segunda-feira, 11 de março de 2013

Amigos para sempre?



Não comungo com as bravatas contra o senador Renan Calheiros, o que não quer dizer que seja seu correligionário, ou concorde com seus malfeitos, caso sejam provados...vejam bem, eu disse, PROVADOS!

Mas a demonização da política é um troço engraçado. Renan esteve, assim como Sarney, na companhia de todos os governos pós 89.

Renan inclusive foi ministro da JUSTIÇA de ffhhcc, assim como Sarney foi presidente do Senado durante o governo demotucano, funcionando como um dos pilares da governabilidade de então, como é hoje.

Os prováveis problemas de Renan e Sarney, portanto, não são novos, muito ao contrário. Mas parece que eles cometeram um pecado gravíssimo: se aliaram ao PT!

De repente, viraram párias!

Gozado também é ver a mídia local, repercutindo o casal de prefeitos, desancando o presidente do Senado, por causa da questão dos royalties...

Pois é...recordar é viver...Na foto acima, da esquerda para direita, Renan, Michel Temer, o atual deputado estadual Pudim e o deputado Garotinho, quando lançavam a candidatura de Pudim a prefeitura em 2004.

2 comentários:

Anônimo disse...

Como você mesmo diz, ninguém aí é uma aberração. Todos são frutos das nossas escolhas. Não vejo estatura moral em quem quer que seja para julgá-los. Por este prisma poderíamos pensar que tudo então é permitido. Quase repetindo Ivan Karamazov na obra de Dostoiévski: se Deus não existe então tudo é permitido.
Não. Nem tudo.

douglas da mata disse...

Mas aí que está o problema em usar categorias morais(privadas) para tratar de esferas onde o julgamento é sempre coletivo e institucional.

No aspecto privado, sim, tudo é permitido, mas são as regras de convívio que tornam nossa existência factível.

Mas o consolidar destas instâncias e regras não podem obedecer um critério fragmentado, como se fossem um ajuntamento de várias escolhas pessoais.

Como também não podemos nos submeter a instâncias de coletivização forçada que desprezem certos aspectos individuais.

Esta é a luta que dá sentido a democracia.

Saber o que podemos regrar e o que não podemos.

O que é judicial, o que é político, e o que requer ambas as esferas!