domingo, 14 de abril de 2013

A lei, a cidade e seu organismos: uma visão deste blog!

Não conheço nenhum dos integrantes da chamada comissão popular da lei orgânica. 

Este blog sempre dá espaço a quem pede, com algumas ressalvas de caráter político-ideológico, todas bem definidas por quem o acompanha.

Há casos onde permitimos a entrada de alguns textos, para expô-los a crítica.

Logo, publicar um texto aqui  não significa concordar com seu conteúdo.

É o caso da Carta Aberta, encaminhada por Luis Renato Dumas, publicada aqui.

Louvamos os mecanismos de participação popular, mas lendo com atenção, pude notar a mesma natureza anti-partidária, e em suma, anti-política de outros movimentos que começam a fermentar no esgoto da planície, não à toa, adubados pelo esterco que se acumula em algumas redações.

Talvez o próximo seja a inauguração de uma franquia do Instituto Millenium.

Como um movimento que se dispõe a debater na casa de leis municipal, território partidário por excelência, demoniza a ação partidária dos que, porventura, desejem participar da tal comissão  institucionalizando esta condição militante?

Muitos ingênuos, e outros cínicos, somados a outros tantos cretinos, reclamam a ausência dos movimentos populares, o enfraquecimento da chamada sociedade civil, e apelam até para ongs e observatórios...

Pois é...eu tenho uma tese engraçada sobre este fenômeno de nanismo institucional da sociedade civil. 

Ele é efeito direto do esvaziamento dos partidos, da judicialização da política que impôs a industrialização das campanhas (encarecimento), associada, paradoxalmente, ao moralismo hipócrita da ação democrática.

Não existe sociedade civil forte sem partidos fortes, porque é nos partidos que os interesses corporativos/setoriais se juntam de forma mais ampla, e se mitigam como interesse de classes!

Cada vez que um penduricalho social destes clama por ação apartidária, revela no ninho suas verdadeiras intenções: uma democracia de iluminados!

Neste sentido, a tal comissão popular não começa muito bem...

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