terça-feira, 2 de abril de 2013

Copa do Mundo, as eleições e o Vasco 2014.

Se fosse o vice da colina um partido/candidato a disputar eleições, ou uma seleção a disputar a Copa do Mundo em 2014, teríamos certeza: seria o segundo colocado!

Tirando esta variável, tudo mais é incerteza. E o legal é exercer a ciência da palpitologia.

Mas há palpites e palpites.

Tem muita gente transtornada, que não perde a mania de impor sua versão a realidade, embora esta sempre teime em contrariar-lhes. 

Buscam analogias improváveis, comparam jaboticabas e melancias apenas porque t~em um ponto em comum: são frutas. Inventam similaridade onde não existe, e jogam hipóteses ao acaso no estilo relógio quebrado: "marcam" a hora certa duas vezes no dia. 

Ou seja, de tanto chutar, uma hora "acertam".

Primeiro palpite: 

A grande vencedora no Rio será a presidenta. Os últimos movimentos em direção ao PR fecharam um ciclo de pré-acertos no Estado do Rio, e agora resta monitorar a percepção dos eleitores, e os comportamentos dos pré-candidatos para evitar desgastes e crises.

Se tudo se mantiver como está, e como parece que vai ficar, arriscamos a dizer que, se houver visita ou evento de campanha, serão bem raros. E mesmo assim, tal é o conforto, que a presidenta pode visitar os três palanques sem o menor constrangimento, mas creio que optará por não fazê-lo.

Segundo palpite: 

O deputado garotinho está de volta ao jogo! Em uma eleição de dois turnos, casada com a eleição parlamentar, um partido que disputa espaço na base aliada não poderá prescindir de uma candidatura majoritária forte a alavancar a legenda, pois o limite (o teto) da votação parlamentar do deputado, que foi o mais votado em 2010, e carregou outros candidatos a Brasília, já está dado, e não é suficiente para dar peso a nova posição orgânica do PR dentro da base aliada.

É mais ou menos a conta que o PT do RJ anda fazendo.

Uma desistência agora é uma derrota muito maior que não ir ao segundo turno, inclusive no que tange o poder de pressão para negociar o apoio na reta final. Principalmente, se a derrota for apertada.

No cenário atual, com todos embolados (e tudo indica que permanecerão assim), mesmo que ciente de seus limites, o deputado não tem muito a perder, a não ser a reeleição a Câmara Federal, que também entra nesta conta, e não pode ser desprezada, pois a imunidade parlamentar diz muito aos que militam no estilo do deputado. 

Este talvez, seja seu calcanhar de Aquiles, e acho que o Hayle Gadelha mencionar este ponto nevrálgico.

Muito se fala da rejeição do deputado. Não duvido dela, mas não creio que seja irreversível. Olhemos a história:

Governador eleito, elegeu sua esposa-poste em primeiro turno, e depois, passou o bastão ao seu indicado, o atual governador, que habilmente, desmontou a imagem de seu antecessor, para evitar o assédio ou submissão da figura deste em seu governo. 
O atual governador, até então um tucano enrustido, mas indisfarçável, inverteu sua polaridade política e migrou para o ninho lulopetista. Acertou em cheio.

Coube ao deputado apenas o papel de oposição, e que, de certa forma, cumpriu com vigor: elegeu-se deputado mais votado no Estado, elegeu sua filha a quinta ou a sétima mais votada na capital, tem uma (pequena) mas fiel base parlamentar estadual, controla outros tantos deputados federais, e influenciou e "ganhou" eleições em cidades-chave, como Campos dos Goytacazes e São Gonçalo.

As acusações de irregularidades são graves, inclusive com o rótulo judicial de "quadrilheiro", mas não podemos esquecer que a república dos guardanapos anda bem fresca na memória do eleitorado, e este evento encurralou o atual governador por meses.

Não se compararia a um condenação, mas o fato é que o eleitorado detesta o escárnio. 

E a fotografia dos auxiliares e o governador de guardanapos na cabeça, esbanjando dinheiro em Paris é uma imagem que destroça! Os marqueteiros sabem disto! 

Foi uma estocada de mestre a fotografia da République dis Serviettes.

Não esqueçamos dos vínculos históricos de pezão com os empreiteiros do Estado, que em campanha, serão expostos como nunca antes.

Agora, o deputado garotinho manobra e se aproxima da nau governista, e colocou o bode na sala do governador, e desta vez, parece empurrá-lo ao indesejável e incômodo papel de "opositor" do governo Dilma no Estado, após as caneladas que deu no PT fluminense, inclusive com o golpe baixo na revista "quanto é".

Na cabeça dos líderes e candidatos a palavra aliança só tem sentido quando: não há saída e/ou o ganho é muito maior que a chance de ganhar sozinho, isto nos parece óbvio.

Em 2010, uma boa olhada nos números, à bordo de um pequeno e incipiente partido no Estado, a lógica era recuar, e mesmo assim, o PR veio de candidato próprio.

Não há nada na conjuntura atual que coloque o deputado no mesmo patamar de antes, pois hoje, sua situação é muitíssimo melhor. E por que faria aliança? Em nome de que?

Um detalhe: as três candidaturas, por mais estranho que pareça, favorecem as chances dos três, então, eu creio que ninguém se aproximará muito para que uma aliança precoce se configure.


Possibilidade? Claro que existe, mas é preciso dimensionar o tamanho dela antes de lhe conferir alguma credibilidade. 

Parece que há uma grande e enorme torcida, só isto! E neste quesito torcida, só a do Vasco goza do "privilégio" da certeza.



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