sexta-feira, 8 de março de 2013

Royalties: a mamata vai acabar!

Neste caso, não adianta chorar. O leite vai secar.

Finalmente poderemos ter um ambiente mais próximo da realidade, e não o universo fantástico que temos, onde:

Com mais de 2.5 bilhão ano, eis a cidade:

A pior educação pública do país.

Um atendimento de saúde precário, atolado em endemias criminosas.

Estruturas urbanas inadequadas, ocupação desordenada do solo.

Transporte público caríssimo e ineficiente.

A coleta de lixo que está entre as mais caras do Brasil, sem o serviço correspondente.

Desperdício em gastos de propaganda para domesticação das mídias corporativas, etc, etc, etc, etc.

Com a diminuição destes recursos, poderemos ter uma política fiscal que aumente as receitas próprias, atacando os mais ricos, que sonegam seus impostos anualmente, como o IPTU, por exemplo, através de esquemas de enormes diferenças entre os valores venais e os valores reais dos imóveis, tudo isto com a cumplicidade de autoridades municipais, e os cartórios.

Com o fim destes recursos poderemos evitar aberrações como CEPOPs, shows pagos a peso de ouro, para juntar gente, álcool e violência todos os anos, com enormes custos para a municipalidade para cevar uns poucos comerciantes nas praias locais.

Com o fim destes recursos poderemos, enfim, fazer concursos públicos condizentes com nossas receitas e nossas demandas, sem as contratações "temporárias", o cabresto de contra-cheque.

Vamos enfim, trazer a disputa política para patamares reais, onde angariar votos não se resuma a inundar as contas de empreiteiros amigos, que retornam com "apoio" de campanha, vamos  interromper, ou diminuir, a promiscuidade entre mídias e governos, afrouxando a coleira que aperta o pescoço servil do pseudo-jornalismo local.

Vamos, de fato, poder enxergar as coisas como elas são.

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordo plenamente Douglas.
Vamos nos aproximar mais de um município brasileiro e nos distanciar de um faraônico potentado petrolífero. Até ontem tínhamos receitas de países árabes com qualidade de vida e indicadores africanos.

De agora em diante talvez possamos nos aproximar mais de uma cidade real onde as pessoas trabalham, os políticos fazem política, a imprensa informa, as crianças estudam, as instituições têm opinião, o poder judiciário se distancia do poder econômico e o cotidiano seja com menos cobiça e mais esperança...