quarta-feira, 1 de maio de 2013

Os trabalhadores e suas lutas estão sem partido!

No dia do trabalhador, imaginei que dentro do contexto atual, tanto por aqui no Brasil, onde o judiciário ataca as instituições e outros entes do Estado, como o legislativo e o executivo, e tanto lá fora, quando a mera troca de governantes, através de eleições (cada país com seu modelo), não tem significado alternância de poder, natureza primeira da Democracia, fosse de bom alvitre refletir sobre esta aparente crise nos sistemas políticos, a partir daquilo que lhes é essencial: os partidos políticos.

No dia do trabalhador, e estando no Brasil, nada melhor do falar do Partido dos Trabalhadores.

Não é coincidência que a Itália tenha enormes dificuldades para sair do atoleiro sócio-político-econômico em que se encontra, que Grécia afunde, ou que os EEUU pareçam dar voltas em torno de seu enorme rabo, onde um presidente não consegue aprovar um mísera lei de controle de armas ou fechar(como ele diz querer) uma masmorra medieval em pleno século XXI.

Também não é por acaso que a corte suprema do nosso país tenha se imiscuído em vários temas da alçada do Legislativo, e como dissemos, dos partidos políticos, e tenha avançado da sua função constitucional de guarda da Carta Magna, a uma ação notoriamente de promulgar leis através de súmulas!

Paradoxalmente, os trabalhadores brasileiros têm todos os motivos para comemorações, onde o desemprego está em níveis jamais vistos, e o poder de compra dos salários oferece uma inédita alteração nos nossos níveis de desigualdade social.

Mas isto não é tudo, se considerarmos que todas estas conquistas se deram em esfera de governo, como decisões de uma ampla coalizão de forças, na maioria das vezes contraditórias, que provocam enorme dissenso quando se movimentam para subtrair outros avanços, como é o caso da bancada evangélica. 

Ou seja: parecem sempre estar por um fio, embora o governo conte com ampla aceitação, enorme capital eleitoral e base majoritária. 

Temos a impressão (correta) permanente de que a agenda dos perdedores tenta se impor pela força, quando não tem mais forças para se impor pelo voto.

E é neste ponto que os trabalhadores carecem de seu partido para ampliar o debate pelo corte de classe a qual pertencem, e uma vez solidificado a agenda deste estrato social, colocariam-na sob debate com as outras facções políticas do conjunto da sociedade.

Claro que este processo de esvaziamento do Partido dos Trabalhadores não é casual, e já conversamos sobre isto aqui.

Ele é fruto, em linhas gerais, do esforço do partido em compor o eixo central de governo, mas também é resultado do processo de esvaziamento intencional que as forças convencionais e conservadoras promoveram do conjunto de partidos nacionais, como forma de enfraquecer a enorme estrutura orgânica montada pelo PT, e que começaria a governar em breve, como se deu em 2002.

A judicialização, a imposição de toda sorte de restrições, criminalização de conflitos de natureza política, afastou ainda mais o contingente de militantes, cuja relação com os partidos passou por uma enorme transformação em tempos de predomínio neoliberal.
O primeiro efeito de tal consenso patrocinado por mídia e conservadores foi o esfarelamento e desinstitucionalização do Estado, de direitos e garantias, dos partidos, e da política, mas além de tudo, da vida em coletividade, transformados que fomos em seres individualistas e fanáticos pela ideia de que as saídas coletivas estariam obsoletas.

Diria que o neoliberalismo remete nosso instinto de sobrevivência a crença cega de que só há chance de vencer sozinho, quando na verdade, as saídas solitárias desagregam aquilo que nos protege (os grupos) e nos expõem a mais perigo.

É verdade que os líderes partidários não souberam (e/ou não quiseram) enxergar esta ameaça, e  com este ato de covardia, abdicaram desta liderança. Porém, temos enorme parcela de culpa.

Os últimos eventos revelam o quanto é necessário, e o quanto está em risco, caso os partidos e suas lideranças não revertam este processo.

Em Campos dos Goytacazes, por exemplo, não há o menor sinal de vida política no PT, e em outros partidos.

Só há debate de qualquer natureza dentro das esferas de governança, que por isto mesmo, quase nunca chegam a população, e quado chegam, estão viciadas pelos mediadores (mídia), sendo que os partidos nunca falam a população, apenas os mandatários!

Qual partido discutiu a questão do casamento gay? Qual fórum partidário e/ou de vários partidos debateu células-tronco, aborto? Qual sigla quer debater controle constitucional, poder do mp e Polícias, cláusulas de barreira a criação de novos partidos? 

