sábado, 18 de maio de 2013

A república dos guardanapos contra-ataca!

Se o ex-governador e atual deputado-prefeito da cidade de Campos dos Goytacazes imaginou que o episódio dos guardanapos iria ficar impune, enganou-se.

sérgio cabral demonstrou que o jogo vai ficar pesado. É certo que sobrou frieza e sangue frio para usar a imprensa, e não seu aparato estatal no contra-ataque.

Não foi uma investigação policial, ou de integrantes simpatizantes do Ministério Público, mas um órgão de imprensa, e revista época, do clã dos marinho.

Mas talvez o governador tenha errado no timing, e na tática. Uma vigilância mais alongada poderia revelar o que ficou faltando: vincular o "cavalo" do fantasma, o tal de Fernando Trabach, com o esquema do ex-governador, em algum encontro, ou através de alguma transação, embora este pessoal só lide com grana viva.

Do jeito que está, dificilmente encontrarão rastros, e o pessoal da prefeitura já escolheu seu discurso: vão posar de ultrajados, e prometerão punições exemplares.

Lembram do "silveirinha"? Pois é, vai ser mais ou menos a mesma coisa.

E em tempo de deixar o estrago diluir.

Continua o desespero do governador, porque seu candidato não emplaca, e porque este escândalo não tem nenhuma imagem forte que cause repulsa na população, como os guardanapos na cabeça do pessoal do governo, escarnecendo o contribuinte em todas as veiculações possíveis da internet!

Pode ser que o sérgio cabral tenha mais munição, porém é preciso atirar na hora certa e mirar o alvo!

Quem ganha com isto? 

Lindbergh, claro!

2 comentários:

Fernando disse...

Cada um tem o Fernando que merece. Cabral tem o Cavendish, Garotinho o Trabach.

A análise está correta Douglas. Mesmo que o tal personagem se ressinta ao ser fritado pelos seus ultrajados contratantes e saia atirando pesado, a denúncia errou o timing.
Há menos que o ventríloquo do fantasma, indignado com seus ex-parceiros revele coisas muito assustadoras, dá tempo para diluir o escândalo.
É como você já disse aqui: o deputado-prefeito nem é tão bom, os adversários é que são muito piores.

Anônimo disse...

Será a república dos guardanapos contra a república dos chuviscos. Cada um mais lambuzado que o outro.
Mas isto não é condenável do ponto de vista da sociedade. Faremos nossas escolhas até quando decidirmos não votar em nenhum deles. Elegeremos alguém e pode até ser o Lindbergh.
Nada diferente do que somos ou pensamos enquanto sociedade.