sábado, 30 de março de 2013

Senhor X: Ou Senhor Destruição!

Chamavam-no de Midas, em alusão ao toque da riqueza!

Nada mais adequado, pois sua maldição é esta: Mata tudo que toca.

Mas agora, com o desabamento do porto no norte do país e seis mortos, um castelo de cartas vendido para os otários da Anglo American, com o exílio violento dos proprietários do V Distrito de SJB, a terra salgada, e os trabalhadores escravizados e humilhados nos canteiros das terceirizadas, não resta dúvida:

O senhor X e suas empresas são o flagelo que anunciam destruição por onde passam!

Afinal de contas, até quando vão deixar este personagem cumprir este desastroso papel? Já passou da hora de seus "diretores e roteiristas" tirá-lo de "cena". Caso contrário, não restará pedra sobre pedra, e os prejuízos tendem a ser maiores.

2 comentários:

Anônimo disse...

Ele sairá. Sairá para ficar "só" com uns 20 ou 30 por cento do negócio como diz o novo queridinho do Pactual.
O pior é: ele saindo, assume alguem melhor? rá rá rá... Gente de banco?
Duvido.

douglas da mata disse...

Caro comentarista.

O que seria alguém "melhor"?

Eu creio que este é o problema destes modelos corporativos que tendem a buscar um super CEO.

São lendas.

Há uma grande vantagem: a personificação de decisões tão complexas dá agilidade, concentra os atritos dos processos em um único vetor, enquanto as pressões das demais instâncias decisórias são diluídas, etc.

Mas há um grande e grave problema: a super-exposição, o egolatria, a mitificação cobra um preço alto.

Senhor X não é o único exemplo da História, e nem o campo corporativo é a única seara onde estas escolhas se dão.

Claro que o setor público as injunções são distintas, mas é possível perceber o que o excesso de personalismo traz como efeito colateral.

Os negócios vão ser fatiados, e cada grande corporação do setor vai abocanhar um pedaço.


Veja que há outros exemplos de gigantes corporativos nacionais, que alcançaram escala internacional.

Um bom exemplo é a Inbev.

Tudo com discrição, sem grandes arroubos, e enorme sucesso!

Este modelo de super-hiper-mega-ultra CEO está ultrapassado.

Lula ainda tinha em sua mente a personificação deste tipo de "campeão privado nacional", afinal, boa parte de sua cultura política e sua memória sobre o capitalismo é fruto deste modelo fordista.

Talvez tenha sonhado com o novo Barão de Mauá.

Ou talvez o senhor X tenha apenas sido uma isca (e muito bem paga).

Só a história dirá.