sábado, 16 de março de 2013

Royalties e o fim do mundo: veio do público (ou da falta dele) a resposta!

Desde quando comecei minha militância política, e isto lá se vão 27 anos, aprendi a calcular o número de pessoas em passeatas, comícios e afins!

Os movimentos sociais e político-partidários não contavam com esta maravilha da internet, mas precisavam construir sua contra-informação frente aos ataques da mídia, que sempre se dedicou a esvaziar a contagem e relevância dos eventos que ameaçavam seus interesses e de seus sócios.

A conta é simples: 4 pessoas por m²

15 mil ontem na Praça S. Salvador?

Bem, vamos lá: do palanque até o Monumento dos Pracinhas, até onde percebemos um maior adensamento, temos algo em torno de 1500 a 2000 m², se exagerarmos muito.

Leve-se em conta as pessoas dispersas.

Com muito boa vontade e certa dose de exagero, dá para somar algo entre 8 a 9 mil pessoas.

Mas o fato principal que chamo a atenção não é este.

É o cansaço demonstrado pela população, que embora seja de 500 mil pessoas, e 300 e poucos mil eleitores, não compareceu em nada mais que 2 ou 3% na praça, quando os que chamavam alardeiam que o caos e o apocalipse chegarão em breve, e desabarão sobre suas cabeças.

Se considerarmos o números de contatados, e de todos que parasitam estas verbas dos royalties, direta ou indiretamente, não temos menos de 50 mil pessoas, com certeza.

E onde está este povo todo?

Explica-se o tamanho desespero deste grupo político pelo fim, ou melhor, pela diminuição do gordo caraminguá. Se com tanto cabresto, já está difícil mobilizar, imagina quando acabar a bufunfa?

Anotem: o fim do ciclo dos royalties é o fim do garotismo.

Isto não quer dizer que coisa melhor vá substituir este modelo, e a julgar pelo que temos lido e ouvido da "oposição", o futuro não parece um lugar alvissareiro.

3 comentários:

Anônimo disse...

E trocaremos este modelo Napoleônico Lapista por qual proposta?
Uma cópia mal enjambrada?

A oposição está perdendo a chance de começar a fazer POLÍTICA. Assim como o radialista falador visualizou o declínio da elite rural no final dos anos setenta início dos oitenta, e ocupou espaços, a oposição precisa assumir estas lacunas políticas que o garotismo começa a deixar. Veja a mobilização por exemplo...

A notícia do início do fim deste modelo seria alvissareira não fosse a inexistência de uma nova proposta. Os que estão aí, só conseguem propor uma copia do modelo "g", acrescentando um verniz de "honestidade".
Conversa fiada!
O predicado que deveria ser obrigação, surge como bandeira que, todos sabemos, é falaciosa.
Para trocar seis por uma meia dúzia mal copiada, preferimos o número original. Foi esta a resposta das urnas na última eleição e parece que a oposição não entendeu.

Anônimo disse...

Qualquer coisa é melhor do que o garotismo!

Anônimo disse...

Foi um verdadeiro palanque eleitoral para Garotinho!

Impressionante como os baba-ovo de Garotinho puxaram descaradamente o saco dele e pouco falaram sobre a perda da riqueza.

Chamaram a população de idiotas

Foi ridículo!