segunda-feira, 18 de março de 2013

Royalties: quanto pior, melhor!

As oposições não se emendam, e por isto são cada vez mais parecidos com o grupo da lapa, até quando rumam para o abismo!

Por medo, incapacidade ou cumplicidade, e quem sabe as três hipóteses juntas, deixaram de cumprir o seu papel diuturnamente. 

Alegavam que determinados temas não são populares, e por isto ameaçavam o pequeno e cambaleante capital político que diziam acumular.

Morderam a isca, e assim, ano a ano, a cidade foi sendo espoliada, vilipendiada e expropriada da chance de legar um futuro melhor aos seus cidadãos.

Pouco ou nada falaram dos empregos de cabresto, dos contratados, terceirizados, dos "RÉDEAS", DAS, ou outro nome qualquer. 
Quando lançada a passagem a um real, ficaram atônitos, tal e qual baratas tontas, sem saber como criticar o que estava ali, embaixo do nariz. 

Poucos foram capazes de lançar dúvidas, chamadas de impertinência por uns, "radicalismo" por outros!

No caso do Açu, a mesma coisa, quando a euforia anestesiou os sentidos deste pessoal. Teve gente disputando a tapa uma foto ao lado do MidaX. 

E tantos outros exemplos.

Só quando os cenários, enfim, cumpriram o que havia sido alertado, passaram às críticas, mergulhados até a medula no mais cínico oportunismo, claro, percebido pela população.

Agora, a derrocada é maior: O fim dos royalties, e mesmo assim, a oposição, principalmente, no nosso PT, mantêm-se na defensiva, sem coragem de dizer o óbvio:

Ora, se o dinheiro não significou nada mais que enriquecimento ilícito, acumulação e concentração de poder e esquemas político-financeiros, no entorpecimento da sociedade civil, e pior: na completa ausência de condições sócio-econômicas favoráveis a população mais carente, como defender a permanência do desperdício?

Se não há, e não houve, e não haverá, como imagino, chance de alterar este estado de coisas pela manutenção deste rio de dinheiro que inunda e afoga as mais variadas esferas de convivência da cidade, como reivindicar que continuemos submersos?

Que tipo de oportunismo político é este que faz a oposição cerrar fileiras com os garotistas em nome de um bem comum que não existe?

O que esperavam estes senhores (as) ao subirem neste palanque? Que fossem tratados com honradez e urbanidade?

Ué, se não respeitam a si próprios, como exigir dos outros que os respeitem? 

Eu, se fosse o chefe dos garotistas teria chutado a b...das deles palanque abaixo, para a catarse da audiência local! 

Saiu até barato!

E depois dizem que a culpa é do deputado! Ora, bola, com uma oposição destas São Jorge nunca andará à pé!

2 comentários:

Anônimo disse...

Douglas:

Juro que isto não é uma provocação.
Se você entender assim, desculpas antecipadas. É, antes, uma exortação, talvez.
Tenho acompanhado sua militância pública lendo o que você escreve. Gosto. Não concordo com tudo, mas aprendo muito com suas análises.
É indiscutível a sua capacidade de perceber o quadro político local e mundial vis a vis a sua ampla cultura e leitura inteligente do melhor que existe no mundo.

Tá. Às vezes ligeiramente passional no trato dos fatos relativos ao Partido dos Trabalhadores, o que é perfeitamente normal e até desejável para um partidário. Afinal é isso mesmo que significa "tomar partido".

Mas uma coisa me surpreendeu e outra me intrigou desde que comecei a ler o seu blog há alguns poucos anos: primeiro a qualidade do seu texto, disparado o melhor da região. Segundo, a percepção de que você, a despeito de todo um conhecimento político, jamais foi uma figura conhecida do grande público da cidade. Melhor dizendo, você nunca foi candidato a cargo público nem (até onde eu sei) ocupou cargo administrativo na cidade. Sua militância política, se não estou errado, é para consumo interno do partido.
Isto me intrigou desde sempre. Como uma inteligência como a sua nunca se colocou à serviço de um projeto político local?
Tá, você dirá que AQUI é a sua trincheira, que daqui dispara a sua contribuição para o debate político, que seu perfil é mais "low profile", que o seu nível intelectual não será percebido pela população num embate eleitoral, e mais alguns argumentos muito bem articulados e totalmente válidos. Concordarei com todos.
Contudo, nunca deixarei de imaginar o que sua capacidade poderia acrescentar e trazer de positivo não ao DEBATE, mas a VIDA política da cidade.
Eu sei que lançar-se às feras da luta política eleitoral é para poucos e precisa ter muito estômago, sobretudo em Campos. Mas a sua participação extra-blog precisa ser maior porque precisamos de pessoas como você ATUANDO politicamente.

Abraços



douglas da mata disse...

Caro comentarista.

Primeiro, grato pelos elogios, mas principalmente, pelas críticas (provocações).

Eu não saberia explicar, porque é sempre muito difícil se expor em auto-análise(rs).

Mas o fato simples é: questão de escolha.

Sempre entendi que minha contribuição maior seria fazendo o que faço.

E sem falsa modéstia, há muito poucos fazendo, aí incluída até a questão de "estilo", fundamental para fixar certos questionamentos.

E neste sentido, houve um consenso tácito: nem eu procurei construir esta alternativa(porque não a entendia viável), e nem as forças políticas com as quais convivi entenderam que esta também seria uma alternativa.

Neste contexto, há contornos de temperamento, de projetos pessoais, de limitações institucionais(no meu caso, pela profissão), e concordo, certo comodismo.

Mais ou menos como: meu tempo na política partidária passou...

Um abraço, e muitíssimo obrigado por me trazer a esta reflexão pessoal.