quarta-feira, 10 de abril de 2013

Feliciano tem razão!

Só o atual estado de coisas explica tanta repercussão em torno das declarações do deputado (in)feliciano, onde coloca sua saída do cargo de presidente da comissão de direitos humanos da Câmara Federal subordinado à saída dos deputados José Genoíno e João Paulo Cunha.

Há uma tendência, que parece virar esporte natural, a misturar as coisas. 

Feliciano usa esta chantagem sabendo disto, mas de fato, seus argumentos são válidos! 

O problema é a chantagem, e a forma como foi dita, ou seja: então ele considera a sua situação igual a dos deputados, e   aquilo que considera um "erro", justificaria outro "erro"?

Não é nada disto, e feliciano, na sua pressa, perdeu boa chance de fazer a defesa de seu mandato, de todos os mandatos populares, e da Casa onde atua.

Em tese, se a Câmara Federal, corretamente, afasta a ingerência do STF, em relação aos mandatos dos deputados petistas, não podemos aceitar que uma decisão daquela casa seja vilipendiada por grupos de pressão, ainda que o objeto da reclamação seja relevante, e de fato, o comportamento do deputado não seja, digamos adequado na presidência de uma comissão parlamentar.

A questão é de ordem política, e os acordos que ocorrem na composição da base parlamentar deram ao parlamentar do PSC o cargo. Ponto!

Isto não elide que os setores ligados à defesa dos DH, continuem a expor suas contradições. 

Este processo de conflito é saudável a construção da cidadania.

Mas muito me assusta que esta exposição de dê de forma mais fascista que as declarações do deputado, fomentando um ódio religioso, como se não fossem todas as religiões dedicadas a arrecadar dinheiro e comportamento de seus fiéis para alguma recompensa metafísica.

Ora, a Igreja Católica tem 2 mil anos de negócios, e talvez agora não precise ser tão veemente na cobrança "na boca do caixa", mas esta "estabilidade" só foi possível com séculos de venda de indulgências, mercado de carne humana (preta) e recentemente, até lavagem de dinheiro.

Então, é bom ter cuidado, porque quem fala o que quer, ouve o que não quer!






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