terça-feira, 23 de abril de 2013

Outras planícies.

James McCormick é o nome do milionário. 

Sua nacionalidade? Inglesa. 

Seu negócio? Enganar e matar pessoas e lucrar milhões, cerca de 75 milhões com a venda de detetores de bombas que não funcionavam.

Dentre os seus clientes, a própria Inglaterra para equipar seus soldados no Iraque, e outros países, como o governo iraquiano, México, Paquistão, Líbano e Tailândia.

Seus métodos? Os de sempre, de todo "bom capitalista", ou seja: suborno. O Major-General Jihad al-Jabiri, chefe do departamento de combate a bombas e explosivos do Ministério do Interior do Iraque está preso por aceitar propina para as compras governamentais dos detetores falsos.

Uma ordem judicial de sequestro de 7 milhões de liras do seu patrimônio foi anunciada, enquanto outros ativos estão sendo rastreados para novas restrições. 

James está sob fiança, e aguarda o anúncio de sua pena em 02 de maio, pois já foi considerado culpado.

A matéria completa está no The Independent.

4 comentários:

Anônimo disse...

O método é a praxe por um motivo simples: funciona.
Alguem oferece e alguem aceita.

O fato é que muitos de nós preferimos ter um pai/marido corrupto a um honesto e pobre. É uma verdade que não se fala.
Para se resistir à corrupção é preciso ser radical: ou religioso, ou moral ou político.
Quase não vejo mais radicais...

douglas da mata disse...

Caro comentarista, a corrupção não pode ser resumida a uma questão moral.

Não é só uma questão de escolha, e nem sempre se manifesta da forma clássica.

Nenhum evento humano tem uma só causa, e nem um só efeito. Logo, as definições devem ser mais amplas que os reducionismos.

Anônimo disse...

Mas a corrupção não é mesmo uma questão moral. A moralidade é o pano de fundo das questões religiosas e não se trata disso. São diversas as causas que levam alguem a se corromper ou mesmo cometer crimes. Você mesmo já resumiu algumas aqui.
Comentei em relação à aceitação do fato pela sociedade. É quase uma unanimidade.

douglas da mata disse...

Novamente, o fenômeno de percepção da corrupção(o que é, quem pratica, etc) obedece a uma escala de valores e filtros culturais, e principalmente, de classe.

O sistema capitalista é pródigo(e diria até que esta é sua natureza essencial) em diluir certos exemplos e exacerbar outros, sempre com objetivos ideológicos, que com a ajuda de seus mecanismos de camuflagem (mídia), nem sempre estão claros a todos.

É, de toda forma, um bom debate...