Então, o senso comum acaba por fazer a pergunta certa: para que servem? 

O problema é que este senso comum sempre erra na resposta, porque está contaminado por manipulações que desejam manter o atual estado de coisas. 

Não se trata de saudosismos, de dizer: "ah, há vinte anos enchíamos plenárias", ou "a política virou negócio". Certo, virou, mas porque não fazemos mais políticas, só negócios!

A resposta certa só partidos vivos poderiam dar!

Parabéns a todos nós, trabalhadores, empregados ou não!

11 comentários:

Anônimo disse...

Será que alguem do seu partido o lê?Deveriam.
Manda este texto para lá como se fosse de outra pessoa. Quem sabe eles prestam atenção?

douglas da mata disse...

Caro amigo, cada um deles, a seu modo, tem plena consciência disto, o que torna o quadro mais grave.

Não dá para malhar em ferro frio.

Mas se quiser, fique à vontade, mande o texto sem assinatura, ou com a sua.

Um abraço.

Anônimo disse...

Capítulo a parte nesta disputa interburguesa merece o PSTU, que não para nossa surpresa , saiu vigorosamente na defesa política do MD e do REDE, acusando o governo de um “casuísmo inaceitável” no caso do projeto eleitoral que tramita no Congresso. Os Morenistas descaradamente defendem que “novos” partidos como o REDE e até o MD deveriam “herdar” todos os “benefícios e direitos” (como o fundo partidário) dos parlamentares eleitos originalmente por outros partidos. Na prática, isto significa a apologia de que os mandatos parlamentares não pertencem aos partidos no qual foram eleitos, mas sim às figuras pessoais dos deputados, que possam dispor de seus mandatos como bem lhe entendam. Neste caso, o PSTU para bajular a oposição conservadora e o PIG, rasga sua própria história política, ou não foram os próprios Morenistas que exigiram que seus parlamentares renunciassem integralmente aos mandatos quando trocaram de partido? O PSTU em seu curso de completa integração ideológica e adaptação material ao regime da democracia dos ricos chega ao escândalo de defender que o Estado capitalista financie suas campanhas eleitorais, através de um “fundo público”, na mesma direção já aceita receber o dinheiro do governo Alckmin a título de sua “valorosa contribuição democrática” na oposição a ditadura militar. Triste fim dos Morenistas financiados pela burguesia nativa e “candidatos postulantes” a ingressar no clube dos amigos (SIC!) da Síria, patrocinado pela OTAN.

Inevitavelmente, a agenda da corrida presidencial antecipou-se para 2013, o REDE e Eduardo Campos patinam sem conseguir decolar suas candidaturas, o Tucano Aécio apesar da consistência no interior do PSDB padece do mesmo mal, ou seja, a ausência de base popular de apoio de massas. Em uma recente pesquisa realizada junto a agentes do mercado financeiro apontou, a contragosto dos rentistas, a vitória de Dilma no primeiro turno das eleições. Os revisionistas da “oposição de esquerda” cada vez mais se esforçam para credenciarem-se como apêndice político do bloco burguês conservador, seja protagonizado preferencialmente por Marina ou na segunda opção pelo governador de Pernambuco.

Anônimo disse...

O que a imprensa “murdochiana” não revela, e tampouco a blogosfera “chapa branca” tem interesse em aprofundar, é que justamente o “caixa dois” da privataria Tucana, depositado nos intocáveis paraísos fiscais, encontra-se sob o controle da “raposa” Serra. Para sair incólume do PSDB, Serra terá que “passar a senha” das contas ilegais no exterior para a troika que hoje comanda o partido, caso contrário sofrerá retaliações de toda a ordem. Os governos petistas jamais exigiram a apuração da escandalosa fraude do processo de entrega das estatais para o capital financeiro, ao contrário buscaram tirar proveito financeiro da negociata pela via dos fundos de pensão que financiaram a doação do patrimônio estatal. Serra sabe que corre risco do “fogo amigo” do PSDB caso se aproprie do “legado monetário” da era FHC para uso em seu projeto político pessoal. Uma negociação está em curso entre Serra e o “príncipe” da sociologia de mercado, tendo como base estancar imediatamente a sangria da transferência de recursos do Tucanato para as mãos do arquipilantra Roberto Freire. Enquanto não se resolve o imbróglio no ninho Tucano, Campos não poderá definir sua candidatura à presidência pelo simples fato de necessitar de uma forte legenda de apoio ao PSB. Sem o MD “nutrido” com o ingresso de Serra, o PSB não seria minimamente viável na disputa pelo Planalto, já que nenhum partido da base aliada se dispõe a embarcar na aventura “Campista”.

