-se o psol ao prócer tucano para atacar os setores mais progressistas da blogosfera, para cobrar-lhes as origens de um suposto "financiamento" governista em troca de apoio. Um delírio prontamente reverberado pelas milícias sociais do feicebuquistão.

Por último, foi o senador randolfe, o peter pan do senado, com aquela vozinha de criança mimada, que foi até gilmar "dantas" mendes, solidarizar-se com o capo do stf, pela ingerência autoritária daquele tribunal de exceção no processo legislativo sobre a nova lei dos partidos, tempo de TV e recursos.

Mas este procedimento dúbio da ultra-esquerda não é só aqui. Na Itália, o grupo do Beppe Grillo, o Movimento 5 Estrelas, um monstrengo meio cansei, meio anarco-punk, com identificação de extrema esquerda clara, levou o país ao caos institucional, só recentemente solucionado.

Lá na terra da bota, pelo menos, a palhaçada é literal, sendo seu líder Beppe Grillo, um palhaço de profissão.

Aqui, como sempre, nossos comediantes do psol, pstu, pco e pcb estão enrustidos.

O texto do Marcos Pedlowski sobre o assunto você pode ler aqui.

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