quarta-feira, 22 de maio de 2013

Outras planícies!

A paella da barbárie.

A despeito de provocar, sistematicamente, a concentração de riquezas e a desigualdade, que empurram legiões de pessoas a se movimentarem pelo mundo, em busca de sobrevivência, fugindo da fome e guerras em seus países de origem, o sistema capitalista, e os governos a seu serviço, continuam a fingir que podem lidar com a situação com campos de refugiados e polícia de fronteiras, muros, aduanas, e outras regras de exclusão.

É um estranho paradoxo, onde apregoam um mundo de riquezas globalizadas (na verdade, 500 empresas controlam 80% da riqueza mundial), sem fronteiras, sem limites para os fluxos de capitais, mas que deseja reter o pobreza em regiões isoladas por atos de força.

O resultado, sabemos todos, é a explosão de ódios seculares, disputas e xenofobia.

Alpha Pam era senegalês, 28 anos, e morreu na região espanhola de Baleares, de tuberculose, sem atendimento médico, haja vista que não possuía a tarjeta sanitaria. 

Esta tarjeta é condição para ser atendido no sistema público. Uma maravilha este mundo europeu, não?

Foi-lhe exigido então que pagasse pela radiografia que salvaria sua vida, mas como não pode fazê-lo, morreu como tantos outros imigrantes ilegais.

Claro que as autoridades espanholas, quando confrontadas, não com o fato, mas com a repercussão, apressaram-se em demitir um diretor do Hospital, Fernando Navarro.

Mas por que foi demitido, se apenas cumpria as regras?

Há se perguntar: Que merda de mundo é este onde se nega atendimento médico a alguém porque não fala sua língua ou tem origem diferente?

Resposta: este é o "maravilhoso" mundo da "eficiência capitalista".

Leia a matéria completa no El País.




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