Sem a grana e prestígio político conservador de Serra, o MD corre o risco de debutar natimorto, seria mais um fracasso no currículo dos ex-Stalinistas que se converteram a condição de “offices boys” do consenso de Washington. Mas os antigos dirigentes do PMN não parecem estar muito interessados nas dificuldades que ora se apresentam após a fusão oficializada com o PPS, e cobram publicamente de Freire a quantia prometida na negociação política/comercial que deu origem ao MD. Sem ter envolvimento direto na compra do PMN, o REDE de Marina também sofrerá as consequências políticas da trapalhada operada pela dupla Serra&Freire, acontece que se for aprovada a nova legislação eleitoral os novos partidos não poderão contar com o tempo de TV calculado pelo ingresso dos parlamentares, eleitos originalmente pelos partidos de origem, ou seja, mesmo que o REDE venha a reunir meia dúzia de deputados federais seu tempo de TV será o mesmo de um partido que não elegeu nenhum parlamentar(caso do PSTU, por exemplo), só a partir de 2014 terá seu tempo de propaganda gratuita calculado na base da eleição dos novos deputados já eleitos sob a legenda do REDE.

Anônimo disse...

Afinal o que está emperrando a saída de Serra do PSDB e seu ingresso no MD, organizado sob sua encomenda?

A blogosfera de uma maneira geral, e de forma mais contundente sua ala “chapa branca”, vem noticiando a iminente saída de José Serra do ninho Tucano e sua entrada no “novíssimo” MD, partido criado a partir da fusão do PPS com o PMN. O cardeal do PSDB não tem a menor possibilidade de conseguir a indicação do seu partido para disputar a presidência da república em 2014, postulação já definida pelo comando da legenda para o senador Aécio Neves. Mas a guerra interna de Serra no ninho Tucano não se limita ao fato da perda de sua indicação ao Planalto, seus espaços no PSDB foram todos “fechados” pela atual troika dirigente, composta pelo próprio Aécio, FHC e o governador Geraldo Alckmin. Serra não conseguiu emplacar sequer o presidente municipal do PSDB paulistano, o vereador Andrea Matarazzo, tampouco tem qualquer chance de presidir nacionalmente a legenda tucana, que fará seu congresso em maio próximo. Diante de um cerco total imposto pelo conselho “papal” dos Tucanos, Serra não teve outra opção a não ser financiar a criação de um “novo velho” partido, utilizando- se da figura do escroque venal Roberto Freire. O Mobilização Democrática, MD, já conta pelo menos com treze parlamentares federais, 10 do PPS e três do PMN, e servirá como “ponte” entre Serra e Eduardo Campos, que parece disposto a levar a frente sua candidatura para suceder Dilma. Nos bastidores da política burguesa comenta-se que a “compra” do PMN foi no mínimo orçada em cinco milhões de Reais, bancada integralmente pelo bolso do tucano dissidente. O objetivo da fusão seria de o de conseguir mais tempo no horário gratuito de TV para apoiar o “socialista” Campos, além de colocar Serra como vice do PSB ou candidato a governador de São Paulo pelo MD. Uma manobra eleitoral bem arriscada ao estilo da “frieza” política de Serra, mas que já foi parcialmente bloqueada pela iniciativa do governo no Congresso Nacional ao propor que os “novos” partidos não possam transferir a soma do tempo de TV e os recursos do fundo partidário de parlamentares eleitos pelas siglas originais. Mas, independente da contraofensiva Dilmista contra as pretensões da aliança Serra, Campos e Freire, o certo mesmo é que o velho Tucano desplumado agora vacila muito em deixar o PSDB, mas qual seria mesmo o verdadeiro temor em romper com o seu antigo “mestre” FHC, de quem foi seu braço direito na privataria neoliberal.

douglas da mata disse...

Argh, estas "teses" da ultra-esquerdalha contêm dois minutos de acertos e vinte milênios de delírios.

Falou do PSTU, mas "esqueceu" de citar o PSOL, que foi junto com o cretino do pedro taques (senador do PDT), simon e outros para adular gilamr mendes pela sua liminar intervencionistas na tramitação legislativa acerca dos partidos, tempo e fundo partidário.

