domingo, 5 de maio de 2013

Seedorf e Rogério Ceni: magnífica e tragicamente humanos!

Há dias atrás, escrevi um texto sobre o jogador botafoguense Seedorf, por ocasião do triste episódio que protagonizou em um jogo do segundo turno do Campeonato Fluminense, quando tentou dar uma "carteirada" no árbitro.

Para quem quiser ler, é só clicar aqui.

Hoje, na final do segundo turno, em um jogo de baixíssimo nível técnico de ambos os lados, novamente o holandês deu para o gasto. 

Em terra de cego, Seedorf emerge como rei.

O comentarista e "maestro" Júnior chamou-nos atenção para um fato. 

Desde alguns anos, com o fortalecimento de nossa moeda, e as contratações de jogadores, ainda que em fim de carreira, ou despontando, seja lá como for, são estes jogadores "importados" que estão sempre entre os melhores dos campeonatos.

Ele mesmo, Júnior, jogou dez mil vezes mais que Seedorf, mas quando isto era quase-obrigação para envergar camisas de times como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, e até os menores, como Bangu, Olaria, ou Americano, Goytacaz, etc.

Em minha rasa opinião, Seedorf não teria vaga no Flamengo de 80, ou de 92. 

Na máquina tricolor de 84? Nem no banco! 

E no Vasco de Dinamite & Cia? Talvez entre os 22. 

No São Paulo de Raí, Silas, Müller, etc? No Inter de Falcão? No Corinthians do Doutor Sócrates? De jeito algum!

Não deixa de ser deprimente para uma fábrica de jogadores como é o nosso caso. Mandamos meninos  de 11, 12 anos para as melhores escolas europeias, que hoje nos superam em muito, enquanto praticamos um futebol de 18 ou 19 ª categoria.

Mas eixo central deste texto não é esta constatação trágica. 

Novamente, o traço de humanidade se manifesta sobre os semi-deuses da bola: Seedorf, quando substituído, saiu de campo ovacionado, e sequer fez menção em retardar o jogo, embora também estivesse vencendo, e um título estivesse em disputa.

Magnífica e humanamente, aprendeu com a cagada que fez, e saiu de cabeça erguida, sob uma chuva de merecidos aplausos.

Aprendeu com seu erros!

Já Rogério Ceni deu mais uma demonstração que seu ego não cabe embaixo das traves, dentro das quatro linhas, e quiçá, nem neste planeta.

Como os tucanos de SP, Ceni se imagina o eleito preterido, aquele de deveria ter sido o goleiro 01 da seleção, mas nunca foi.

E seguiu dando demonstrações perenes de seu caráter personalista, que faz sombra até aos números assombrosos de sua carreira como goleiro.

Dono da camisa 01 do São Paulo há 22 anos, tanto que até lhe é permitido, por mais absurdo que pareça, estilizar e colocar o número com grafia distinta, 01(Alguém já imaginou 02, 03, etc?), e com representação de seu autógrafo, em flagrante pessoalização de um item coletivo do jogo(que é coletivo), ou seja, o uniforme, Ceni deu-nos esta tarde, uma demonstração de não respeitar nada além de si mesmo, e neste caso grotesco, nem a si mesmo respeitou.

Na cobrança de pênaltis que decidiria com o Corinthians Paulista a vaga na final do Campeonato Paulista, Ceni adiantou-se uns três metros, e defendeu o pênalti.

Tudo bem, é o chamado jogou o barro na parede, mas este não colou. E Ceni, ao invés de voltar para sua meta, e esperar nova cobrança, desandou a reclamar, e insuflar os ânimos contra a arbitragem, e tentar desestabilizar o cobrador, neste caso Alexandre Pato, que repetiu e marcou.

O gesto de Ceni deflagrou um assédio dos incompetentes tricolores, que quase agrediram o árbitro. Ceni, de longe, como convém aos covardes, esperou o tumulto de dissipar, e foi até o árbitro lhe entregar a bola em claro gesto de provocação final.

Enfim, tragicamente humano, desnecessariamente, mas previsivelmente babaca.

Nunca aprenderá com os seus erros.

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