sexta-feira, 19 de abril de 2013

A mídia: o verdadeiro ninho de terrorismo!

Que a atividade empresarial de mídia é capaz de exacerbar tragédias até o limite, para explorar o nosso sadismo, ninguém duvida.

É do conhecimento geral que estas empresas sejam capazes até de manipular eventos,  para esticar o máximo este interesse mórbido do público, como fizeram os veículos do grupo News of the World, do multibilionário australiano Rupert Murdoch, em vários episódios em Londres e em toda Inglaterra.

Mas eu nunca deixo de me chocar com as repetições desse comportamento criminoso, até porque, se eu ficar imune ou indiferente, cedi a banalização.

Agora, com o caso da maratona de Boston, e a identificação (e perseguição) dos dois suspeitos, aparentemente, dois irmãos chechenos, começou o festival de leviandades, ao vivo, disseminadas pelo PIG, mormente a sua representante maior, a g(r)obo.

A ânsia de dar uma conexão mais dramática, mais do que já é um atentado, e vincular os suspeitos a muçulmanos chechenos, replicando a rede de preconceitos, é algo assombroso.

O fato é que, antes de terminadas as apurações, não há como um jornalista dizer nada sobre a motivação ou os vínculos dos supostos autores.

Mas a mídia corporativa não aprende, ou pior: não quer aprender!

São uns abutres, tanto os porcalistas como quem os assiste sem questionar!

2 comentários:

Marcelo Siqueira disse...

E a Coreia do Norte que ninguém fala mais? deixou de ser uma ameaça? sumiu do mapa?

Anônimo disse...

E agora que prenderam o suspeito?

Nada mais foi dito ou veiculado sobre o que está acontecendo neste momento com o suspeito. Ele tem advogado? Ele pode ter advogado? A família pode visitá-lo onde ele está agora? Ele já está na cadeia de Cuba? Ele será enviado para Cuba? E o mais importante, foi realmente ele e seu irmão quem
explodiram as bombas?

Porque nada disso repercute agora?

Pelo que tenho visto, o noticiário se preocupa agora em mostrar como os americanos (homens e mulheres de bem que foram violentados) se sentiram acuados e com medo do "terrorista fanático".