segunda-feira, 25 de março de 2013

Porto do Açu, Pactual e o senhor X: O acordo ou Robert Johnson at the Crossroad?

Não se apavorem os fãs do Donald Trump nacional, ele não vai à banca rota, e quem sabe possa estrelar algum programa de entrevistas ou do tipo reality show?

Vai continuar a ter muita grana para mimar sua inútil descendência, que se orgulha de nunca ter lido um livro inteiro. 

Eu sei que este é um dilema de vários pais, mas o problema é a imagem: Como guiar o futuro corporativo do país baseado apenas em instintos?

Não dá...e de certa forma, como a maçã podre não cai longe da árvore, a simbologia do culto a estupidez bem sucedida do filho do Odin, neste caso filho do senhor X, é o ocaso de seu próprio pai, que falhou como exemplo, e afunda como personagem.

Lula e Dilma apostaram na figura de um grande ícone nacional, um "campeão" dos empresários, alguém que pudesse simbolizar nosso renascentismo caboclo capitalista.

Uma mistura de Barão de Mauá, Rockfeller, Henry Ford, Donald Trump. 

Pobre senhor X, misturou o pior de todos!

Primeiro foi o Abílio Diniz, mas não deu. Morto pelo próprio ego. Incapaz de superar os traumas de um trato familiar complicado, e de se afastar de sua maior compulsão: sua imagem no espelho, Abílio tentou pegar o chapéu onde a mão não alcançava na sua parceria Pão de Açúcar e o grupo francês Casino.
Teve que sair "à francesa" (desculpem, não resisti a piada infame).

Depois, o senhor X. Morto, também, pelo mesmo agente nada secreto. Mas a egolatria do senhor X tem origens e expressões distintas, mas que se resume a acreditar na sua, até então, infalível capacidade de agregar informações privilegiadas e convencer os outros de que valia à pena apostar nelas. Esta dinâmica tem um defeito: como nunca se imagina parte, mas sim acima, do que faz, o senhor X não imagina que o fracasso possa vir da onde menos se espera, dele mesmo!

Ora, que está acima dos mortais não se contamina com a mortalidade. Ledo engano.

O problema destes personagens é se imaginarem além dos limites do papel que lhes cabe.

Centralizar e canalizar as expectativas do mundo privado nacional, esclarecer as boas relações e interlocução com o setor público-governamental, funcionar como ponta de lança dos planos estratégicos de nação, e no meio de tudo isto, sobreviver a selvageria dos concorrentes, a autofagia dos grupos de interesse, agindo como um "estadista corporativo", e mantendo as coisas sob controle dentro "da casa", não é mole!

Não há dúvidas de que o Porto do Açu sairá do papel, por imposição e exigência do setor de petróleo, que já começou a extrair o pré-sal, sendo que Macaé não cabe mais nada como apoio logístico.

Mas o papel destinado ao senhor X parece ter chegado ao fim, de forma melancólica. O inspirador respira por aparelhos!

De uma perspectiva histórica, talvez ele nos pareça uma espécie de isca ou distração para o que ali estava a se imaginar, tanto pelo capitalismo mundial, quanto, depois, pelo governo. Todos deixaram a pobre figura dançar seu bolero até o fim. 

É verdade que ele foi super bem remunerado para atuar deste jeito, bem como as figuras que lhe apoiaram parecem dispostas a lhe dar um fim digno! Nada mais justo!

O problema, como dissemos, é perder a noção de seu significado, ou seja, o porquê de estar ali. E isto, assim como em alguns canais políticos de disputa, a gente chama de mordida da mosca azul.

É hora de pagar ao diabo a parte devida ao contrato, e não adianta espernear!

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