quinta-feira, 9 de maio de 2013

O outro lado da questão dos portos: adivinhe quem vem para o jantar?

Como dissemos aí em baixo, Eduardo Cunha não age por si quando ataca o deputado e prefeito-de-fato garotinho.

Vamos ao texto do Paulo Henrique Amorim, repercutido pelo blog do Pedlowski.

Do Blog do Paulo Henrique Amorim - Portos: Dilma vai derrotar Dantas

Garotinho aplicou a “MP dos Porcos” na testa dos deputados que pensam em se eleger com Dantas.
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O zodíaco protegeu Eduardo Cunha


A batalha da MP dos Portos, como se sabe, opõe a Presidenta da República ao imaculado banqueiro, Daniel Dantas, que, além da telefonia, e da gestão dos fundos das empresas estatais, recebeu de Fernando Henrique, o Magnânimo, nada mais nada menos do que a gestão de um ancoradouro que fica no litoral de São Paulo, conhecido como “Porto de Santos”.

Mixaria.

Nessa batalha, alinham-se ao lado do imaculado banqueiro um líder sindical aqui conhecido como Pauzinho do Dantas, e um governador de Estado, aqui conhecido como Eduardo Campriles, que, como Dantas, quer um porto só para ele: o de Suape, aquele que o Lula construiu em Pernambuco.

O imaculado deputado peemedebista, Eduardo Cunha, que por algum tempo iluminou a gestão de Furnas, impediu a votação na Câmara, nesta quarta-feira

Eduardo Cunha, ínclito e respeitado por seus pares como um Varão de Plutarco, conseguiu o apoio do PR, do DEM e do PSB, de Campriles.

E melou o jogo. 

Cunha teve a institucional cobertura de muitos grupos empresariais.

No plenário da Câmara falava-se num temido Ricky Clean, que contaria com os augúrios do Signo de Touro, que preside as atividades em 8 de maio.

Em lugar de uma MP dos Portos, Cunha construiu uma “emenda aglutinativa” que impedia a Dilma de vetar o que quisesse.

Já tinha sido construído um acordo em torno da emenda relatada pelo senador Eduardo Braga: o Governo aceitava 80%, 90% do projeto de Braga e vetava o resto.

Assim seria feito, com o apoio decisivo do PMDB.

Michel Temer e Henrique Alves, verdade seja dita, lutaram pela fórmula que saiu da relatoria de Eduardo Braga.

Tentaram, em vão, dissuadir o Eduardo Cunha, portador de caráter sem jaça.

Inútil: as convicções patrióticas e desinteressadas de Cunha prevaleceram e a votação empacou.

Aí, Anthony Garotinho, recentemente autor de grave denúncia contra a Globo e Ali Kamel, subiu à tribuna e chamou a emenda de “Emenda dos Porcos”, tal a corrupção a que assistia, ali, no plenário.

Como se sabe, Garotinho e Cunha foram aliados no Rio e, hoje, preferem se ver separados por um muro.

Ou melhor, pelos pleitos empresariais de Daniel Dantas.

Um de um lado, o outro do outro.

Mas, a denúncia de Garotinho teve um efeito higiênico.

Ele saiu do plenário aplaudido pelos funcionários.

E debaixo do ódio dos aliados de Cunha.

Porém, Garotinho conseguiu pespegar na testa dos aliados dos interesses de Dantas a expressão “MP dos Porcos”.

Vai ser difícil, com essa gloriosa bandeira – “MP dos Porcos” - seguir nas hostes de Eduardo Cunha.

E enfrentar a próxima eleição.

O Governo tem duas saídas.

Ou reedita a MP dos Portos original.

O que pode suscitar uma duvida jurídica, já que não se pode reeditar MP de uma mesma Legislatura.

Ou transforma a MP original numa “Lei dos Portos com urgência constitucional”, que teria que ser votada em 45 dias, para não trancar a pauta da Camara.

Parece ser este o caminho mais recomendável.

E, aí, o Governo ganha.

Porque Garotinho deixou claro quem é o autor do “MP dos Porcos” !

Ou os autores.

Sempre protegidos pelo Zodíaco.


Paulo Henrique Amorim

3 comentários:

Anônimo disse...

Garotinho devia sempre ser deputado federal. E só isso. Ele é bom no que faz à sua maneira torta.
Eu sei que isso não dá muito dinheiro. Uma prefeitura com royalties rende muito mais...
Mas ainda assim, se fosse só para ele ficar em Brasília, eu votaria nele.

douglas da mata disse...

O problema de lideranças como ele não é grana, não no sentido de ficar rico, mas sim de financiar sua luta pela hegemonia no espaço que julga ser seu, ou para o qual "foi destinado"!

Anônimo disse...

Verdade. E ele acredita que é um "pré" destinado...