sexta-feira, 26 de abril de 2013

Outras planícies!

Vidas não! Efeitos colaterais.

Enquanto se discute na açulândia quantas pessoas terão que procurar outro rumo para suas vidas, ou no Congresso da Terra de Vera Cruz, os patrões decidem se suas mucamas devem levar um chute na bunda com 10 ou 40% de multa do FGTS, em Bangladesh, e ao redor do mundo, inclusive na pauliceia boliviana e desvairada, as fábricas de roupas, desde as mais chiques até as mais populares, como Mango (espanhola), Primark e Matalan (GBR) e até o Wal Mart, veem-e as voltas com mais uma tragédia.

Em Bangladesh, uma fábrica em condições do século XVIII, desabou e matou, até o momento, 290 pessoas.

Apenas seis meses após um incêndio que matou 112 pessoas em uma fábrica semelhante em Dhaka, mesma cidade onde se deu a nova tragédia anunciada.

Autoridades "consternadas" correm para discutir intervenções do Governo de Bangladesh e dos países de origem das marcas clientes destas fábricas terceirizadoras, quarteirizadoras, etc.

Como se nada soubessem!

Afinal, that´s business...

Fonte: The Independent





A receita espanhola.

Bom, se juro alto e desemprego, com diminuição da atividade econômica são a solução, porque não copiamos o exemplo da Europa.

O governo espanhol anunciou que 1, 3 milhão de empregos serão pulverizados neste ano.

A julgar pelo ataque da mídia ao governo, e dos "analistas" da banca do tomate, quem sabe não precisamos do choque espanhol para domar a inflação?

Os dados estão lá: dívida pública quase 100% do PIB espanhol(com a alta dos juros), défit público em baixa(cortes sociais), atividade quase 0, e um enorme exército de reserva: inflação quase nula.

Mas há de se perguntar: vale a pena curar a infecção matando o paciente?


Fonte: El Pais


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