sábado, 6 de abril de 2013

Outras planícies!

Esta série de notas reforça o que já sabemos, independente do contexto, ou da geografia: Quem se f...de é sempre o mais fraco. Clique em cima dos nomes dos veículos e leia a matéria na íntegra.


Pão e castigo.

A partir de hoje, a ONU suspendeu, por prazo indeterminado a ajuda humanitária na Faixa de Gaza, onde mais da metade dos habitantes sobrevivem com a ajuda daquela organização. A suspensão do fornecimento de alimentos se deu após uma série de protestos dos palestinos contra a suspensão de outro programa, que distribuía ajuda financeira às famílias, sob a alegação de problemas de caixa.
De acordo com os gerentes da agência, a retaliação é efeito das ameaças a empregados da organização.
Agora perguntamos: e queriam o quê? a ONU "cria" o estado de Israel, confina os palestinos em guetos em seu território, e condena-os a fome e pobreza, e querem um tratamento cortês e com fidalguia?


O que é meu é meu, o que é seu é nosso.

Mais uma vez, os governos conservadores mostram suas garras. Para pagar a conta da quebradeira que se arrasta desde 2008, quebradeira esta provocada pela total frouxidão na regulamentação da ação das quadrilhas de banqueiros, analistas financeiros, agentes e operadores do mercado, seguradoras, imobiliárias e outros, os governo inglês colocará em vigor um tarifaço(a partir do próximo exercício fiscal), e como sempre, os mais pobres pagarão mais, enquanto os mais ricos pagarão menos. Mais ou menos como fez bush jr.
Engraçado que a tese neoliberal destes cretinos (e de outros ao redor do mundo, inclusive por aqui, na planície lamacenta) se baseia, principalmente, na tese do corte de impostos. A pergunta é: corte de impostos para quem?




A covardia fiscal dos "liberais" ingleses.

O valor médio anual que será subtraído de uma família com filhos, e onde só há uma fonte de renda é de 4 mil libras esterlinas.
Estas famílias estão entre a faixa de tributação do piso de isenção, algo em torno de 10 mil libras e  41 mil libras, que contribuem com 45% de suas rendas.
Mas enquanto o valor para estas famílias cresceu, e o teto desta faixa era de 45 mil e caiu para 41 mil, levando mais pessoas para a faixa superior, ou valor percentual tributado dos que ganham mais de 1 milhão libras/ano decresceu em 5 pontos percentuais. Estes contribuintes ficarão com mais 100 mil libras livres nos seus bolsos todo ano.


Agora me digam se o mundo capitalista neoliberal não é um lugar de sonho?

O estranho nisto tudo é o que os babacas que vivem a defender a reforma tributária (a que lhes convêm, é claro), que no Brasil pagamos muitos impostos, que mostram aquele painel chamado da impostômetro, não repercutem um sussurro pela mídia PIG local para informar ao cidadão brasileiro o que de fato acontece na hora de pagar as contas públicas, distribuir benefícios e os prejuízos sociais das opções políticas que fazemos, e que refletem nas políticas tributárias.

Um inglês que ganha algo entre 30 mil reais e 120 mil reais por ano, para mais de 40% de imposto de renda!

A meca neoliberal, a pátria do capitalismo recorreu a boa e velha tunga no bolso dos mais pobres para sustentar os ricos e consertar as cagadas da desregulamentação total da economia!

Assim fica fácil, não?


2 comentários:

Dougras com R disse...

Meritocracia Douglas! Ou vc acha q um poliça tem que ganhar igual a um juiz? E paga o imposto proporcional, nada mais justo! Ou vc acha a um poliça tem q ganhar mais que um empresário que sustenta 50 famílias. Meritocracia , Dougras!

douglas da mata disse...

Caro comentarista.

O debate sobre meritocracia merece um post em separado.

Mas para início de conversa, não há de se falar em mérito quando cada um parte de lugares diferentes e com ferramentas diferentes.

"Meritocracia" é o que o capitalismo melhor conseguiu construir, ideologicamente, falando para te convencer que um juiz tem que ganhar 5,6,7 vezes mais que um policial.

Ou que alguém que herdou uma pequena fortuna e todas as condições sócio-econômicas de seus pais, sem nunca ter trabalhado, "mereça" mais que uma pessoa que nasceu, trabalhou e morreu em uma favela?

Esta ideia de "mérito" é que manteve os filtros que isolaram nossas Universidades dos pobres, por exemplo.

Esta ideia de mérito é que constrói aberrações como juízes e outras carreiras sugando bilhões de reais, sem corresponder em eficiência, enquanto na basa o sistema de esfarela pelos péssimos salários.

Aí vira um jogo de empurra conhecido: os juízes dizem que o trabalho acumula porque são poucos, mas não dá para aumentar o número de juízes com os salários que ganham, e os policiais dizem que são ineficientes porque ganham pouco.

E a sociedade? Bom, parte da sociedade, como você, acha que este fosse deve continuar assim...ah, e depois fazem coro as matérias sensacionalistas do william "hommer simpson" bonner, sobre judiciário e polícias.

Empresário "sustenta" 50 famílias? Acho que é justamente o contrário, 50 famílias com seu trabalho sustentam o lucro de uma pessoa.

Claro, diante de um absurdo destes, vem a ideologia: "mérito, livre inciativa", etc, e alguns engolem a isca!

De toda forma, o valor do trabalho de cada um é um tema, como já disse, que merece um amplo debate, e que não parta de simplificações ruins como a sua.

Mas eu tenho certeza que as melhores sociedades, onde as instituições mais atinjam seus fins, são aquelas onde as diferenças são menores.

Mas o debate proposto aqui não foi sobre o valor do trabalho, mas o princípio da capacidade contribuitiva, que permeia boa parte dos sistemas constitucionais ocidentais, e que está sendo destruído.

No Brasil, embora reconhecido como uma premissa de nosso sistema tributário, ele nunca foi implantado.

É um princípio simples: a cada um de acordo com sua capacidade, ou seja, quem ganha mais, paga mais, e ponto.

Esta ideia comum é que alimenta nossa noção de Estado há séculos, e que o neoliberalismo tratou de destroçar.

Um conselho: vá se informar antes, estude um pouco o assunto. Não se exponha assim, ainda que sob o anonimato.