Uns bobocas.

Anônimo disse...

PSOL e PSTU embarcam de “carona” na balsa reacionária da VEJA e GLOBO em defesa da suposta “ameaça petista” ao STF

Agora foi a vez do PSOL, na figura do senador Randolfe Rodrigues, integrar a corte dos senadores da oposição conservadora que foram “beijar os pés” do ultrarreacionário ministro togado Gilmar Mendes, agora apresentado pelo PIG como “mártir da luta democrática” contra as “investidas autoritárias” dos parlamentares petistas. A comitiva de senadores que foi demonstrar completa servilidade às decisões da “Suprema Corte” foi encabeçada por nada menos que Álvaro Dias e Aluysio Nunes (Tucanalha) e Pedro Taques de mudança para o MD (ex-PPS), este último não dissimulou os objetivos da visita e pediu ao “democrata” Gilmar que “coloque o congresso nos eixos” (O GLOBO, 29/04). O psolista Randolfe é sem sombra de dúvidas um “perfeito exemplar” da pior vigarice política que impera no Congresso Nacional, primeiro para conseguir uma vaga na cobiçada CCJ do Senado ingressou na base aliada do governo Dilma e agora para agradar a mídia “murdochiana” acompanha a comitiva de bandidos que entregaram o país (privataria) para bajular o líder da Tucanalha no STF.

Anônimo disse...

Infelizmente, o PSOL traiu o seu projeto original. Em menos de uma década, degenerou completamente. Não o dizemos por dizer. Basta olhar o que aconteceu nos congressos nacionais nesse período. Limitaram-se às disputas em torno do poder interno, pelo controle da direção, pelo aparato partidário e pelas definições eleitorais. A discussão que de fato interessava, em torno da intervenção do Partido nas lutas sociais, passou longe e despercebida. De um partido de base, organizado em núcleos, transformou-se em um partido loteado entre chefetes que pensam ser donos das vontades e das inteligências dos seus militantes. Organizado em tendências, é de fato uma federação de “potências soberanas”, na expressão de Lênin, incapaz de superar a eterna luta interna que o paralisa diante das exigências da luta concreta diária. Paralisado, reduziu-se ao papel de mero espectador. Paralisado, assiste impotente ao recebimento de ajuda financeira em campanha eleitoral proveniente dos cofres de grandes empresas capitalistas tais como a Gerdau e a Taurus que financiaram a campanha de Luciana Genro no Rio Grande do Sul. Paralisado, vê estarrecido sua Presidente, à época, Heloisa Helena fazer campanha para candidato de outro partido. Paralisado vê o Senador eleito pelo Amapá Randolfe Rodrigues ter recebido apoio político do grupo do Senador José Sarney. Os escândalos internos sucedem-se sem que nada aconteça.

Anônimo disse...

PSOL NOS BRAÇOS DA GERDAU. PSTU NOS BRAÇOS DO PSOL

A opinião pública tomou conhecimento de que o PSOL do Rio Grande do Sul – dirigido pelo MES – recebeu R$ 100.000,00 da Gerdau, uma indústria multinacional, a qual tem financiado também os partidos de direita e cujo presidente tem sido um dos expoentes do neoliberalismo, inclusive, apoiador da ditadura militar. Dessa maneira, a máscara do PSOL, como defensor dos trabalhadores, começa a cair, ele que já tem uma história de traição a estes. Por exemplo, votou a favor de algumas reformas neoliberais de Lula, como foi o caso do super-simples. Está se mostrando como uma espécie de tendência externa do PT, sustentáculo da democracia burguesa e do governo Lula.

A direção nacional do PSOL tentou se livrar dessa responsabilidade criticando o recebimento do dinheiro pela regional gaúcha. Essa crítica é mais um ato de cinismo, não tem nenhuma conseqüência. É uma forma de ludibriar a opinião pública. Na verdade, o conjunto do partido está comprometido com a burguesia e conta com políticos burgueses no seu seio. Mesmo as suas correntes ditas de esquerda, como a CST, fazem apenas demagogia em torno desse fato, do contrário não deveriam fazer parte do PSOL. Todo grupo interno assume responsabilidade pelos atos da sua direção.

Anônimo disse...

PSOL junta-se ao PSDB na investida contra democratização da comunicação

douglas da mata disse...

Ensinadinhos, agora deitem, rolem, e finjam de mortos...amigo, amigo, amigo!

Morderam a isca e assinaram.

São os débeis mentais do PCB!