sábado, 27 de abril de 2013

Na veia.

O comentário completo do leitor está na polêmica desenrolada aqui. Uma pérola:

"(...)Só a miopia de um membro do judiciário para achar que o poder conferido a ele vem de outro lugar que não das leis feitas pelos representantes do povo.

Se as leis, os congressistas ou o povo que os escolheu não são "bons", também o judiciário não se afasta deste "julgamento".
26 de abril de 2013 22:05

9 comentários:

Anônimo disse...

E aonde se chega com essa conclusão, que não seja desprezar o judiciário, o legislativo e o próprio povo?
Qual seria, então, o metodo perfeito de nomeação de magistrados?
Melhoramos o povo?

douglas da mata disse...

Bom, eu não posso falar pelo comentarista, mas posso falar pelo que entendi do que ele falou.

Ora, "melhorar" o povo traz a premissa embutida que o "povo" e suas "decisões" são ruins, não são...elas são decisões somente, diferentes a cada tempo histórico, integradas por uma série de valores, culturas, percepções e expectativas, ideologias e claro, o corte de classe.

Não há desprezo pelo Judiciário no comentário, mas sim a constatação de que o próprio judiciário(este sim, com letra minúscula, do tamanho da sua atual estatura) que pretende se colocar como um ente acima dos demais, asséptico, neutro e ilibado, pronto para determinar os rumos do processo democrático sem ter outorga para tanto, e mais, menosprezando os entes que lhe dão causa.

A (im)postura do judiciário é um paradoxo insolúvel, ou apenas solúvel pela via anti-democrática, que parece ser o desejo deles e dos que representam.

A conclusão, portanto, é que a (im)postura de certos magistrados e de certos integrantes do MP é indecorosa, de lesa-Estado.

Ou como querem outros, nazi-judicialista, ou juristocrata.

Anônimo disse...

então...?

douglas da mata disse...

Então?!

Então, como?

Será que você é daqueles bobocas que condicionam a crítica reflexiva a ter que apresentar uma "solução", sem a qual, o debate seria inválido?

Santo deus.

Bom, mas se você quer uma solução, vamos lá:

Primeiro: o amplo debate com toda sociedade sobre a forma de estruturação do Judiciário, seu papel, a escolha de juízes superiores e a forma de controle externo da atividade judicante do Estado.

Depois: Limitar o mandato dos juízes a um tempo determinado, afinal, se os mandatos decorrem da indicação de mandatários temporários, não há de se falar em vitaliciedade para os indicados.

Ou seja, o acessório não pode ir além do principal.

E por fim, o debate sobre a forma de escolha em si.

O estado do Wisconcin (EEUU) tem tentado, por exemplo, a eleição direta dos juízes das cortes superiores.

Há outros modelos, e muita dúvidas e apenas uma certeza(ao menos para mim): o atual não serve!

douglas da mata disse...

Perdão, é Wisconsin

Anônimo disse...

Fiquei lisonjeado ao ver um comentário meu receber a distinção de ser publicado no seu blog. Agradeço.

Devo registrar que seu comentário exposto aí em cima, fala SIM, por mim. Foi exatamente isso que eu disse.
Não há desprezo pelo judiciário, muito menos pelo povo.
Mas se alguém acha que o povo é ruim, precisa aceitar que o judiciário e o legislativo também o são.
Este definitivamente não é o meu caso. As decisões coletivas, embora discorde de algumas, são decisões somente. Reflexo de um monte de influências, como você disse.

Podemos discutir os graves problemas do processo eleitoral no Brasil como o custo exorbitante das campanhas e a crescente judicialização das eleições. Podemos discutir no que isto impacta na "qualidade" dos representantes, mas sou contra os atalhos.
Se algo não funciona ou é "ruim", não é criando outras estruturas que vamos sanar o vício. Todos sabemos que as novas alternativas tendem a ser tão viciadas quanto as velhas que dizem substituir...

douglas da mata disse...

O agradecimento é meu, pelo enriquecimento do debate!

Aliás, agradeço à todos.

Anônimo disse...

Então agradeça direito, pois a todos, por óbvio, não tem crase, sua besta!

douglas da mata disse...

Nossa um linguista sem argumentos!

De que serve erudição sem nada a comunicar? Nada, não serve de nada!

É este tipo de gente que vocifera contra a poesia de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, e acha lindo os neologismos, onomatopeias e "licenças poéticas" do miolo mole Caetano.

Ou quase goza quando ouve um blues, ou um jazz cheio de incorreções, ou gírias duvidosas, mas balança e a baixa a cabeça para a colonização cultural!!!

Filho, língua é meio, não fim em si, logo, o propósito aqui foi alcançado: Nos fazer entender!

Ah, e depois do então, tem vírgula, cretino!