segunda-feira, 8 de abril de 2013

Coréia do Norte: decifrá-la ou ser devorado pelos EEUU?

Um dia destes, não me lembro ao certo, desde quando eclodiu a mais nova sessão de estica-e-puxa ao redor do paralelo 38, referência geográfica para a divisão da parte sul e norte-coreana, me pus a pensar sobre a piuca informação que detemos sobre o assunto.

Existe, por óbvio a tentação de associar a esta falta de conhecimento ao cerceamento da imprensa, mas o que dizer de outros regimes acusados de praticar este mesmo cerco, como Cuba, Irã, etc?

Então, parece que não sabemos, ou melhor, não nos permitem saber aquilo que não interessa, ao contrário do que dizem uns poucos ingênuos e outros tantos midiotas obre a tal liberdade de imprensa.

Bom, dito isto, ainda persiste a pergunta: Por que sabemos tão pouco sobre a Coréia do Norte, e por que tudo por lá pareça algo bem próximo ao total nonsense, como uma crônica cretina do jabour?

Tenho minhas intuições:

Primeiro, não se trata de Coréia, trata-se do enclave China, Rússia e Japão, que ainda repercute nas disputas regionais da península desde 1945, um arranjo delicado e de extrema volatilidade.

A Coréia do Norte é um ponto de equilíbrio para evitar que Japão e Coréia do Sul se lancem em aventuras militares, sendo usada, ora por chineses e russos, ora pelos EEUU.

Outro palpite: o recém nomeado líder coreano, herdeiro do legado político do seu pai, que por sua vez herdou de seu avô, segue o balé encenado por seus ascendentes, ou seja, mostrar força para manter a coesão interna do seu país, e afastar possíveis dissuasões ou algum tipo de questionamento de sua capacidade e liderança.

E por fim, como a Coréia do Norte é dependente da ajuda internacional, e vive sob embargo por causa de seus artefatos nucleares, o líder coreano estica a corda até que estas pressões sejam aliviadas, ou seja, quer mais dinheiro e comida.

Mas ainda assim, algo pode dar errado e tudo fugir ao controle? Claro que sim, e a história é pródiga em exemplos.

Não imaginavam Londres e Paris que poderiam usar Hitler para conter os comunistas na Europa, e manter a URSS sob controle? Pois é.

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