sábado, 13 de abril de 2013

Pagodinho, huck e beltrame, todos à bordo do trem dos desesperados!

A tentativa de aproveitamento da longa exposição na mídia, principalmente por aquele que militam como entertainers é uma jogada sempre muito arriscada.

É a história que prova a tese: São poucas as vezes quando um ícone da mídia, ou da indústria cultural galgou a aprovação popular pelo voto.

Talvez os casos mais expressivos, e também raras exceções que confirmam a regra, foram o caso do presidente Ronald Reagan, e governador Arnold Schwarznegger, que exterminou o futuro da Califórnia.

No Brasil esta conta é mais apertada, e temos, geralmente, figuras televisivas que promovem algum tipo de serviço público, como o deputado Celso Russomano, ou do tipo sensacionalista, como Wagner Montes.

Pelo que me lembre, nenhuma artista ou jornalista de maior expressão chegou a um cargo executivo, salvo o gaúcho Antonio Britto, mas isto anos depois de sua identificação total com o suplício de Tancredo Neves, e de uma longa militância como parlamentar.

Um caso aqui, outro ali, mas é rara a aceitação popular eleitoral dos televisivos.

É o caso de imaginarmos que o mito midiático orbita em uma dimensão onde suas contradições são ignoradas ou perdoadas, em nome da paixão e devoção que suscitam. 
Quando alçados a disputa política, esta condição se humaniza, e aí, o caldo entorna....

Há outras teses, mas não é este o cerne deste texto.

Mas esta semana, diversos blogs de coleira, empresas de mídia, e outros blogs independentes repercutiram as iscas jogadas para manter as pré-candidaturas em evidência. 

Uma olhada mais atenta verá que se trata apenas de distração, uma cortina de fumaça para ganhar tempo, que no entanto, revela mais que desejam, se olharmos mais de perto: Está difícil para estas candidaturas montarem um palanque que agregue tempo de TV e mais capilaridade e/ou densidade eleitoral.

No caso do secretário de segurança, a questão ultrapassa a questão do ridículo. 

Uma chapa puro-sangue de um candidato do governador é sinal de fraqueza, ainda mais se tiver que se socorrer no gueto temático da segurança, que apresenta alguns resultados, que na verdade são bem mais inflados que reais, haja vista a boa vontade da mídia "amiga".

Um vice dentro da esfera executiva, e que não agrega tempo de TV, votos, ou prestigia a base aliada de parlamentares, é um claro movimento de que as coisas não estão boas no front do governo.

Uma campanha eleitoral com o principal comandante da segurança, depois do governador, ainda que na vice, pode ser o suficiente para expor estas contradições, interditar o debate sobre segurança pública, e mais, forçar uma quebra de continuidade pelo acirramento das disputas, retirando da pasta o status de política de estado, e não de governo, que ela tanto necessita.

Tudo isto às vésperas de eventos emblemáticos e planetários.

Os ressentimentos da última greve não secaram, e problemas no meio da preparação para os jogos colocariam o secretário, o governador e a campanha em xeque: Ceder? Agir com a brutalidade anterior, e arriscar uma radicalização em plena Copa do Mundo? Socorrer-se com o governo federal, e capitular falta de autoridade?


Há outro risco: sendo a bandeira quase monotemática, uma vez que a candidatura petista rouba-lhe a pauta da proximidade exclusiva com Dilma, o secretário candidato a vice teria que aparecer quase tanto o vice que é o candidato!

Não acho que o governador exporá assim seu principal trunfo, que longe da campanha fica à salvo, podendo, tanto o governador, que não mais concorrerá, quanto o secretário, defenderem tais políticas de uma distância segura.




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