sexta-feira, 3 de maio de 2013

Outras remotas planícies!

O caldeirão paquistanês.

Foi morto com vários tiros, na última sexta-feira, Chaudhry Zulfiqar Ali, promotor público paquistanês encarregado da acusação no caso da morte da ex-primeira ministra Benazir Bhutto, também morta à tiros em 2007.

Para quem não se lembra, Benazir era ex-primeira ministra, candidata favorita ao posto de chefe de governo, quando foi morta.

O promotor foi morto por atiradores enquanto se dirigia a audiência do caso. 

No atentando, que aconteceu à luz do dia em um bairro de classe média da capital Islamabad, seu guarda-costas ficou ferido e uma mulher morreu atropelada pelo carro descontrolado de Zulfiqar Ali.

O repórter da Al Jazeera no Paquistão informou que o promotor tinha solicitado reforço na segurança, por causa dos vários figurões envolvidos, mas não foi atendido.

Entre os envolvidos, o ex-presidente e ex-chefe das forças armadas, Pervez Musharraf está desde terça-feira sob prisão domiciliar por seu envolvimento no caso, pelo prazo de duas semanas.

Na época, o ex-líder militar do país tentou culpar o Talibã, que negou qualquer envolvimento com o caso. 

A ONU afirmou, em 2010, que se não agiu diretamente, o governo Musharraf teria se omitido e facilitado o assassinato.





O diabo veste Prada!

Mais de 500 corpos já foram encontrados sob os escombros da fábrica de roupas que funcionava em Bangladesh, à serviço das marcas famosas europeias e de outros países.

09 pessoas foram presas, dentre eles o engenheiro, Abdur Razzak, que alertou sobre os riscos de colapso das estruturas, mas mesmo assim funcionou junto ao proprietário na construção de outros três pavimentos, de acordo com a rede Al Jazeera.

Ainda assim, Abul Maal Abdul Muhith, Ministro das Finanças de Bangladesh, disse que trata-se de um caso isolado, e que não acredita em retaliações ou sanções dos países estrangeiros por causa do incidente.

Claro que não! Afinal, de quem valem vidas e corpos? O importante não são a aparência e os negócios?

A população local pressiona as autoridades, e há dezenas de desaparecidos, e suas famílias fazem uma romaria a Savar, a 30 km de Dhaka, para buscarem os corpos e/ou informações destes desaparecidos. 

Em meio a troca de acusações, e tentativas de desprezar o tamanho da tragédia, estão intactas as relações econômicas que provocaram tal tragédia: a exploração da mão-de-obra ultra barata em países como Blangadesh, em condições degradantes, e por vezes, análogas à escravidão.

Não é preciso ir para lá de Bagdá, basta ir a São Paulo e procurar um pouco pelo bolivianos.

Mas ao contrário do outro produto trazido de lá, a cocaína, a mão-de-obra escrava parece não interessar as autoridades!

Afinal, por que incomodar a madame da Oscar Freire com problemas de consciência em comprar roupar tingidas com sangue e suor escravos?
  

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