segunda-feira, 25 de março de 2013

Seedorf: Somos todos, magnífica e miseravelmente, humanos!

Este é um relato de um admirador do football, que portanto, só pode ser admirador do que é praticado pelo midfielder ou centerhalf (prefiro esta expressão), Seedorf!

Um vencedor, por onde quer que se olhe, mas que nunca foi estrela de primeira grandeza nos teams onde esteve, ainda que no ápice de sua carreira.

Talvez tenha sofrido o mesmo destino de outros tantos cracks que compartilharam o tempo com outros maiores, ou assim considerados, ainda que injustamente.

Mas é fato que Seedorf é um jogador acima da média, ainda que a média ande tão ruim, ainda mais em terras tupinambás.

Não é à toa que Ronaldo Gaúcho, Seedorf, Lúcio, etc, ainda sobrem dentro do quadrilátero gramado

O episódio de ontem revela o quanto somos humanos, e Seedorf, embora aclamado pela boca dos papagaios globais, e de outros planetas televisivos, como líder infalível e "dono" do esquadrão atual Botafogo Football e Regatas, e no imaginário dos midiotas globais
um semi-deus, herdeiro da mistura da malemolência suriname e da perfeição primeiro-mundista do país da dinastia Orange, herói da química miscigenante, como se tais misturas não se dessem sempre à força e pela dominação violenta,
 Seedorf nos mostrou o quanto é humano, maravilhosamente imperfeito, ridiculamente magnfíco.

É claro que o referee exacerbou e foi além da "força necessária" para punir um fair player que preza a disciplina, como nos ensina a leitura de sua ficha disciplinar pregressa.

Perguntamos: se fosse qualquer outro jogador senão o Seedorf

Haveria tanta celeuma, tanto quiprocuó? 

É provável que não, e Vossa Senhoria, o "juiz" sabe disto, e portanto, resolveu fazer o grand finale de sua autoridade com o mito que a desafiou...

Mas e Seedorf, por que aceitou a contradança, sendo ele a (semi)perfeição que cantam seus puxa-sacos globais?

Pois é...Como esperar equilíbrio de um árbitro de vinte e poucos anos confrontado por um dos maiores personagens da história do esporte bretão?

Mas de Seedorf, o que se esperava? Admoestado com o cartão amarelo, e com a sinalização de que o pedido para se retirar pelo caminho mais curto se transformara em um comando, o que fez Seedorf?

O que todo humano ciente de sua estatura  e importância no contexto faria, ou pelo menos, a maioria deles: Assumiu o risco de sua rebeldia, desafiou a autoridade e tentou tornar a punição mais grave que a ofensa, invertendo, de forma covarde o papel dos atores deste roteiro, até então impensável, desde que chegou no Brasil.

À moda holandesa, Seedorf disse-nos: Sabe com quem está falando?

Pode-se questionar os critérios técnicos do referee, e talvez até sua suposta imprudência, afinal, como já dissemos, o match estava no final.

Mas o ambiente civilizado para se questionar as decisões do árbitro, quando for possível, são as instâncias extra-campo, através de advogados e cartolas.

Não cabe ao jogador questionar decisões ou comandos da arbitragem...caso contrário, para quê árbitro se os jogadores não se submeterão ao seu juízo?

E não podemos, sob a ótica de qualquer análise, invertemos a relação teleológica, ou seja, causa e efeito, e isto parece bem claro: Seedorf atingiu um breakpoint, ou na linguagem vulgar das arquibancadasfez  uma senhora cagada!

Ah, mas dirão os midiotas de sempre, vomitando mais estereótipos, agora de sinal invertido, que talvez tenha sido a sua parcela do Suriname que tenha falado mais alto, ou quem sabe o clima, ou a geografia e as péssimas companhias de outros players acostumados a tais rompantes?

Aguardemos.


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