segunda-feira, 15 de abril de 2013

Porto do Açu: as viúvas do senhor X e as carpideiras de Margareth Tatcher.

Se fosse um cortejo único, com dois féretros, com certeza teríamos do mesmo lado os conservadores ingleses e os midiotas da planície, acompanhados pelo enorme séquito dos jornalistas de coleira e (tu)barões da mídia.
Em um jazigo comum, a bruxa inglesa e o mito X. 
Se é verdade que a primeira foi-se fisicamente, o segundo morre simbolicamente, deixando apenas um zumbi como prova de que sua imagem era bem maior do que o homem que a sustentava.

Não seria incomum que seus fãs empunhassem cartazes com dizeres: "Não há ideologia", "Tudo é o mercado", "A eficiência é o sobrenome do capitalismo", e por aí vão.

A realidade é outra, mas estes pobres bobocas parecem ignorar qualquer traço dela em nome da superstição e da devoção ao dinheiro.

Agora é a teoria do fato consumado sobre o Açu.

Engraçado, deve ser algum tipo de expiação de culpa destes "crentes" do deus-mercado, afinal, TUDO que os blogs "sujos" e "pessimistas", ou ainda,  os "arautos do apocalipses" disseram se confirmou, e pior, com tintas mais dramáticas e mais velozes que supúnhamos.

Mas os fieis continuam a recitar os mantras do fim das ideologias, o fim da História, e a supremacia liberal pelo mundo.

Sal na terra e na água, estacas caindo, ações afundando, demissões, violência, grilagem oficial de terras, e agora o socorro estatal...
Putz, mas logo o Estado, este elefante, este demônio leviatãnesco, vai ajudar a perfeição, a eficiência do mágico privado?
Como o Estado pode "ajudar" naquilo que foi chamado nas páginas e blogs de coleira locais de "nova maravilha" da realização privada?
Será que a mão estatal não vai estragar este troço?
Agora a toada, o canto deste pessoal é o seguinte: tudo vai acontecer mesmo, então, para que críticas ou bom senso? Que venham mais algumas toneladas de dinheiro público.
Para que definirmos as bases de como estes recursos jorrarão, ou pior, como continuarão a jorrar, se considerarmos as negócios anteriores do governo do Estado e do BNDES?
Ah, deixemos para lá....afinal, para quê pensar mesmo?

Então, se queremos o "bem" da região, arriemos as calças e deixemos a fúria privada nos estuprar nos útlimos centavos!
Bando de idiotas! Somos todos um bando de idiotas, não é verdade? Não enxergamos o "bem" que o Porto nos trará...ingratos que somos!

E segue o cortejo das viúvas X e as carpideiras de Tatcher. 
O liberalismo, o capitalismo, o negócio privado sempre cevado por montanhas de Orçamento Público.


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