segunda-feira, 25 de março de 2013

Dilma, Eduardo Campos e as moscas.

Um dos métodos mais eficazes para atrair e exterminar moscas é um daqueles aparelhos com uma luz meio azulada, que frita, literalmente, os insetos incautos que sejam atraídos pela luminosidade.

Dizem que governos com tamanha aprovação,  como o de Dilma, às vezes funcionam como tais exterminadores de moscas porque tamanha é sua luz e atração.

Mais ou menos como acontece aqui em Campos dos Goytacazes, onde a oposição não consegue fazer nada mais que orbitar e refletir os atos do governo, sem nenhuma originalidade política. 

Nestes cenários, os governantes nadam de braçada, como se dizia antigamente. 

É engraçado ver o movimento desesperado em torno de Eduardo Campos.

Os sôfregos "analistas" só se esquecem do óbvio: de combinar com o povo, e mais, de pedir à benção ao governo.

Sim, não lhes passa pela cabeça o óbvio, como já foi dito pelo jornalista Miguel Rosário, no seu blog  de análises políticas, O Cafezinho (o melhor, na minha opinião).

A "candidatura" de Campos é um ensaio de um governo enfastiado, que não enxerga oposição à vista, que, no entanto, não quer dar nenhuma chance que esta apareça, e mais, ainda põe em ordem a casa da base aliada.

Campos imobiliza, de uma vez, o cadáver insepulto, zé serra, o cadáver fresco, écinho das alterosas, e a joana d'arc da flotresta, marina.

Tanto que o capacho do PPS, roberto fim de feira quis levar serra ao palanque-miragem do socialista moreno do Recife.

Um governo com 70% de aprovação, presidenta com 60% de intenção, e antecessor com outros 60%, pode fazer e desfazer da cena política, e se dar ao luxo de lançar até um fake para iludir e atrais as mosas da oposição.

E de quebra, como já dissemos, coloca um freio no apetite de outros aliados, neste caso principal, o PMDB, invertendo ou reequilibrando a lógica da demanda e oferta na hora de decidir o que interessa.

Porém Eduardo Campos pode sair do controle, ou querer ter vida própria? Claro que pode, mais aí ganharia de novo a presidenta, que saberia até onde vai sua lealdade, podendo empurrar-lhe fora do barco sem remorsos.

E no atual contexto, Campos ou qualquer outro, morre bem antes de chegar a praia.

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