sexta-feira, 15 de março de 2013

Royalties: o PIG local torcedor, e a midiotização da informação!

Em relação a mídia corporativa e outras plataformas de comunicação, aí incluídos os blogs, existe uma sutil diferença, nem sempre visível, e em outras ocasiões, camuflada por interesses escusos, entre ter uma opinião e estar na "torcida".

É legítimo ter uma posição sobre o novo rateio dos royalties.

Mas publicar informações baseadas em "torcida", sem qualquer vínculo com a verdade factual é um desastre, porque nem sempre a população consegue divisar o fato e a versão. 
Mas este não é um cacoete acidental, ou um descuido da mídia e de outras formas de comunicação. 
É nesta prestidigitação que reside boa parte do poder destes veículos de comunicação, ou seja: manipulação!

Então, se o negócio é chutar, por que não chutar também?

Não há nada que infira, no caso dos royalties, que os governadores que reabriram debates sobre o rateio, que estejam a fazê-lo por medo do STF e a decisão.

Só quem não tem a menor visão sobre política acredita que governadores ou outros atores políticos se movimentem por "medo" do poder Judiciário, até porque, com a atual correlação de forças, o conjunto dos 25 estados tem peso para aprovar emendas constitucionais, e papo encerrado.

A mudança da lei dos royalties foi, na linguagem popular, como colocar o "bode na sala", para encurralar a tal ponto os chamados "estados e municípios produtores", para que aceitassem perder anéis, e manterem os dedos.

A reabertura das negociações é justamente o contrário: Os governadores não querem que a lei seja declarada constitucional, porque depois não haveria mais como retirar o "bode da sala", e aí teriam que lidar com o ataque dos estados prejudicados em questões como guerra fiscal de ICMS, chantagens ambientais (como aduziu um secretário do governo do RJ), ou taxações sobre a indústria do petróleo.

A declaração do STF contra a mudança (inconstitucionalidade) no rateio não é o fim da história.

Mas uma declaração de constitucionalidade encerra o assunto!

E o mundo político só executa mudanças com algum objetivo claro.

Governadores e prefeitos agraciados com as migalhas do novo rateio não querem esta vitória de Pirro.

Querem negociar para ganhar algo de fato!

Sempre há o que ser negociado!

Isto é próprio e legítimo da ação política, e não algo sujo ou rasteiro como alguns midiotas proclamam!

Também sabemos que o lobby das petroleiras já circula, e sabemos que dinheiro não leva desaforo para casa, e quer o ambiente mais "calmo" possível, ou seja, nada de "mexer na areia do fundo mar".

Assim como a presidenta não sancionaria uma lei que soubesse de antemão ser inconstitucional, ainda mais que vinda de um Congresso que derrubou seu veto.

O aceno da presidenta é: negociem, porque depois não vai ter volta.

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