sexta-feira, 17 de maio de 2013

Meninas de guarus: desmontem o picadeiro e fecha o pano!

O deputado marcelo freixo(aquele que esperneou, dizendo-se vítima de ameaças de supostos milicianos, e que iria sair do país, mas que depois fez campanha a prefeito do Rio) é um especialista em lucrar politicamente sobre nossas tragédias contemporâneas.

Sua atuação sobre o caso das milícias, como um justiceiro parlamentar, só deu resultados para ele. 

Eu sei, é claro, que um deputado não é capaz de implementar políticas públicas que resolvam tais problemas, mas é certo que seu estilo tipo "eu sou a moral, a lei e os bons costumes", comum ao pessoal da ultra-esquerdalha, não agrega nada, não aglutina nenhum setor das corporações onde há problemas, e mais, não mobiliza a sociedade, a não ser pelo sadismo voyeurista.

marcelo freixo é, pois, uma espécie de wagner montes ou datena esclarecido.

Agora arranjou mais um companheiro de jornada, o deputado roberto henriques.

Há quatro anos não se ouviu a voz do deputado roberto henriques, talvez estivesse muito ocupado em achar um jeito de tornar legal as queimadas na região, ou conseguir uns trocados a mais para usineiro falido.

Há quatro anos não se ouviu a voz da ex-vereadora, que poderia sugerir uma CPI, haja vista que todos da cidade sabem que recaía sobre edis daquela casa a suspeita de prática nos supostos crimes.

Faltou coragem, e quem sabe, um pouquinho de vergonha na cara.

Agora, sobra-lhes oportunismo e a busca hipócrita por algum bode expiatório. Com o perdão do humor negro...agora, Inês é morta!

Sobre o assunto, escrevemos em abril deste ano, e repetimos hoje

terça-feira, 16 de abril de 2013

O carnaval fúnebre das meninas de guarus!

Na Democracia, os excessos não são tão perniciosos quanto a falta de liberdade ou a limitação os meios para exercê-la.

Mas, de todo modo, é preciso enxergar por trás de cada ato, para que saibamos se ali não está, na verdade, um ataque à Democracia, justamente pelo excesso.

As CPI e, modernamente, o recém-descoberto instrumento da Audiência Pública, cada qual a seu tempo, viraram a panaceia, a cura de todos os males.

Banalizados, retiram credibilidade dos seus objetos, e acabam por reforçar a sensação de que em nada resultam.

Durante muito tempo, nesta cidade, todo o tipo de pressão foi feita pela blogosfera para que o Inquérito Policial, apelidado de "Meninas de Guarus" chegasse a seu termo, e pudesse, ou não, ser utilizado como instrumento de denúncia pelo MP.

Não me recordo de ter lido ou ouvido nenhum órgão de imprensa, à época dos fatos, ou grupo político, fazendo pressão, além da blogosfera local.

Pois bem, agora que os fatos estão diluídos pelo tempo, recomeça o carnaval.

E o que é pior: atravessando o samba.

Como fazer audiência pública de algo que é, por natureza, sigiloso, como são os processos e inquéritos que tratam de abusos de menores?

Como fazer audiência se cada envolvido, conhecido ou não, seja lá qual seja seu vínculo, não é obrigado a fazer prova contra si, e sequer comparecer, pois a audiência não tem força de instância persecutória?

Enfim, como esperar algum resultado, se quando os fatos ardiam, nada foi feito, e agora, estão dispersas as testemunhas, vítimas, e autores contam com seus rastros encobertos pelo tempo?

Se na ocasião, a possibilidade de atingir poderosos da terra era pequena, mas não impossível, pelo clamor causado, como pretender o mesmo efeito em contexto muito mais adverso?

Em resumo: a audiência pública proposta pelo deputado RH é mais uma violação (simbólica) da memória destas meninas.

Uma farsa baseada em um roteiro real, e grotesco.

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